Doenças

Informação é saúde. Clique nos pontos azuis para conhecer as principais doenças ósseas em adultos e crianças, seus sintomas, formas de diagnóstico, tratamento e prevenção.

Região do corpo

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Região do corpo

  • ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL
  • ANATOMIA DO FÊMUR PROXIMAL
  • ANDADOR NA PONTA DOS PÉS
  • ANDADOR NAS PONTAS DOS PÉS
  • ANDADOR NAS PONTAS DOS PÉS
  • ARTRITE
  • ARTRITE DO JOELHO
  • ARTRITE DO OMBRO
  • ARTRITE DO PÉ E DO TORNOZELO
  • ARTRITE REUMATÓIDE DO PÉ E DO TORNOZELO
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  • ARTROSE VERTEBRAL
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  • CAPSULITE ADESIVA
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  • CIFOSE
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  • CLAUDICAÇÃO NA INFÂNCIA
  • COALIZÃO TARSAL
  • COALIZÃO TARSAL
  • DESENVOLVIMENTO DOS MEMBROS INFERIORES DA CRIANÇA
  • DISCREPÂNCIA DE COMPRIMENTO DOS MEMBROS
  • DISCREPÂNCIA DE COMPRIMENTOS DOS MEMBROS
  • DISFUNÇÃO DO TENDÃO TIBIAL POSTERIOR
  • DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL
  • DISPLASIA DO QUADRIL DO ADOLESCENTE E DO ADULTO JOVEM
  • DOENÇA DE LEGG-CALVÉ-PERTHES
  • DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER
  • DOR ANTERIOR NO JOELHO DO ADOLESCENTE
  • DOR LOMBAR – LOMBALGIA
  • DOR NA REGIÃO INGUINAL (VIRILHA)
  • DOR NA REGIÃO INGUINAL (VIRILHA)
  • DOR NO OMBRO
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  • EPIFISIÓLISE DO FÊMUR PROXIMAL
  • ESCOLIOSE
  • ESPONDILOLISTESE
  • ESTENOSE DO CANAL VERTEBRAL
  • ESTIRAMENTO MUSCULAR E TENDINOSO
  • FASCIÍTE PLANTAR
  • FRATURA DO TORNOZELO
  • FRATURA DO TORNOZELO EM CRIANÇAS
  • FRATURAS DA CLAVÍCULA
  • FRATURAS DA PATELA
  • FRATURAS DA TÍBIA
  • FRATURAS DA TÍBIA PROXIMAL
  • FRATURAS DE CALCÂNEO
  • FRATURAS DE ESTRESSE DO PÉ E DO TORNOZELO
  • FRATURAS DO ACETÁBULO
  • FRATURAS DO ANTEPÉ
  • FRATURAS DO FÊMUR
  • FRATURAS DO FÊMUR DISTAL
  • FRATURAS DO FÊMUR EM CRIANÇAS
  • FRATURAS DO FÊMUR PROXIMAL
  • FRATURAS DO PILÃO TIBIAL
  • FRATURAS E LUXAÇÕES DO OMBRO
  • FRATURAS POR ESTRESSE
  • FRATURAS POR ESTRESSE
  • FRATURAS POR ESTRESSE
  • HÁLUX VALGO – JOANETE
  • HÉRNIA DE DISCO
  • IMPACTO DO OMBRO E TENDINITE DO MANGUITO ROTADOR
  • IMPACTO FEMOROACETABULAR
  • INSTABILIDADE CRÔNICA DO OMBRO
  • LESÃO DE LISFRANC
  • LESÃO DO LIGAMENTO COLATERAL DO JOELHO
  • LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR
  • LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR
  • LESÃO DO MENISCO
  • LESÃO DO TENDÃO DO QUADRÍCEPS
  • LESÃO DO TENDÃO PATELAR
  • LESÕES DO LABRUM
  • LESÕES DOS MÚSCULOS ISQUIOTIBIAIS
  • LUXAÇÃO DO OMBRO
  • LUXAÇÃO DO QUADRIL
  • LUXAÇÃO E INSTABILIDADE DA PATELA EM CRIANÇAS
  • MARCHA COM OS PÉS PARA DENTRO
  • MARCHA COM OS PÉS PRA DENTRO
  • MENISCO DISCOIDE
  • MENISCO DISCOIDE
  • MIELOPATIA
  • NECROSE AVASCULAR DA CABEÇA DO FÊMUR
  • NEUROFIBROMATOSE
  • NEUROMA DE MORTON
  • OSTEOARTRITE DO QUADRIL
  • OSTEONECROSE DO JOELHO
  • OSTEOPOROSE
  • OSTEOTOMIA DO FÊMUR
  • OSTEOTOMIA DO FÊMUR
  • PÉ PLANO NO ADULTO
  • PÉ TORTO CONGÊNITO
  • PÉS PLANOS FLEXÍVEIS EM CRIANÇAS
  • RESSALTO OU “SNAPPING” DO QUADRIL
  • ROTURA DO MANGUITO ROTADOR
  • ROTURA DO TENDÃO DO BÍCEPS NO OMBRO
  • SÍNDROME DA BANDA ILIOTIBIAL
  • SÍNDROME DA CAUDA EQUINA
  • SÍNDROME DA DOR PALETOFEMORAL
  • SÍNDROME FACETÁRIA
  • TENDINITE DO BÍCEPS BRAQUIAL
  • TENDINITE E BURSITE NA PATA DE GANSO

ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral é uma das partes mais importantes de nosso corpo e tem  função de sustentação e a proteção da medula espinhal.

A coluna vertebral é constituída por vértebras e discos intervertebrais. É dividida em quatro regiões:

– cervical (pescoço), com sete vértebras; C1-C7

– torácica (tronco), com doze vértebras; T1-T12

– lombar (região da cintura), com cinco vértebras; L1-L5

– sacro (região do quadril), com cinco vértebras fundidas (S1-S5);  O cóccix (ponta final da coluna) tem de quatro a cinco vértebras. O sacro é a base da coluna vertebral que se articula também com a bacia.                                                             

As costelas e o osso esterno fazem parte da coluna vertebral.

 A coluna vertebral vista de frente ou de costas deve ser reta. Quando ela é vista de perfil (lateral), cada região apresenta-se com curvatura específica, chamada de lordose (cervical e lombar) ou de cifose (dorsal e sacral). Em algumas situações teremos aumento da lordose (hiperlordose) ou da cifose (hipercifose).

Coluna Cervical (pescoço) – C1 a C7

Na parte alta, encontramos a coluna cervical (pescoço) com suas sete vértebras. Desse conjunto, apenas duas vértebras da coluna cervical não têm um disco intervertebral interposto entre elas: C1 e C2. Nesta região, a curvatura é chamada de lordose cervical. Esse é o segmento de maior mobilidade da coluna vertebral. Quando essas curvaturas estão alteradas podem surgir dores ou degeneração dos discos e das vértebras.

Esse conceito é aplicado para todo o segmento vertebral; ou seja, essas alterações de curvaturas nas regiões torácica ou lombar provocam as mesmas consequências.

Coluna Torácica (tronco) – T1 a T12

Na parte média, encontramos a coluna torácica com suas 12 vértebras. Temos nessa região 12 pares de costelas, dos quais 7 pares se articulam com o osso esterno (o osso central do tórax).  Outros três pares de costelas se articulam com a cartilagem costal e as duas últimas são flutuantes, fixas apenas na porção lateral da coluna vertebral. Elas não se articulam com o esterno.                                                      

A curvatura do segmento torácico é oposta às curvaturas da lombar e cervical – é chamada de cifose torácica. Na pessoa idosa, essa região tende a ficar mais proeminente, devido à fraqueza muscular, degeneração dos discos e osteoporose. O idoso tem uma tendência de ficar com o tronco mais curvado para frente e de olhar para baixo, além de certa dificuldade respiratória. Essa curvatura, quando é acentuada, é chamada de hipercifose. Em função do gradil costal, essa região tem pouca mobilidade. Consequentemente, os discos e as vértebras são mais protegidos de lesões.

Coluna Lombar (região da cintura) L1 a L5

Na parte baixa ao nível da cintura esta a coluna região lombar com cinco vértebras. A sua curvatura é chamada lordose. Essa é a região da coluna que mais recebe carga entre as vértebras, portanto, é o segmento mais vulnerável da coluna vertebral. Essa região realiza grandes movimentos de flexão anterior e posterior, um bom movimento de lateralidade e poucos graus de rotação.   

Sacro e Cóccix

No segmento mais inferior da coluna, encontramos o sacro e o cóccix. O sacro é importante  na biomecânica da coluna vertebral. Devido às suas comunicações com os ossos da bacia, ele tem uma função fundamental na nossa postura e determina a angulação da nossa coluna. Estamos falando do ângulo formado entre o sacro e a cabeça do fêmur, chamado ângulo de incidência pélvica, ele determina o equilíbrio entre o quadril e a coluna vertebral.

O equilíbrio sagital e muito importante para saúde das pessoas.                                 

Os discos intervertebrais

Os discos são estruturas cartilaginosas localizadas entre as vertebras formadas por fibras de colágenos com pouca vascularização (circulação sanguínea). Eles variam de tamanho, de espessura e de formato; ou seja, suas características variam de acordo com o segmento vertebral. São as estrutura mais afetadas em desordens na  coluna vertebral .                                                      

Os discos formam cerca de 25% do comprimento total da coluna. Por isso, o envelhecimento e a desidratação dessas estruturas anatômicas irão provocar diminuição na estatura dos idosos. O disco é constituído na sua periferia por um anel fibroso e na sua parte interna, por uma estrutura ”gelatinosa” chamada de núcleo pulposo. Ë importante a  prevenção de lesões e desgastes nessas estruturas nobres. Sabemos que a coluna vertebral e seus discos têm como função primária proteger a medula espinhal e suas raízes e esses desgastes poderão levar a compressões e atritos nessas estruturas neurológicas, provocando dores e incapacidades.

A medula espinhal

A medula espinhal é uma estrutura cilíndrica que fica dentro do canal vertebral  e é a porção alongada do nosso encéfalo. O seu início ocorre entre o crânio e a primeira vértebra cervical e se estende até a primeira ou segunda vértebra lombar (cone medular). O comprimento pode chegar a 46 centímetros. Na sequência ou depois da segunda vértebra lombar, a medula se ramifica e forma a cauda equina. A medula é coberta por uma camada superficial chamada dura mater.                      

A medula dá origem a 31 pares de nervos. Esses nervos saem da coluna vertebral por meio dos orifícios formados entre as vértebras  (foramen). Os nervos  conduzem os impulsos nervosos. A medula é envolvida por três membranas que também protegem o encéfalo: dura-máter, aracnoide e pia-máter, também chamadas de meninges. Dentro dessas membranas encontramos o líquido cefalorraquidiano, que banha todo o sistema nervoso. O estudo desse líquido pode fornecer alguns diagnósticos.

Agora que você entendeu as formas e as estruturas da coluna, os detalhes das vértebras e  dos discos intervertebrais, ficou fácil compreender que toda essa complexidade anatômica tem uma função primordial, que é proteger a medula espinhal. Tudo foi feito nesse sentido, assim como a caixa craniana protege o nosso cérebro.

ANATOMIA DO FÊMUR PROXIMAL

O quadril

O fêmur, osso mais longo e mais pesado do corpo, se estende da articulação do quadril até o joelho. A porção arredondada do fêmur, ou cabeça femoral, articula-se com o osso do quadril como a "bola" nesta articulação esférica robusta. O colo do fêmur conecta a cabeça do fêmur ao eixo; as projeções localizadas na junção dessas estruturas são chamadas de trocânteres maior e menor. O trocânter maior projeta-se lateralmente, enquanto o trocânter menor projeta-se posterior e medialmente. Ambos servem como pontos de fixação para vários grandes tendões.

A cabeça do fêmur

A porção arredondada do fêmur, ou cabeça femoral, articula-se com o osso do quadril e serve de "bola" nesta articulação robusta tipo esfera. O ligamento da cabeça femoral, ou ligamentum teres, liga o acetábulo ao fêmur no centro da cabeça femoral chamado fovea capitis.

O colo do fêmur

O colo do fêmur conecta a cabeça ao eixo. O colo do fêmur é angulado cerca de 125° na maioria das pessoas de sexo masculino; entretanto, no sexo feminino, o pescoço femoral pode formar quase um ângulo reto com o corpo devido ao aumento da largura da pelve.

O trocânter maior

O trocânter maior projeta-se lateralmente da junção superior do colo e do eixo do fêmur. Tendões dos músculos glúteo médio e mínimo inseridos na superfície lateral do trocânter maior; o músculo gemelar junta-se ao tendão interno do obturador e insere-se na superfície medial, enquanto o tendão do piriforme se liga no ápice.

O trocânter menor

O trocânter menor projeta-se posterior e medialmente na junção inferior do colo e do eixo do fêmur. A superfície do trocânter serve como ponto de inserção para o tendão iliopsoas.

ANDADOR NA PONTA DOS PÉS

Descrição
Andar nas pontas dos pés é um padrão de marcha no qual a criança caminha sem contato entre os calcanhares e o chão. Pode aparecer na época em que as crianças estão aprendendo a caminhar. Após a idade de 2 anos a maioria das crianças anda com a planta do pé encostando no chão, portanto com o contato do calcanhar no chão.
Em casos muito raros, continuar a andar nas pontas dos pés após a idade de 2 anos pode ser um sinal de alerta para doença subjacente. Na grande maioria dos casos, a caminhada nas pontas dos pés é "idiopática", o que significa que a causa exata não é conhecida. As crianças mais velhas que continuam a caminhar podem fazê-lo simplesmente por hábito ou porque os músculos e os tendões das panturrilhas ficaram encurtados ao longo do tempo.

Anatomia
Os músculos do tríceps sural estão localizados na panturrilha: músculos gastrocnêmios medial e lateral e músculo sóleo. Estes se juntam para formar o tendão de Aquiles que tem inserção no osso calcâneo. Quando há contração na musculatura da panturrilha, o tendão de Aquiles puxa o calcanhar.
Em algumas crianças que andam nas pontas dos pés esta combinação músculo-tendão pode estar encurtada ao nascimento ou pode encurtar ao longo do tempo, o que impede a criança de encostar os calcanhares no chão e andar com a planta do pé no chão. No entanto, na maioria das crianças que andam a pé, a combinação músculo-tendão é suficientemente longa para que a criança possa caminhar com os calcanhares no chão se for lembrada.

Causas
Na grande maioria das crianças, andar nas pontas dos pés é de causa "idiopática", o que significa que a causa exata é desconhecida. Quando essas crianças são avaliadas por um médico, seus exames físicos e testes neurológicos são normais.
Em um número menor de casos, a caminhada persistente nas pontas dos pés pode ser um sinal de uma doença subjacente, como: paralisia cerebral, distrofia muscular, uma anormalidade da medula espinhal, autismo.
Embora crianças com condições relacionadas ao autismo caminhem nas pontas dos pés com mais freqüência do que as crianças que estão se desenvolvendo normalmente, não existe uma ligação direta entre as duas condições e a marcha nas pontas dos pés pode estar relacionada a estímulos sensoriais.

Sinais e Sintomas
A maioria das crianças pequenas que andam nas pontas dos pés é capaz de caminhar com os calcanhares no chão se forem lembradas. No entanto, muitas crianças mais velhas que continuam com este padrão de marcha nas pontas dos pés (geralmente com mais de 5 anos de idade) não conseguem caminhar com seus calcanhares para baixo. Essas crianças podem se queixar de problemas com sapatos ou ao participar de atividades esportivas ou recreativas que envolvem o uso de patins.
Algumas crianças que caminham nas pontas dos pés não têm queixas específicas, mas seus pais ainda estão preocupados com o impacto que seu padrão de caminhada pode ter em sua função futura como adolescentes e adultos.

Tratamento
O tratamento depende de vários fatores, incluindo: a idade da criança e a capacidade da criança para andar com as plantas dos pés encostadas no chão.

Tratamento não cirúrgico
Para crianças de 2 a 5 anos de idade e capazes de caminhar com as plantas dos pés encostadas no chão, o tratamento inicial é sempre não cirúrgico.

O tratamento não cirúrgico pode incluir:
Acompanhamento médico: monitorar a criança com visitas regulares ao consultório por um período de tempo. O padrão de marcha pode mudar.
Colocação de gessos seriados: Podem ser feitas algumas trocas de gesso tipo bota durante o período de algumas semanas. Isso ajuda a alongar os músculos da panturrilha e mudar o hábito de andar nas pontas dos pés.
Órtese: Usar uma órtese tornozelo-pé (AFO) pode ajudar a alongar músculos e tendões. AFO é uma órtese que se estende até a parte de trás da perna e mantém o pé em um ângulo de 90 graus. Normalmente o uso é prolongado.
Uso de toxina botulínica: Para certos pacientes, geralmente aqueles com anormalidade neurológica que leva ao aumento do tônus ​​muscular, pode ser administrada a injeção de toxina botulínica A para o relaxamento temporário dos músculos da panturrilha.

Tratamento cirúrgico
Para as crianças que andam nas pontas dos pés e tem mais de 5 anos de idade, os músculos da panturrilha e os tendões de Aquiles podem estar tão encurtados que não permitem que os calcanhares encostem no chão. Para estes pacientes, pode ser recomendado um procedimento cirúrgico para alongamento.

O alongamento pode melhorar a amplitude de movimento e permitir uma melhor função do pé e do tornozelo. Existem várias técnicas utilizadas para alongar diferentes áreas do tendão.

A fisioterapia é recomendada após o tratamento cirúrgico e não cirúrgico. A terapia física após a cirurgia geralmente não começa até que os gessos ou órteses pós-operatórias tenham sido removidos.

A maioria dos pacientes melhora ao longo do tempo e é capaz de participar de atividades e esportes normalmente. No entanto, algumas crianças continuarão a caminhar nas pontas dos pés mesmo após o tratamento cirúrgico.


Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ANDADOR NAS PONTAS DOS PÉS

Descrição

Andar nas pontas dos pés é um padrão de marcha no qual a criança caminha sem contato entre os calcanhares e o chão. Pode aparecer na época em que as crianças estão aprendendo a caminhar. Após a idade de 2 anos a maioria das crianças anda com a planta do pé encostando no chão, portanto com o contato do calcanhar no chão.
Em casos muito raros, continuar a andar nas pontas dos pés após a idade de 2 anos pode ser um sinal de alerta para doença subjacente. Na grande maioria dos casos, a caminhada nas pontas dos pés é "idiopática", o que significa que a causa exata não é conhecida. As crianças mais velhas que continuam a caminhar podem fazê-lo simplesmente por hábito ou porque os músculos e os tendões das panturrilhas ficaram encurtados ao longo do tempo.

Anatomia

Os músculos do tríceps sural estão localizados na panturrilha: músculos gastrocnêmios medial e lateral e músculo sóleo. Estes se juntam para formar o tendão de Aquiles que tem inserção no osso calcâneo. Quando há contração na musculatura da panturrilha, o tendão de Aquiles puxa o calcanhar.

Em algumas crianças que andam nas pontas dos pés esta combinação músculo-tendão pode estar encurtada ao nascimento ou pode encurtar ao longo do tempo, o que impede a criança de encostar os calcanhares no chão e andar com a planta do pé no chão. No entanto, na maioria das crianças que andam a pé, a combinação músculo-tendão é suficientemente longa para que a criança possa caminhar com os calcanhares no chão se for lembrada.

 

Causas
Na grande maioria das crianças, andar nas pontas dos pés é de causa "idiopática", o que significa que a causa exata é desconhecida. Quando essas crianças são avaliadas por um médico, seus exames físicos e testes neurológicos são normais.
Em um número menor de casos, a caminhada persistente nas pontas dos pés pode ser um sinal de uma doença subjacente, como: paralisia cerebral, distrofia muscular, uma anormalidade da medula espinhal, autismo.
Embora crianças com condições relacionadas ao autismo caminhem nas pontas dos pés com mais freqüência do que as crianças que estão se desenvolvendo normalmente, não existe uma ligação direta entre as duas condições e a marcha nas pontas dos pés pode estar relacionada a estímulos sensoriais.

 

Sinais e Sintomas
A maioria das crianças pequenas que andam nas pontas dos pés é capaz de caminhar com os calcanhares no chão se forem  lembradas. No entanto, muitas crianças mais velhas que continuam com este padrão de marcha nas pontas dos pés (geralmente com mais de 5 anos de idade) não conseguem caminhar com seus calcanhares para baixo. Essas crianças podem se queixar de problemas com sapatos ou ao participar de atividades esportivas ou recreativas que envolvem o uso de patins.
Algumas crianças que caminham nas pontas dos pés não têm queixas específicas, mas seus pais ainda estão preocupados com o impacto que seu padrão de caminhada pode ter em sua função futura como adolescentes e adultos.

Tratamento
O tratamento depende de vários fatores, incluindo: a idade da criança e a capacidade da criança  para andar com as plantas dos pés encostadas no chão.

 

Tratamento não cirúrgico
Para crianças de 2 a 5 anos de idade e capazes de caminhar com as plantas dos pés encostadas no chão, o tratamento inicial é sempre não cirúrgico.

O tratamento não cirúrgico pode incluir:

  • Acompanhamento médico: monitorar a criança com visitas regulares ao consultório por um período de tempo. O padrão de marcha pode mudar.
  • Colocação de gessos seriados: Podem ser feitas algumas trocas de gesso tipo bota durante o período de algumas semanas. Isso ajuda a alongar os músculos da panturrilha e mudar o hábito de andar nas pontas dos pés.
  • Órtese: Usar uma órtese tornozelo-pé (AFO) pode ajudar a alongar músculos e tendões. AFO é uma órtese que se estende até a parte de trás da perna e mantém o pé em um ângulo de 90 graus. Normalmente o uso é prolongado.
  • Uso de toxina botulínica: Para certos pacientes, geralmente aqueles com anormalidade neurológica que leva ao aumento do tônus ​​muscular, pode ser administrada a injeção de toxina botulínica A para o relaxamento temporário dos músculos da panturrilha.

 

Tratamento cirúrgico
Para as crianças que andam nas pontas dos pés e tem mais de 5 anos de idade, os músculos da panturrilha e os tendões de Aquiles podem estar tão encurtados que não permitem que os calcanhares encostem no chão. Para estes pacientes, pode ser recomendado um procedimento cirúrgico para alongamento.

O alongamento pode melhorar a amplitude de movimento e permitir uma melhor função do pé e do tornozelo. Existem várias técnicas utilizadas para alongar diferentes áreas do tendão.

A fisioterapia é recomendada após o tratamento cirúrgico e não cirúrgico. A terapia física após a cirurgia geralmente não começa até que os gessos ou órteses pós-operatórias tenham sido removidos.

 

A maioria dos pacientes melhora ao longo do tempo e é capaz de participar de atividades e esportes normalmente. No entanto, algumas crianças continuarão a caminhar nas pontas dos pés mesmo após o tratamento cirúrgico.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ANDADOR NAS PONTAS DOS PÉS

Descrição

Andar nas pontas dos pés é um padrão de marcha no qual a criança caminha sem contato entre os calcanhares e o chão. Pode aparecer na época em que as crianças estão aprendendo a caminhar. Após a idade de 2 anos a maioria das crianças anda com a planta do pé encostando no chão, portanto com o contato do calcanhar no chão.

Em casos muito raros, continuar a andar nas pontas dos pés após a idade de 2 anos pode ser um sinal de alerta para doença subjacente. Na grande maioria dos casos, a caminhada nas pontas dos pés é "idiopática", o que significa que a causa exata não é conhecida. As crianças mais velhas que continuam a caminhar podem fazê-lo simplesmente por hábito ou porque os músculos e os tendões das panturrilhas ficaram encurtados ao longo do tempo.

Anatomia

Os músculos do tríceps sural estão localizados na panturrilha: músculos gastrocnêmios medial e lateral e músculo sóleo. Estes se juntam para formar o tendão de Aquiles que tem inserção no osso calcâneo. Quando há contração na musculatura da panturrilha, o tendão de Aquiles puxa o calcanhar.

Em algumas crianças que andam nas pontas dos pés esta combinação músculo-tendão pode estar encurtada ao nascimento ou pode encurtar ao longo do tempo, o que impede a criança de encostar os calcanhares no chão e andar com a planta do pé no chão. No entanto, na maioria das crianças que andam a pé, a combinação músculo-tendão é suficientemente longa para que a criança possa caminhar com os calcanhares no chão se for lembrada.

Causas

Na grande maioria das crianças, andar nas pontas dos pés é de causa "idiopática", o que significa que a causa exata é desconhecida. Quando essas crianças são avaliadas por um médico, seus exames físicos e testes neurológicos são normais.
Em um número menor de casos, a caminhada persistente nas pontas dos pés pode ser um sinal de uma doença subjacente, como: paralisia cerebral, distrofia muscular, uma anormalidade da medula espinhal, autismo.

Embora crianças com condições relacionadas ao autismo caminhem nas pontas dos pés com mais freqüência do que as crianças que estão se desenvolvendo normalmente, não existe uma ligação direta entre as duas condições e a marcha nas pontas dos pés pode estar relacionada a estímulos sensoriais.

Sinais e Sintomas

A maioria das crianças pequenas que andam nas pontas dos pés é capaz de caminhar com os calcanhares no chão se forem  lembradas. No entanto, muitas crianças mais velhas que continuam com este padrão de marcha nas pontas dos pés (geralmente com mais de 5 anos de idade) não conseguem caminhar com seus calcanhares para baixo. Essas crianças podem se queixar de problemas com sapatos ou ao participar de atividades esportivas ou recreativas que envolvem o uso de patins.

Algumas crianças que caminham nas pontas dos pés não têm queixas específicas, mas seus pais ainda estão preocupados com o impacto que seu padrão de caminhada pode ter em sua função futura como adolescentes e adultos.

Tratamento

O tratamento depende de vários fatores, incluindo: a idade da criança e a capacidade da criança  para andar com as plantas dos pés encostadas no chão.

Tratamento não cirúrgico

Para crianças de 2 a 5 anos de idade e capazes de caminhar com as plantas dos pés encostadas no chão, o tratamento inicial é sempre não cirúrgico.

O tratamento não cirúrgico pode incluir:

  • Acompanhamento médico: monitorar a criança com visitas regulares ao consultório por um período de tempo. O padrão de marcha pode mudar.
  • Colocação de gessos seriados: Podem ser feitas algumas trocas de gesso tipo bota durante o período de algumas semanas. Isso ajuda a alongar os músculos da panturrilha e mudar o hábito de andar nas pontas dos pés.
  • Órtese: Usar uma órtese tornozelo-pé (AFO) pode ajudar a alongar músculos e tendões. AFO é uma órtese que se estende até a parte de trás da perna e mantém o pé em um ângulo de 90 graus. Normalmente o uso é prolongado.
  • Uso de toxina botulínica: Para certos pacientes, geralmente aqueles com anormalidade neurológica que leva ao aumento do tônus ​​muscular, pode ser administrada a injeção de toxina botulínica A para o relaxamento temporário dos músculos da panturrilha.

Tratamento cirúrgico

Para as crianças que andam nas pontas dos pés e tem mais de 5 anos de idade, os músculos da panturrilha e os tendões de Aquiles podem estar tão encurtados que não permitem que os calcanhares encostem no chão. Para estes pacientes, pode ser recomendado um procedimento cirúrgico para alongamento.

O alongamento pode melhorar a amplitude de movimento e permitir uma melhor função do pé e do tornozelo. Existem várias técnicas utilizadas para alongar diferentes áreas do tendão.

A fisioterapia é recomendada após o tratamento cirúrgico e não cirúrgico. A terapia física após a cirurgia geralmente não começa até que os gessos ou órteses pós-operatórias tenham sido removidos.

A maioria dos pacientes melhora ao longo do tempo e é capaz de participar de atividades e esportes normalmente. No entanto, algumas crianças continuarão a caminhar nas pontas dos pés mesmo após o tratamento cirúrgico.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

ARTRITE

A artrite é uma doença inflamatória e/ou degenerativa que compromete uma ou mais articulações. Pode surgir de várias formas e pode afetar a todos - incluindo crianças e adolescentes. A forma mais conhecida, a osteoartrite, é uma doença degenerativa que progride à medida que envelhecemos. Muitas formas de artrite inflamatória podem afetar pessoas de qualquer idade.

A osteoartrite, também conhecida como doença degenerativa das articulações, ocorre quando a cartilagem é desgastada ao longo do tempo ou como resultado de uma lesão na articulação. À medida que a superfície normalmente lisa da cartilagem é destruída, expondo o osso subjacente, a articulação torna-se mais dolorosa e a amplitude de movimento pode diminuir. Este tipo de artrite geralmente envolve uma ou mais grandes articulações, como o quadril ou o joelho. Com este tipo de artrite, a dor geralmente aumenta com a atividade. É comum que os sintomas sejam mais intensos ao final do dia.

Esta forma de artrite geralmente é tratada com medicamentos anti-inflamatórios tomados por via oral ou de forma injetada na articulação e também podem ser aliviados com fisioterapia, exercício e nutrição adequada. A cirurgia de substituição da articulação é realizada quando os métodos conservadores, não cirúrgicos, não conseguiram proporcionar benefícios adequados. A cirurgia de substituição do quadril e a cirurgia de substituição do joelho tornaram-se tratamentos confiáveis ​​para restaurar a mobilidade e aliviar a dor.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

ARTRITE DO JOELHO

Descrição


A artrite é inflamação de uma ou mais articulações. Dor, edema e rigidez são os principais sintomas da artrite. Qualquer articulação no corpo pode ser afetada pela doença, mas é particularmente comum no joelho. A artrite do joelho pode dificultar ou incapacitar a realização de  atividades diárias, como caminhar ou subir escadas.

Os tipos mais comuns de artrite são osteoartrite e artrite reumatoide, mas existem mais de 100 formas diferentes. Embora a artrite seja principalmente uma doença adulta, algumas formas afetam as crianças.

Não há cura para a artrite, mas existem muitas opções de tratamento disponíveis para ajudar a controlar a dor e manter as pessoas ativas.

A articulação do joelho é composta pela extremidade inferior do fêmur, extremidade superior da tíbia e patela. As superfícies articulares dos três ossos são cobertas com cartilagem articular, esta é lisa e protege os ossos. Os meniscos estão localizados na articulação entre o fêmur e a tíbia, são resistentes e flexíveis para ajudar a amortecer a articulação e mantê-la estável. A membrana sinovial reveste a articulação e produz o líquido sinovial que lubrifica a cartilagem e reduz a fricção.

Causas

Osteoartrite

A osteoartrite é a forma mais comum de artrite no joelho. É um tipo de artrite degenerativa, de "desgaste", que ocorre com maior frequência em pessoas com 50 anos de idade ou mais, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens. Na osteoartrite, a cartilagem na articulação do joelho gradualmente se desgasta, torna-se áspera, e diminui o espaço de proteção entre os ossos. Isso pode resultar em fricção óssea e produzir esporões ósseos dolorosos. A osteoartrite se desenvolve lentamente e a dor pode piorar ao longo do tempo. Além da idade, outros fatores de risco para osteoartrite incluem obesidade e história familiar da doença.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crônica que pode afetar múltiplas articulações em todo o corpo, incluindo a articulação do joelho. Geralmente tem acometimento simétrico, o que significa que afeta a mesma articulação em ambos os lados do corpo. Na artrite reumatoide, há alteração na membrana sinovial que cobre a articulação do joelho. Isso resulta em derrame articular, dor no joelho e rigidez.

Artrite pós-traumática

A artrite pós-traumática é uma forma de artrite que pode se desenvolver após uma lesão no joelho. Por exemplo, um osso quebrado pode danificar a superfície da articulação e levar à artrite anos após a lesão. Lesões meniscais e ligamentares podem causar instabilidade e desgaste adicional na articulação do joelho, que ao longo do tempo pode resultar em artrite.

Sinais e sintomas

A articulação pode ficar rígida e edemaciada, tornando difícil a flexão e extensão do joelho.

Dor e edema podem ser piores pela manhã, ou depois de sentar ou repousar.

A atividade física intensa pode agravar a dor.

Os fragmentos soltos de cartilagem e outros tecidos podem interferir no movimento das articulações. O joelho pode ficar bloqueado durante o movimento. Pode chiar, clicar ou crepitar.

Muitas pessoas com artrite observam aumento da dor nas articulações com o clima frio.

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.
  • Tomografia computadorizada.
  • Exames de laboratório.

 

Tratamento

Não há cura para a artrite, mas há uma série de tratamentos que podem ajudar a aliviar a dor e a incapacidade que ela pode causar.

Tratamento não cirúrgico

Tal como acontece com outras condições artríticas, o tratamento inicial da artrite do joelho não é cirúrgico. Várias opções de tratamento podem ser realizadas.

  • Modificações de estilo de vida podem proteger a articulação do joelho e diminuir o progresso da artrite.
  • Minimizar atividades que agravam a condição, como escalar escadas.
  • Trocar as atividades de alto impacto no joelho (como jogging ou tênis) para atividades de menor impacto (como natação ou ciclismo).
  • Perder peso pode reduzir o estresse na articulação do joelho, resultando em menos dor e melhora da função.
  • Fisioterapia: aplicação de calor ou gelo. Exercícios específicos podem ajudar a aumentar a amplitude de movimento e a flexibilidade, além de ajudar a fortalecer os músculos dos membros.
  • Suporte: usar dispositivos como uma bengala ou usar sapatos e palmilhas que absorvam impactos.
  • Medicamentos: Vários tipos de medicamentos são úteis no tratamento da artrite do joelho.
  • Analgésicos.
  • Medicamentos anti-inflamatórios.
  • Injeção de corticosteróides fornece alívio da dor e reduz a inflamação; no entanto, os efeitos não duram indefinidamente e há um limite de aplicação por período.
  • DMARDs (fármacos anti-artrite reumatóide modificadores da doença ou drogas anti-reumáticas modificadoras da doença).
  • Injeção de medicação na articulação que ajuda na viscosuplementação, melhora a qualidade do fluido articular.
  • Glucosamina, sulfato de condroitina e colágeno, substâncias encontradas naturalmente na cartilagem das articulações, podem ser tomadas como suplementos dietéticos.

 

Tratamento cirúrgico

Artroscopia

A cirurgia artroscópica pode ser usada para tratar a artrite do joelho. Nos casos em que a osteoartrite é acompanhada por uma lesão meniscal degenerativa, a cirurgia artroscópica pode ser recomendada para tratar o menisco.

Enxerto de cartilagem

O tecido de cartilagem normal e saudável pode ser retirado de outra parte do joelho ou de um banco de tecido para preencher um defeito na cartilagem articular. Este procedimento normalmente é considerado apenas para pacientes mais jovens que têm pequenas áreas de danos na cartilagem.

Sinovectomia

O revestimento das articulações danificadas pela artrite reumatóide é removido para reduzir a dor e o edema. O procedimento pode ser realizado por via artroscópica.

Osteotomia

A osteotomia do joelho é usada quando há osteoartrose unicompartimental leve. Ao deslocar o eixo mecânico do membro inferior, a osteotomia pode aliviar a dor e melhorar significativamente a função do joelho.

Artroplastia do joelho

A articulação do joelho é substituída por prótese em casos mais avançados de artrite.

O tempo de recuperação e a reabilitação dependem do tipo de cirurgia realizada. A fisioterapia é recomendada para recuperar a força muscular e restaurar a amplitude de movimento do joelho. O uso de muletas, andador ou bengala também é recomendado dependendo do tipo de cirurgia realizada.

Na maioria dos casos, a cirurgia alivia a dor e torna possível realizar atividades diárias com maior facilidade.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ARTRITE DO OMBRO

Descrição

Existem duas articulações no ombro e ambas podem ser afetadas pela artrite. Uma articulação está localizada entre a clavícula e a ponta da escápula (acrômio): articulação acromioclavicular. A outra está entre a cabeça do úmero e a escápula (glenóide): articulação glenoumeral.

Causas

Cinco tipos principais de artrite geralmente afetam o ombro.

  • Osteoartrite

A osteoartrite é uma condição que desgasta a cartilagem articular do osso e diminui o espaço de proteção entre os ossos. Durante o movimento, os ossos da articulação estão em atrito, causando dor.

A osteoartrite geralmente afeta pessoas com mais de 50 anos de idade e é mais comum na articulação acromioclavicular do que na articulação glenoumeral.

  • Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crônica e auto-imune que acomete múltiplas articulações em todo o corpo. Causa dor, rigidez articular e é simétrica, o que significa que geralmente afeta a mesma articulação em ambos os lados do corpo.

  • Artrite pós-traumática

A artrite pós-traumática é uma forma de osteoartrite que se desenvolve após uma lesão, como uma fratura ou luxação do ombro.

  • Artropatia da Lesão do Manguito Rotador

A artrite também pode se desenvolver após uma grande lesão do manguito rotador. Quando há esse tipo de lesão, o manguito rotador não pode mais manter a cabeça do úmero no encaixe adequado da glenóide, isso gera atrito excessivo do úmero contra o acrômio. Pode danificar as superfícies dos ossos, causando o desenvolvimento de artrite.

A combinação de uma grande ruptura do manguito rotador e artrite avançada pode levar a dor e fraqueza graves, além disso pode gerar incapacidade para levantar o braço.

  • Necrose avascular

A necrose avascular do ombro é uma condição dolorosa que ocorre quando o suprimento de sangue para a cabeça do úmero é interrompido. Como as células ósseas morrem sem suprimento sanguíneo, a necrose pode levar à destruição da articulação do ombro e ocasionar artrite.

A necrose avascular desenvolve-se em etapas. À medida que avança, o osso morto colapsa gradualmente, há danos à cartilagem articular que recobre o osso e pode levar à artrite. No início, afeta apenas a cabeça do úmero, mas à medida que progride, a cabeça do úmero em colapso pode danificar também a glenóide.

Causas de necrose avascular: altas doses de uso de esteroides, consumo excessivo de álcool, doença falciforme e lesão traumática, como fraturas do ombro. Em alguns casos, nenhuma causa pode ser identificada; é chamada necrose avascular idiopática.

Sinais e Sintomas

O sintoma mais comum da artrite do ombro é a dor, que é agravada pela atividade e piora progressivamente. Se a articulação glenoumeral é afetada, a dor é referida na parte de trás do ombro e pode se intensificar com mudanças no clima. Os pacientes queixam-se de uma dor profunda na articulação. A dor da artrite na articulação acromioclavicular é referida na parte superior do ombro. Esta dor pode às vezes irradiar para o lado do pescoço. A artrite reumatóide pode gerar dor em todo o ombro se as articulações glenoumerais e acromioclavicular forem afetadas.

Conforme a doença progride, qualquer movimento do ombro causa dor. A dor noturna é comum.

Limitação da amplitude de movimento do ombro é um sintoma comum. Pode ficar mais difícil levantar o braço para pentear o cabelo ou alcançar uma prateleira.

Pode também estar presente: rangido, estalido ou crepitação ao mover o ombro, fraqueza e atrofia muscular.

Diagnóstico

São realizados para diagnóstico da artrite e para excluir outras patologias

  • Radiografias
  • Ressonância magnética
  • Tomografia computadorizada

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

  • Mudar as atividades ou a forma como movimenta, para evitar dor.
  • Exercícios de fisioterapia podem melhorar a amplitude de movimento.
  • Medicamentos antiinflamatórios
  • Injeções de corticosteróides no ombro podem reduzir a inflamação e dor. No entanto, o efeito é geralmente temporário.
  • Calor ou crioterapia.
  • Tratar a artrite reumatóide com medicamentos modificadores da doença.
  • Suplementos condropotetores, como a glucosamina, o sulfato de condroitina e o colágeno, podem ajudar a aliviar a dor. Esses compostos podem causar interações com outros medicamentos. Consulte sempre seu médico antes de tomar.

Tratamento cirúrgico

Pode ser a opção quando a dor causa incapacidade e não é aliviada com opções não cirúrgicas.

  • Artroscopia: Casos de artrite glenoumeral leve podem ser tratados com artroscopia. O procedimento pode proporcionar alívio da dor, mas não eliminará a artrite da articulação. Se a artrite progredir, uma nova cirurgia pode ser necessária no futuro.
  • Artroplastia do ombro: artroplastia Artrite avançada da articulação glenoumeral pode ser tratada com cirurgia para substituição da articulação do ombro, na qual as partes danificadas do ombro são removidas e substituídas por prótese. Opções de cirurgia de substituição incluem: hemiartroplastia, artroplastia total do ombro, artroplastia total reversa do ombro e artroplastia de resseção.

O tratamento cirúrgico da artrite do ombro é geralmente eficaz na redução da dor e restauração do movimento. O tempo de recuperação e os planos de reabilitação dependem do tipo de cirurgia realizada. A reabilitação envolve: manejo da dor com medicamentos e fisioterapia

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ARTRITE DO PÉ E DO TORNOZELO

Descrição

O pé e o tornozelo fornecem suporte, absorção de choque, equilíbrio e várias outras funções que são essenciais para o movimento. Três ossos (tíbia, fíbula e tálus) compõem a articulação do tornozelo, permitindo principalmente o movimento para cima e para baixo. Existem 28 ossos no pé e mais de 30 articulações que permitem uma ampla gama de movimentos.

Em muitas dessas articulações, as extremidades dos ossos são cobertas com cartilagem articular, que ajuda os ossos a deslizarem suavemente um sobre o outro durante o movimento. As articulações têm um revestimento fino chamado sinóvia, que produz um fluido que lubrifica a cartilagem e reduz o atrito.

Bandas resistentes de tecido, chamadas ligamentos, conectam os ossos e mantém as articulações no lugar. Músculos e tendões também sustentam as articulações e proporcionam força para os movimentos.

Os principais tipos de artrite que afetam o pé e o tornozelo são osteoartrite, artrite reumatóide e artrite pós-traumática.

Causas

Osteoartrite: é um tipo de artrite degenerativa, de "desgaste", que ocorre com maior frequência em pessoas com 50 anos de idade ou mais, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens. Na osteoartrite, a cartilagem das articulação gradualmente se desgasta, torna-se áspera, e diminui o espaço de proteção entre os ossos. Isso pode resultar em fricção óssea e produzir esporões ósseos dolorosos. A osteoartrite se desenvolve lentamente e a dor pode piorar ao longo do tempo. Além da idade, outros fatores de risco para osteoartrite incluem obesidade e história familiar da doença.

Artrite reumatóide: é uma doença crônica que pode afetar múltiplas articulações em todo o corpo, e muitas vezes começa no pé e no tornozelo. Geralmente tem acometimento simétrico, o que significa que afeta a mesma articulação em ambos os lados do corpo. Na artrite reumatóide, há alteração na membrana sinovial que cobre as articulações do pé e tornozelo . Isso resulta em derrame articular, dor e rigidez.

Artrite pós-traumática: é uma forma de artrite que pode se desenvolver após uma lesão no pé ou no tornozelo. Luxações e fraturas, principalmente aquelas que danificam a superfície articular, são as lesões mais comuns que levam à artrite pós-traumática. Como na osteoartrite, a artrite pós-traumática faz com que a cartilagem entre as articulações se desgaste.

Sinais e Sintomas

  • Dor com movimento.
  • Edema, calor e vermelhidão nas articulações.
  • Aumento da dor e do edema pela manhã, ou depois de sentar ou descansar.
  • Dificuldade em andar devido a qualquer um dos sintomas acima.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.
  • Tomografia computadorizada.
  • Exames de laboratório.

 

Tratamento

Não há cura para a artrite, mas há uma série de tratamentos que podem ajudar a aliviar a dor e a incapacidade que ela pode causar.

Tratamento não cirúrgico

O tratamento inicial da artrite do pé e do tornozelo geralmente não é cirúrgico. Várias opções de tratamento podem ser realizadas.

  • Modificações de estilo de vida podem proteger a articulação e diminuir o progresso da artrite.
  • Trocar as atividades de alto impacto (como jogging ou tênis) para atividades de menor impacto (como natação ou ciclismo), para diminuir o estresse no pé e no tornozelo.
  • Perder peso pode reduzir o estresse nas articulações, resultando em menos dor e melhora da função.
  • Fisioterapia: aplicação de calor ou gelo. Exercícios específicos podem ajudar a aumentar a amplitude de movimento e a flexibilidade, além de ajudar a fortalecer os músculos do pé e do tornozelo.
  • Suporte: usar dispositivos como uma bengala ou usar sapatos e palmilhas que absorvam impactos.
  • Medicamentos: Vários tipos de medicamentos são úteis no tratamento da artrite do tornozelo e do pé.
  • Analgésicos.
  • Medicamentos anti-inflamatórios.
  • Injeção de corticosteróides fornece alívio da dor e reduz a inflamação; no entanto, os efeitos não duram indefinidamente e há um limite de aplicação por período.
  • DMARDs (fármacos anti-artrite reumatóide modificadores da doença ou drogas anti-reumáticas modificadoras da doença).
  • Injeção de medicação na articulação que ajuda na viscosuplementação, melhora a qualidade do fluido articular.
  • Glucosamina e sulfato de condroitina, substâncias encontradas naturalmente na cartilagem das articulações, podem ser tomadas como suplementos dietéticos.

 

Tratamento cirúrgico

Artroscopia: a cirurgia artroscópica pode ser usada para tratar a artrite nos estágios iniciais. O desbridamento (limpeza) é um procedimento para remover cartilagem solta, tecido sinovial inflamado e esporas ósseas em torno da articulação.

Artrodese: é a fusão dos ossos da articulação. O objetivo do procedimento é reduzir a dor, eliminando o movimento na articulação artrítica.

Artroplastia do tornozelo

A articulação do tornozelo é substituída por prótese em casos mais avançados de artrite. Embora a artroplastia do tornozelo não seja tão comum como a do quadril ou do joelho, os avanços no design dos implantes tornaram a opção viável para muitas pessoas.

O tempo de recuperação e a reabilitação dependem do tipo de cirurgia realizada. A fisioterapia é recomendada para recuperar a força muscular e restaurar a amplitude de movimento do tornozelo e do pé. O uso de muletas, andador ou bengala também é recomendado dependendo do tipo de cirurgia realizada.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ARTRITE REUMATÓIDE DO PÉ E DO TORNOZELO

Descrição

A artrite reumatóide é uma doença crônica auto-imune que ataca múltiplas articulações em todo o corpo. Geralmente começa nas pequenas articulações das mãos e pés e afeta as mesmas articulações em ambos os lados do corpo. Mais de 90% das pessoas com artrite reumatóide (AR) desenvolvem sintomas no pé e no tornozelo ao longo do curso da doença.

As articulações do corpo são recobertas por um revestimento, chamada membrana sinovial, que lubrifica a articulação e facilita a movimentação. A artrite reumatóide provoca uma hiperatividade deste revestimento. Ele incha e fica inflamado, destruindo a articulação, assim como os ligamentos e outros tecidos que a suportam. Os ligamentos enfraquecidos podem causar deformidades nas articulações, como dedos em garra ou em martelo. O amolecimento do osso (osteopenia) pode resultar em fraturas por estresse e colapso do osso. A artrite reumatóide não é uma doença isolada dos ossos e articulações. Afeta os tecidos de todo o corpo, causando danos aos vasos sangüíneos, nervos e tendões. Deformidades das mãos e dos pés são os sinais mais evidentes da AR. Em cerca de 20% dos pacientes, os sintomas do pé e do tornozelo são os primeiros sinais da doença.

Causas

A causa exata da AR não é conhecida. Pode haver uma razão genética, algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver a doença devido à hereditariedade familiar.

Sinais e Sintomas

  • Dor e desconforto.
  • Edema.
  • Rigidez.
  • Limitação dos movimentos.
  • Colapso do arco plantar.
  • Deformidades nos pés: calosidades, hálux valgo (joanetes), dedos em garra, pés planos valgos.
  • Dificuldade para usar sapatos.
  • Ao contrário da osteoartrite, que normalmente afeta uma articulação específica, os sintomas da AR geralmente aparecem nos dois pés, afetando as mesmas articulações em cada pé.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.
  • É necessária a avaliação do Reumatologista.

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

  • Repouso.
  • Crioterapia.
  • Palmilhas.
  • Órteses sob medida.
  • Imobilização com bota.
  • Fisioterapia.
  • Injeção de esteróides.
  • Medicamento antiinflamatório (em pacientes com AR, o uso desses tipos de medicamentos deve ser acompanhado por reumatologista).

Embora não exista cura para a AR, existem muitas opções de tratamento disponíveis para ajudar as pessoas a controlar a dor e manter as atividades diárias.

A artrite reumatóide é frequentemente tratada por uma equipe de profissionais que pode incluir: reumatologistas, terapeutas físicos e ocupacionais, assistentes sociais, especialistas em reabilitação e cirurgiões ortopédicos.

Embora o tratamento ortopédico possa aliviar os sintomas, não interromperá a progressão da doença. Medicamentos específicos, chamados de drogas anti-reumáticas modificadoras da doença, podem ser utilizados. O uso adequado desses medicamentos é dirigido por um reumatologista.

O tratamento ortopédico da AR depende da localização da dor e da extensão dos danos da cartilagem. Muitos pacientes terão algum alívio dos sintomas com tratamento não cirúrgico apropriado.

Tratamento cirúrgico

O tipo de cirurgia a ser realizada dependerá da extensão do dano na cartilagem e sua resposta a opções não cirúrgicas.

Algumas opções cirúrgicas:

  • Fusão articular.
  • Artroplastia do tornozelo (prótese).
  • Correção de hálux valgo e dedo em garra.

A reabilitação envolve acompanhamento multidisciplinar.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ARTROPLASTIA DO JOELHO

A cirurgia de substituição do joelho ou a artroplastia do joelho, oferece alívio da dor e melhora do movimento para aqueles que sofrem de artrite avançada do joelho. Na maioria dos casos, a cartilagem é desgastada e a superfície do joelho irregular. Isso causa dor, rigidez, instabilidade e uma mudança no alinhamento do membro.

O tratamento da artrite da articulação do joelho depende de múltiplos fatores, como a condição do joelho, a idade e o nível de atividade do paciente. No início, métodos não-cirúrgicos, incluindo fisioterapia, medicação anti-inflamatória e perda de peso são usados para gerenciar a condição.

A maioria dos pacientes com indicação de intervenção cirúrgica precisará da artroplastia total do joelho, que envolve a substituição de toda a articulação por próteses.

A artroplastia total do joelho é feita com a remoção do osso e da cartilagem danificados e a substituição da articulação do joelho por implantes para aliviar a dor, restaurar o movimento (de flexão e extensão) e a função do joelho.

As melhorias em técnicas, tecnologia e materiais cirúrgicos fizeram da cirurgia de artroplastia do joelho um dos procedimentos ortopédicos mais bem sucedidos. A maioria das pessoas obtém diminuição da dor, melhora a mobilidade e tem melhor qualidade de vida depois do procedimento.

Com o advento de materiais desenvolvidos com boa tecnologia e com o aprimoramento das técnicas cirúrgicas, a expectativa de durabilidade das próteses passou a ser de mais de 30 anos.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ARTROPLASTIA DO QUADRIL

A artroplastia do quadril proporciona alívio da dor em pacientes com artrose do quadril e restaura o movimento de pacientes com dor ou rigidez no quadril.

A maioria das pessoas submetidas a artroplastia do quadril apresentam esses sintomas:

  • Dor grave que interfere no trabalho e atividades cotidianas
  • Dor que não é aliviada por medicamentos anti-inflamatórios
  • Fraturas do fêmur (cabeça ou colo) que necessitam tratamento com artroplastia do quadril

 

Tipos de artroplastia do quadril

O tipo mais comum é o chamado artroplastia total do quadril. Nesta cirurgia, as áreas desgastadas ou danificadas do quadril são substituídas por implantes (prótese). O acetábulo é substituído por um implante de metal e polietileno. A cabeça femoral é removida e substituída por um implante feito de cerâmica ou de uma liga metálica, fixa a uma haste metálica inserida no topo do fêmur. Estes implantes podem estar fixados por cimento ósseo ou por meio de press-fit.
As duas abordagens cirúrgicas (local de incisão) mais comuns são: abordagem posterolateral e abordagem anterolateral. Ambas as abordagens oferecem recuperação rápida, alívio da dor e melhorias na marcha algumas semanas após a cirurgia.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ARTROSCOPIA DO QUADRIL

A artroscopia do quadril é uma cirurgia de quadril minimamente invasiva na qual é usado um artroscópio para examinar ou tratar o interior da articulação do quadril. O artroscópio é inserido no corpo através de uma pequena incisão (corte). Uma câmera fornece uma visão da articulação do quadril em um monitor de tela. Esta cirurgia exploratória permite ao cirurgião do quadril diagnosticar a causa da dor do quadril ou outros problemas com a articulação. Algumas doenças do quadril podem ser tratadas artroscopicamente. Para realizar a cirurgia artroscópica do quadril, o cirurgião faz incisões pequenas adicionais (geralmente uma ou duas) para criar pontos de acesso para agulhas artroscópicas, bisturis ou outras ferramentas cirúrgicas especiais.

A artroscopia da articulação do quadril foi aperfeiçoada no final da década de 80 e no início dos anos 90. Desde então, o desenvolvimento de equipamentos cirúrgicos artroscópicos avançados permitiu que os cirurgiões ortopédicos tratassem condições que anteriormente não eram tratáveis ​​ou que exigiam procedimentos mais invasivos e abertos.

Vantagens da artroscopia do quadril

  • Minimização da dor no quadril e cicatrizes
  • Diminuir o tempo de recuperação
  • Adiar a artrite do quadril ao tratar sua causa nos estágios iniciais
  • Atrasar ou eliminar a necessidade de uma substituição do quadril através do tratamento preventivo de condições que causam osteoartrite do quadril

 

Condições tratadas com artroscopia do quadril

As principais condições e lesões que podem ser corrigidas com a cirurgia artroscópica do quadril são:

  • Impacto do quadril (femoroacetabular), que limita a amplitude de movimento e é uma das causas de artrose
  • Lesão labral
  • Remoção de fragmentos soltos de cartilagem dentro da articulação

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ARTROSE VERTEBRAL

A artrose vertebral é uma doença crônica das articulações que compromete inicialmente a cartilagem dos discos intervertebrais e das facetas articulares, para depois, chegar ao osso mais próximo. Ela pode vir acompanhada de dor, rigidez e limitação de movimentos. O desgaste dos discos entre as vértebras pode gerar uma instabilidade na coluna e ao tentar estabilizar a coluna, o organismo forma  osteófitos (bicos de papagaio).

As pessoas mais vulneráveis à artrose da coluna são os trabalhadores do setor rural, da construção civil, os condutores de transporte coletivo e os atletas, e os praticantes de atividades que sobrecarreguem a coluna.. A artrose costuma ser mais frequente em idosos, mas também pode acometer pessoas jovens. Um jovem com artrose na coluna pode não apresentar sintomas na fase inicial. É importante uma boa avaliação clinica valorizando a historia e sintomas para precisão do diagnóstico.

DIAGNÓSTICO

Os exames complementares para diagnóstico da artrose são: raio X, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O exame radiológico (Raios –X) mostra o alinhamento, os espaços discais e a presença ou não de osteófitos (bico de papagaio) que são calcificações nas bordas das vértebras.

Tomografia computadorizada e RM são importantes métodos de diagnóstic o para a quantificação e qualificação da artrose e para a definição do tratamento.

TRATAMENTO

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico.

Tratamento conservador ou clinico consiste na adoção de novos hábitos posturais, reabilitação física (fisioterapia, RPG, pilates, hidroterapia e outros), prática de atividade física regular e medicação (fase aguda).

Tratamento cirúrgico é recomendado quando não apresenta melhora com o tratamento conservador, quando  apresenta dano neurológico e quando evidenciar sinais de desalinhamento progressivo com dor intensa, alteração de força e de sensibilidade nos membros.

Converse  com o seu medico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

BURSITE DO QUADRIL

Descrição

Em todo o corpo, pequenas bolsas chamadas bursas, às vezes cheias de um pouco de líquido, atuam como almofadas entre os ossos, tendões e músculos. Várias bursas estão localizadas em torno da área externa do quadril, perto do trocânter maior, uma área do fêmur proximal. O trocânter maior é uma área ampla e plana de osso que ancora vários músculos grandes. A inflamação de uma das bursas trocantéricas é uma causa comum de dor no quadril.

Causas

A bursite do quadril pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum em mulheres e pessoas de meia-idade ou idosos. É menos comum em pessoas mais jovens e em homens.

Os seguintes fatores de risco têm sido associados ao desenvolvimento da bursite do quadril:

  • Lesão de estresse repetitivo (uso excessivo).
  • Lesão no quadril. Pode ocorrer se cair sobre o seu quadril ou deitar-se de um lado do corpo por um longo período de tempo.
  • Doença da coluna vertebral. Isso inclui escoliose, artrite da coluna lombar (inferior) e outros problemas da coluna vertebral.
  • Desigualdade no comprimento dos membros inferiores. Quando uma perna é significativamente mais curta do que a outra, ela afeta a forma como caminha e pode levar à bursite.
  • Artrite reumatóide. Torna a bursa mais propensa a inflamação.
  • Cirurgia prévia no quadril
  • Osteófitos ou depósitos de cálcio. Podem se desenvolver dentro dos tendões que unem os músculos ao trocânter. Eles podem irritar a bursa e causar inflamação.

 

Diagnóstico

São realizados para diagnóstico da bursite do quadril e para excluir outras patologias:

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética
  • Ultrassonografia

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

O tratamento inicial para bursite do quadril não envolve cirurgia. Muitas pessoas com bursite do quadril podem experimentar alívio com simples mudanças de estilo de vida, incluindo:

  • Modificação de atividades diárias.
  • Antiinflamatórios não esteróides
  • Uso de uma bengala ou muletas por uma semana ou mais quando necessário.
  • Fisioterapia
  • Injeção de um corticosteróide juntamente com um anestésico local também pode ser útil para aliviar os sintomas da bursite do quadril. A injeção pode fornecer alívio temporário (meses) ou permanente. Se a dor e a inflamação retornarem, pode ser necessária outra injeção. É importante limitar o número de injeções, uma vez que as injeções repetidas de corticosteróides podem danificar os tecidos circundantes.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia raramente é necessária para a bursite do quadril. Se a bursa permanece inflamada e dolorosa depois de todos os tratamentos não cirúrgicos terem sido experimentados, pode ser recomendada a remoção cirúrgica da bursa. A remoção da bursa não prejudica o quadril.

Prevenção

Embora a bursite do quadril nem sempre possa ser prevenida, há medidas que podem ser tomadas para evitar que a inflamação piore.

  • Evite atividades repetitivas que colocam o estresse nos quadris.
  • Perder peso se precisar.
  • Palmilhas de compensação para serem colocadas nos sapatos se houver discrepância no comprimento dos membros
  • inferiores.
  • Manter a força e a flexibilidade dos músculos do quadril.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

BURSITE PRÉ-PATELAR

Descrição

Em todo o corpo, pequenas bolsas chamadas bursas, às vezes cheias de um pouco de líquido, atuam como almofadas entre os ossos, tendões e músculos.

A bursite pré-patelar é uma inflamação da bursa na frente da patela.

Causas

A bursite pré-patelar é frequentemente causada por pressão constante no joelho. Pessoas que trabalham em posição de joelhos no chão ou sobre superfície rígida têm maior risco de desenvolver a bursite.

Um trauma direto na frente do joelho também pode causar bursite pré-patelar. Os atletas que participam de esportes em que traumas diretos ou quedas sobre os joelhos são comuns (voleibol, futebol, basquete) têm maior risco para a bursite.

Pessoas com artrite reumatóide ou gota são mais suscetíveis à bursite pré-patelar.

A bursite pré-patelar também pode ser causada por uma infecção bacteriana. A contaminação pode ser via direta por ferida, picada por inseto, escoriação ou ferida por punção, de forma que as bactérias podem entrar na bursa e causar uma infecção.

Sinais e Sintomas

  • Dor com atividade.
  • Edema na frente da patela.
  • Calor ao toque.
  • Vermelhidão.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.
  • Se houver suspeita de infecção, pode ser aspirado o líquido da bursa e enviada a amostra ao laboratório para análise.

 

Tratamento

O tratamento não cirúrgico geralmente é eficaz desde que a bursa esteja simplesmente inflamada e não infectada:

  • Repouso: Suspender as atividades que pioram os sintomas.
  • Crioterapia (gelo): Aplicar gelo em intervalos regulares três ou quatro vezes por dia durante 20 minutos em cada vez.
  • Elevação: Elevar a perna afetada, exceto quando for necessário caminhar.
  • Medicação anti-inflamatória: pode aliviar a dor e reduzir a inflamação.

A bursite infecciosa é inicialmente tratada com antibióticos. Se a infecção não responder aos antibióticos, é necessária drenagem cirúrgica.

Drenar a bursa também pode tratar o edema crônico que causa incapacidade. Contudo se o edema continuar, pode ser recomendada a remoção cirúrgica da bursa.

Prevenção

  • Usar protetores de joelhos se as atividades de trabalho forem de joelhos ou se participar de esportes de contato como voleibol, futebol, basquete.
  • Descansar os joelhos regularmente parando para esticar as pernas. Também pode-se considerar mudar atividades regularmente para evitar o estresse prolongado nos joelhos.
  • Aplicar gelo e elevar os joelhos após um treino.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

CANELITE

Descrição

A canelite ou síndrome do estresse tibial medial é uma lesão comum nas pernas de atletas, especialmente naqueles que correm. Normalmente ocorre quando o tecido muscular e ósseo se sobrecarregam por atividade repetitiva. O impacto pode levar à inflamação dos músculos, tendões e tecido ósseo em torno da tíbia.

Causas

A síndrome do estresse tibial medial ocorre após mudanças súbitas na atividade física. Estas podem ser mudanças de freqüência, como aumentar o número de dias que você faz exercício a cada semana, ou mudanças de duração e intensidade, como correr distâncias mais longas ou em terreno íngreme. O uso de tênis de corrida inadequados também pode levar à canelite.

Sinais e Sintomas

O sintoma mais comum é a dor ao longo da borda da tíbia durante e/ou após o exercício. A região também pode ficar edemaciada.

Várias condições podem ser confundidas com canelite, incluindo fraturas de estresse, tendinite e síndrome do compartimento de esforço crônico. Por isso é muito importante a avaliação do ortopedista.

Diagnóstico

  • Exame físico realizado por médico.
  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento

  • Repouso: o tratamento padrão inclui várias semanas de repouso da atividade que causou a dor. Os tipos de atividade aeróbica de menor impacto podem ser substituídos durante sua recuperação, como a natação.
  • Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides: reduzem a dor e o edema.
  • Gelo: Use compressas frias por 20 minutos a cada vez, várias vezes ao dia. Não aplique gelo diretamente na pele.
  • Compressão: o uso de uma bandagem de compressão elástica pode impedir o edema adicional.
  • Exercícios de flexibilidade: Esticar os músculos da perna pode melhorar os sintomas.
  • Sapatos de suporte: Usar sapatos com bom amortecimento durante as atividades diárias ajudará a reduzir o estresse nas pernas.
  • Palmilhas: as pessoas que têm pés planos ou problemas recorrentes com canelite podem se beneficiar com o uso de palmilhas para alinhar e estabilizar o pé e o tornozelo, tirando o estresse da parte inferior da perna.
  • Retorno ao exercício: A canelite geralmente é tratada com as medidas acima. Antes de retornar ao exercício, você deve estar sem dor pelo menos há 2 semanas. Tenha em mente que quando retornar ao exercício, ele deve estar em um nível de intensidade menor. Você não deve se exercitar com a mesma frequência de antes, ou pelo mesmo período de tempo. Faça aquecimentos e alongamentos antes de se exercitar. Aumente o treinamento lentamente. Se você começar a sentir a mesma dor, pare de se exercitar imediatamente. Trate novamente. Volte para o treinamento em um nível mais baixo de intensidade apenas quando estiver sem dor. Aumente o treinamento ainda mais lentamente do que antes.

 

Diagnósticos diferenciais

Fratura de estresse

A fratura de estresse pode estar presente na tíbia e é causada por estresse e uso excessivo. É necessária a avaliação com exames de imagem como radiografia e a ressonância magnética.

Tendinite

Os tendões unem os músculos aos ossos. A tendinite ocorre quando os tendões se inflamam. A ressonância magnética pode ajudar a diagnosticar tendinite.

Síndrome do Compartimento Externo Crônico

A síndrome do compartimento é uma condição dolorosa e incomum que ocorre quando a pressão dentro dos músculos se eleva em níveis não desejados. Na síndrome do compartimento de esforço crônico, isso é provocado pelo exercício. A dor geralmente desaparece logo após a atividade.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

CAPSULITE ADESIVA

Descrição

A capsulite adesiva, também chamada de ombro congelado, causa dor e rigidez no ombro. A cápsula articular fica rígida e firme, com presença de aderências. Em muitos casos, há diminuição do líquido sinovial na articulação.

Os sinais característicos são dor intensa e incapacidade de mover o ombro, seja por conta própria ou com a ajuda de outra pessoa. Desenvolve-se em três etapas:

Estágio 1: Congelamento

No estágio de "congelamento", há aumento progressivo da dor. Quando a dor piora, o ombro perde a amplitude de movimento. Geralmente dura de 6 semanas a 9 meses.

Estágio 2: Congelado

A dor pode melhorar durante este estágio, mas a rigidez permanece. Durante os 4 a 6 meses da fase "congelada", as atividades diárias podem ser muito difíceis.

Estágio 3: Descongelamento

O movimento do ombro melhora lentamente durante o estágio de "descongelamento". O retorno completo à força normal ou quase normal e ao movimento normalmente leva de 6 meses a 2 anos.

Causas

O ombro congelado afeta mais comumente pessoas entre 40 e 60 anos e ocorre em mulheres com maior frequência do que homens.

As causas do ombro congelado não são totalmente compreendidas. Não existe uma conexão clara com o domínio ou função do braço. Alguns fatores podem colocar em risco de desenvolver o ombro congelado.

  • Diabetes. O ombro congelado ocorre com mais frequência em pessoas com diabetes. A razão para isso é desconhecida. Além disso, pacientes diabéticos com ombro congelado tendem a ter mais rigidez  e que perdura por mais tempo antes do "descongelamento".
  • Outras doenças podem estar associadas ao ombro congelado: hipotireoidismo, hipertireoidismo, doença de Parkinson e doença cardíaca.
  • Imobilização: O ombro congelado pode se desenvolver após um período longo de imobilização devido a uma cirurgia, uma fratura ou outra lesão.

Sinais e Sintomas

A dor do ombro congelado pode ser intensa. É tipicamente pior no início do curso da doença e quando movimenta o braço. A dor geralmente está localizada na área externa do ombro e, às vezes, na parte superior do braço.

Diagnóstico

São realizados para diagnóstico da capsulite adesiva e para excluir outras patologias:

  • Radiografias
  • Ressonância magnética
  • Ultrassonografia

Tratamento

Após um período de agravamento dos sintomas, o ombro congelado tende a melhorar, embora a recuperação total possa levar até 3 anos. O foco do tratamento é controlar a dor e restaurar o movimento e a força através da fisioterapia.

Tratamento não cirúrgico

A maioria das pessoas melhora com tratamentos para controlar a dor e restaurar o movimento.

  • Medicamentos anti-inflamatórios
  • Injeções de esteroides
  • Hidrodilatação: pode ser feita se os sintomas não forem aliviados por outros métodos não cirúrgicos. Este procedimento envolve a injeção suave de um grande volume de fluido estéril na articulação do ombro para expandir a cápsula articular do ombro. A hidrodilatação é conduzida por um radiologista que usa imagens para orientar a colocação de fluido.
  • Fisioterapia: Exercícios específicos ajudarão a restaurar o movimento. Estes podem ser feitos sob a supervisão de um fisioterapeuta ou por meio de um programa em casa. A terapia inclui exercícios de alongamento ou amplitude de movimento para o ombro. Às vezes, o calor é usado para ajudar a soltar o ombro antes de alongar. Exercícios que podem ser recomendados: rotação externa (alongamento passivo), flexão frontal na posição supina, alongamento do braço cruzado.

Tratamento cirúrgico

Se os sintomas não forem aliviados com métodos conservadores, pode ser realizada cirurgia.

A cirurgia para ombro congelado é tipicamente oferecida durante o "Estágio 2: Congelado". O objetivo da cirurgia é liberar a cápsula articular endurecida. Os métodos mais comuns incluem manipulação sob anestesia e artroscopia do ombro.

Em muitos casos, a manipulação e a artroscopia são usadas em combinação para obter melhores resultados. A maioria dos pacientes apresenta bons resultados com esses procedimentos.

Após a cirurgia, a fisioterapia é necessária para manter o movimento que foi alcançado com a cirurgia. O período de reabilitação varia entre 6 semanas e 3 meses. Embora seja um processo lento, o compromisso com a fisioterapia é o fator mais importante para retornar às atividades diárias.

Os desfechos após cirurgia e fisioterapia geralmente são bons, a maioria dos pacientes apresenta redução da dor melhora e amplitude de movimento. Em alguns casos, no entanto, mesmo após vários anos, o movimento não retorna completamente e um certo grau de rigidez permanece. Pacientes diabéticos estão mais propensos a ter rigidez do ombro após a cirurgia.

Embora incomum, a capsulite adesiva pode recorrer, especialmente se um fator desencadeante, como diabetes, ainda estiver presente.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

CERVICALGIA

A cervicalgia é uma dor localizada no pescoço que costuma ser insidiosa, sem causa aparente e em geral está relacionada com movimentos bruscos do pescoço, com longa permanência em posição incorreta, com esforço ou trauma.

CAUSAS

As cervicalgias podem ser decorrentes de desordens mecânicas, de fatores posturais e ergonômicos ou de sobrecarga dos membros superiores. A dor cervical resulta em perda importante na produtividade em certas ocupações. A cervicobraquialgia caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, devido à compressão de raiz nervosa proveniente da região cervical.

DOENÇAS QUE CAUSAM DOR NA COLUNA CERVICAL

Torcicolo (dor que se limita aos músculos ao redor do pescoço),

Estenose cervical (formação de osteófitos, conhecidos como  “bicos de papagaio”, que ocupam espaço e acabam comprimindo áreas onde estão presentes estruturas nervosas, causando dor, formigamentos, dormência e fraqueza  em membros superiores),

Hérnia de disco cervical (rotura na parte externa do disco intervertebral, com  deslocamento do núcleo pulposo, que comprime raiz cervical ou medula,

Traumatismos, neoplasias, artrose e outras.

SINTOMAS E SINAIS

O paciente com cervicalgia costuma adquirir uma atitude de defesa. Ocorre também alteração na mobilidade do pescoco, dor durante a palpação da musculatura cervical, podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiação para todo o membro superior.

Em relação à dor, o paciente pode queixar-se desde uma dor leve local e uma sensação de cansaço, peso, até uma dor mais forte e limitante. O braço pode apresentar dor, alterações de sensibilidade e da força muscular, chamadas por comprometimento neurológico.

A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados sendo geralmente progressiva. Podem existir também alterações nos reflexos do punho, cotovelo e ombro nos casos mais graves.

Para descartar a possibilidade de outras lesões, como tendinopatias e bursite no ombro ou síndrome do túnel do carpo é importante uma boa avaliação clinica.

DIAGNÓSTICO E EXAMES

É importante uma boa avaliação clínica, considerando os sintomas e resultados dos exames. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética são necessários para uma boa propedêutica..

TRATAMENTO

POSTURA

Uma cabeça relativamente anterior em relação aos ombros pode sobrecarregar as estruturas posteriores da coluna cervical. Com o indivíduo de perfil, uma postura ideal seria que suas orelhas estivessem alinhadas com seus ombros. Assim, a cabeça estaria com 1/3 posterior em relação à linha dos ombros e 2/3 à frente. Quando estamos sentados diante de um computador ou de um livro e colocamos nossa cabeça à frente, 100% do peso da nossa cabeça está na frente da linha dos ombros, gerando sobrecarga nos músculos, ligamentos, articulações e discos na região posterior da cervical.

O portador de cervicalgia deve evitar:

  • A postura sentada ou deitada com flexão de cabeça por longos períodos, muito comum durante a leitura, na televisão e no computador, em virtude da baixa altura dos monitores.
  • A postura de inclinação lateral da cabeça e elevação do ombro ao atender ao telefone, quando coloca o apoio do fone entre a cabeça e o ombro.
  • A posição do membro superior elevado durante muito tempo também deve ser evitada, comum entre bibliotecários, cabeleireiros, garçons e outros. A cada 50 minutos deve ser feito alongamento muscular e neural na região cervical e membros superiores.
  • A posição para dormir também é importante. Em muitos casos, o tipo de travesseiro ou de colchão pode ser responsável  pelas dores na região do pescoço e na nuca. Como em boa parte da vida estamos sobre o colchão e o travesseiro, os mesmos são determinantes para manutenção de um bom alinhamento da coluna vertebral. O colchão deve ter a densidade apropriada para cada pessoa. O travesseiro deve manter o alinhamento da cabeça com o tronco. Pode-se dormir em decúbito lateral com um travesseiro entre os joelhos, outro apoiando a cabeça no espaço vazio entre a cabeça e o ombro e outro dando suporte ao membro superior contra-lateral ao colchão. Também em decúbito dorsal, com um travesseiro no espaço da cervical na altura onde a cabeça possa ficar em linha neutra e outro abaixo dos joelhos (que devem estar semi-fletidos). Deve-se evitar dormir em decúbito ventral (posição de bruços), pois essa postura pode provocar uma rotação cervical mantida por longo período, gerando um desalinhamento entre as colunas cervical, dorsal e lombar.                                                  

Após uma avaliação minuciosa, é planejada para o paciente uma sequência de tratamento, escolhida de acordo com as necessidades detectadas na avaliação, fazendo com que o tratamento seja individualizado, e não um mesmo tratamento para todos. Entre as técnicas que podem ser selecionadas, estão a tração cervical, fisioterapia (termoterapia, eletroterapia e cinesioterapia).

O uso de colar cervical é indicado nas cervicalgias agudas. O colar cervical deixa a coluna cervical em posição neutra, diminuindo a mobilidade, a tensão muscular e a sobrecarga articular, evitando assim a exacerbação dos sintomas.

Após a melhora dos sintomas, o paciente deverá iniciar um plano de reabilitação muscular e de correção postural.                                                

Nos casos com deficit neurológico progressivo, presença de dor intensa e intratável clinicamente, tumores, fraturas instáveis, entre outros, o paciente pode ser encaminhado para tratamento cirúrgico. O tipo de cirurgia é indicado de acordo com a patologia apresentada.

Converse com o seu médico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

 

CIFOSE

É o aumento da curvatura no plano sagital da coluna torácica.

O ângulo da cifose torácica varia entre 20º e 50º utilizando o método de Cobb.

As curvaturas da coluna são definidas durante o crescimento e suas amplitudes variam entre as pessoas. Para cada pessoa essa combinação de curvas resulta em uma ergonomia fisiológica para a postura em pé. É preciso levar em consideração essa grande variedade fisiológica para classificar essas curvaturas em patológicas e não patológicas.

SINTOMAS

O principal sintoma é o aumento da curvatura dorsal que habitualmente se desenvolve de forma lenta, com ou sem dor nas costas, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral.

CAUSAS

  • Hipercifose no Dorso curvo juvenil

Etiologia: postural

Tipos: Leve (até 50 graus), moderada (maior que 50)

Incidência: mais comuns no sexo feminino

Tratamento conservador: eficiente – órtese ou fisioterapia postural

Tratamento cirúrgico: raramente indicado

  • Hipercifose na Doença de Scheuermann

Etiologia: Cunhamento vertebral >5º

Tipos: Leves: até 50º; Moderadas: 50-70º; Severas >70º

Evolução: Progressiva e dolorosa

Tratamento conservador: Fisioterapia nas curvaturas leves, uso de órteses                                                                      

Tratamento cirúrgico: Moderadas e severas

  • Hipercifose Paralítica

Etiologia: Neuromuscular

Tipos: miopáticas e neuropáticas

Incidência: depende da doença primária

Evolução: progressiva

Tratamento conservador: pouco eficiente

Tratamento cirúrgico: operação precoce

  • Hipercifose congênita

Etiologia: má formação

Evolução: podem causar quadro neurológico

Tratamento conservador: pouco eficiente

Tratamento cirúrgico: precoce

  • Hipercifose inflamatória

Etiologia: osteomielites e discites

Tipos: Leve, moderada e severa; Agudas e crônicas

Incidência: aumentando no presente

Evolução: progressiva se não tratada

Tratamento conservador: clínico-medicamentoso; fisioterapia

Tratamento cirúrgico: Se progressiva ou com quadro neurológico

  • Hipercifose Pós-traumática

Etiologia: Fraturas – Trauma e Osteoporose

Tipos: Fraturas instáveis agudas e crônicas

Incidência: Jovens - trauma . Senil - osteoporose

Evolução: pode progredir

Tratamento conservador: agudas gesso e colete – crônicas fisioterapia analgésica

Tratamento cirúrgico: se progressivas – raramente nas osteoporóticas

DIAGNÓSTICO E EXAME

A observação do paciente, evidencia a curvatura aumentada da coluna dorsal (corcunda) que nem sempre é reconhecida pelo próprio, mas pelos familiares e amigos.

A radiografia da coluna confirma o diagnóstico.

CT e RM podem auxiliar no diagnóstico, além de qualificar e quantificar as alterações.

TRATAMENTO

Depende da causa da deformidade.

Em caso de cifose postural o tratamento é feito por meio de exercícios de reabilitação, pelo uso de colchões adequados e se necessário, o uso de coletes ortopédicos até se completar o crescimento.

Dentre as técnicas de fisioterapia podemos utilizar a Reeducação Postural Global (RPG) que é um método totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a liberação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais. Estas manipulações são sincronizadas com respiração específica para cada caso.

As cifoses patológicas são tratadas especificamente.

Converse  com o seu médico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

CISTOS DE TARLOV

Doença desconhecida caracterizada por formação de cistos perineurais descrita pela primeira vez por Isadore M. Tarlo, em 1938. Esses cistos formam-se em raízes nervosas que passam dentro do sacro na região pélvica.

Causas

A causa ainda é desconhecida e acredita-se em várias possibilidades em sua formação.

Sintomas

Geralmente são assintomáticos e são diagnosticados por exames de imagens realizados para outro fim. Com o crescimento do cisto, ocorre pressão sobre a parede do sacro e pode causar dor e desconforto lombossacro e pélvico, podendo também fazer a compressão de raízes e apresentar irradiação para região glútea e membros inferiores, fraqueza muscular, dificuldade de locomoção, travamento na coluna e em casos mais graves pode levar à incontinência urinária e fecal.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico é sempre difícil, pois os sintomas são semelhantes a outras situações da coluna, muitas vezes desconhecidos pelos profissionais de saúde e muitas vezes desprezados. Os exames de imagens são os mais importantes para o diagnóstico, sendo a ressonância magnética o mais preciso.

Tratamento

O tratamento é conservador. Medicamentos são poucos eficientes nos casos sintomáticos. Reabilitação física com analgesia, mobilizações quando possível, alongamentos, fortalecimento muscular, reeducação postural podem auxiliar no tratamento.

O tratamento cirúrgico é de alta complexidade e está indicado em casos refratários a tratamento conservador, quando o cisto é muito grande e exerce compressão de estruturas neurais.

Converse com o seu médico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

CLAUDICAÇÃO NA INFÂNCIA

Descrição

Claudicação é um distúrbio da marcha. Em algum momento da vida, todas as crianças têm episódios que começam a mancar. Geralmente é causado por lesões menores e vai melhorar por si só. Claudicação que dura mais de uma semana e não melhora por conta própria apresenta vários desafios aos pais e médicos: De onde isto está vindo? Quão grave é? Isso requer tratamento?

Causas

  • Trauma: o trauma leve é a causa mais comum. Lesões em crianças geralmente são óbvias, mas a claudicação persistente após uma lesão pode ser um sinal de que existe uma fratura.
  • Infecção e doença inflamatória: após o trauma, são as causas mais comuns de claudicação em crianças. Infecções virais ou bacterianas podem se instalar nos ossos e nas articulações adjacentes, e muitas vezes causarão dor e claudicação em crianças mais novas. Muitos tipos de doenças inflamatórias, como a artrite juvenil, podem afetar as articulações e causar dor e edema. A sinovite transitória é uma das causas de claudicação.

As outras causas não são comuns. As doenças ósseas graves e os distúrbios do sistema nervoso são raros.

  • Tumores: diferentes tipos de tumores podem crescer em tecido ósseo e tecido mole, gerando dor e claudicação.
  • Alterações congênitas: problemas que se desenvolvem antes do nascimento da criança podem causar claudicação. Isso pode causar uma diferença nos comprimentos das pernas, e a claudicação é notada quando as crianças começam a andar.
  • Doença de Legg-Perthes: Doença na qual pode ocorrer deformidade na cabeça do fêmur e no acetábulo, além de episódios de sinovite.
  • Epifisiólise do fêmur proximal: Doença na qual a epífise do fêmur desliza para baixo e para trás do colo do fêmur na placa de crescimento, uma região do osso que está em desenvolvimento e apresenta maior fragilidade e propensão a ter o deslizamento.
  • Discite: Os discos intervertebrais podem estar inflamados e isso causa claudicação.
  • Doenças do sistema nervoso: a claudicação pode ser a forma de uma criança se adaptar à dor, ou pode ser causada por uma alteração nos impulsos nervosos que controlam a caminhada. Distúrbios do sistema nervoso podem causar fraqueza ou espasticidades dos músculos, o que pode fazer com que uma criança ande de maneira diferente.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética
  • Ultrassonografia
  • Exames de laboratório

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

COALIZÃO TARSAL

Descrição

Os ossos dos pés são divididos em três partes: o retropé, o mediopé e o antepé. Sete ossos - chamados tarsais - compõem o retropé e o mediopé. Destes ossos, o calcâneo, o tálus e o navicular estão mais comumente envolvidos nas coalizões tarsais.

Uma coalizão do tarso ocorre quando dois ossos crescem conectados por uma ponte de osso, cartilagem ou tecido fibroso forte. Essas pontes são muitas vezes referidas como "barras" e podem cobrir uma pequena quantidade do espaço entre os ossos ou uma grande porção do espaço.

Os dois locais mais comuns da coalizão do tarso são entre os ossos do calcâneo e do navicular, ou entre os ossos do tálus e do calcâneo. No entanto, outras articulações também podem ser afetadas.

Estima-se que uma em cada 100 pessoas possa ter uma coalizão de tarso. Em cerca de 50% dos casos, ambos os pés são afetados. A incidência exata é difícil de determinar porque muitas coalizões nunca causarão sintomas.

Na maioria das pessoas, a condição começa antes do nascimento. É causada por uma mutação genética que afeta as células que produzem os ossos do tarso. Embora a coalizão se forme antes do nascimento, sua presença muitas vezes não é descoberta até o final da infância ou adolescência. Quando a criança cresce, a cartilagem ossifica, resultando em osso duro e maduro. Se existe uma coalizão, ela também pode endurecer e fundir os ossos em crescimento com uma ponte sólida de osso ou tecido fibroso semelhante a uma cicatriz. A ossificação da coalizão ocorre normalmente entre os 8 e os 16 anos, dependendo de quais ossos estão envolvidos. Como resultado, o retropé endurece, causando dor e outros sintomas.

A rigidez e o estresse que as coalizões do tarso produzem podem levar à artrite com o passar do tempo.

Sinais e Sintomas

Muitas coalizões tarsais nunca são descobertas porque não causam sintomas ou qualquer deformidade evidente do pé. Quando os sintomas ocorrem, eles podem incluir:

  • Pés duros e doloridos. A dor geralmente ocorre abaixo do tornozelo em torno do meio ou parte de trás da metade do pé.
  • Pé plano e rígido que dificulta a caminhada em superfícies irregulares. Para acomodar a falta de movimento do pé, o paciente pode movimentar o tornozelo mais do que o normal, o que pode resultar em entorses recorrentes do tornozelo.
  • Aumento da dor ou claudicação com atividades físicas que sejam mais intensas.

 

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética

Tratamento

As coalizões tarsais só precisam de tratamento se estiverem causando sintomas.

Tratamento não cirúrgico

  • Repouso: Fazer uma pausa na atividade de alto impacto por um período de tempo, de 3 a 6 semanas, pode reduzir o estresse nos ossos do tarso e aliviar a dor.
  • Palmilhas: As palmilhas com suporte de arco plantar feitas sob medida podem ajudar a estabilizar o pé e aliviar a dor.
  • Imobilização com bota: diminui temporariamente o estresse dos ossos do tarso.
  • Injeções de medicamentos esteróides podem ser usadas em conjunto com outras opções não cirúrgicas para proporcionar alívio temporário da dor.

 

Tratamento cirúrgico

Quando os tratamentos não cirúrgicos não são eficazes para aliviar a dor ou melhorar a função.

O procedimento cirúrgico recomendado dependerá do tamanho e da localização da coalizão, bem como se as articulações entre os ossos mostram sinais de artrite.

Ressecção: Nesse procedimento, a coalizão é removida e substituída por músculo ou tecido adiposo de outra área do corpo. Esta é a cirurgia mais comum para a coalizão tarsal porque preserva o movimento normal do pé e alivia os sintomas na maioria dos pacientes que não apresentam sinais de artrite.

Fusão: Coalizões maiores e mais graves que causam deformidade significativa e também envolvem artrite podem ser tratadas com fusão articular. O objetivo da fusão é limitar o movimento das articulações doloridas e colocar os ossos na posição correta. Na fusão da coalizão tarsal, os ossos podem ser mantidos no lugar com parafusos, pinos ou placa com parafusos.

A reabilitação normalmente é realizada com: imobilização pós-operatória e fisioterapia. Palmilhas para suporte de arco são necessárias em alguns casos.

Embora possa levar vários meses para se recuperar totalmente, a maioria dos pacientes tem alívio da dor e melhora dos movimentos do pé após a cirurgia.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

COALIZÃO TARSAL

Descrição
Os ossos dos pés são divididos em três partes: o retropé, o mediopé e o antepé. Sete ossos - chamados tarsais - compõem o retropé e o mediopé. Destes ossos, o calcâneo, o tálus e o navicular estão mais comumente envolvidos nas coalizões tarsais.

Uma coalizão do tarso ocorre quando dois ossos crescem conectados por uma ponte de osso, cartilagem ou tecido fibroso forte. Essas pontes são muitas vezes referidas como "barras" e podem cobrir uma pequena quantidade do espaço entre os ossos ou uma grande porção do espaço.

Os dois locais mais comuns da coalizão do tarso são entre os ossos do calcâneo e do navicular, ou entre os ossos do tálus e do calcâneo. No entanto, outras articulações também podem ser afetadas.

Estima-se que uma em cada 100 pessoas possa ter uma coalizão de tarso. Em cerca de 50% dos casos, ambos os pés são afetados. A incidência exata é difícil de determinar porque muitas coalizões nunca causarão sintomas.

Na maioria das pessoas, a condição começa antes do nascimento. É causada por uma mutação genética que afeta as células que produzem os ossos do tarso. Embora a coalizão se forme antes do nascimento, sua presença muitas vezes não é descoberta até o final da infância ou adolescência.

Isso ocorre porque os pés dos bebês contêm uma porcentagem maior de cartilagem macia e crescente. Quando uma criança cresce, essa cartilagem ossifica, resultando em osso duro e maduro. Se existe uma coalizão, ela também pode endurecer e fundir os ossos em crescimento com uma ponte sólida de osso ou tecido fibroso semelhante a uma cicatriz. A ossificação da coalizão ocorre normalmente entre os 8 e os 16 anos, dependendo de quais ossos estão envolvidos. Como resultado, o retropé endurece, causando dor e outros sintomas.
A rigidez e o estresse que as coalizões do tarso produzem podem levar à artrite com o passar do tempo.

Sinais e Sintomas
Muitas coalizões tarsais nunca são descobertas porque não causam sintomas ou qualquer deformidade evidente do pé. Quando os sintomas ocorrem, eles podem incluir:

Pés duros e doloridos. A dor geralmente ocorre abaixo do tornozelo em torno do meio ou parte de trás da metade do pé.
Pé plano e rígido que dificulta a caminhada em superfícies irregulares. Para acomodar a falta de movimento do pé, o paciente pode movimentar o tornozelo mais do que o normal, o que pode resultar em entorses recorrentes do tornozelo.
Aumento da dor ou claudicação com atividades físicas que sejam mais intensas.

Diagnóstico
Radiografias
Tomografia computadorizada
Ressonância magnética

Tratamento
As coalizões tarsais só precisam de tratamento se estiverem causando sintomas.

Tratamento não cirúrgico
Repouso: Fazer uma pausa na atividade de alto impacto por um período de tempo, de 3 a 6 semanas, pode reduzir o estresse nos ossos do tarso e aliviar a dor.
Palmilhas: As palmilhas com suporte de arco plantar feitas sob medida podem ajudar a estabilizar o pé e aliviar a dor.
Imobilização com bota: diminui temporariamente o estresse dos ossos do tarso.
Injeções de medicamentos esteróides podem ser usadas ​​em conjunto com outras opções não cirúrgicas para proporcionar alívio temporário da dor.

Tratamento cirúrgico
Quando os tratamentos não cirúrgicos não são eficazes para aliviar a dor ou melhorar a função.
O procedimento cirúrgico recomendado dependerá do tamanho e da localização da coalizão, bem como se as articulações entre os ossos mostram sinais de artrite.

Ressecção: Nesse procedimento, a coalizão é removida e substituída por músculo ou tecido adiposo de outra área do corpo. Esta é a cirurgia mais comum para a coalizão tarsal porque preserva o movimento normal do pé e alivia os sintomas na maioria dos pacientes que não apresentam sinais de artrite.

Fusão: Coalizões maiores e mais graves que causam deformidade significativa e também envolvem artrite podem ser tratadas com fusão articular. O objetivo da fusão é limitar o movimento das articulações doloridas e colocar os ossos na posição correta. Na fusão da coalizão tarsal, os ossos podem ser mantidos no lugar com parafusos, pinos ou placa com parafusos.

A reabilitação normalmente é realizada com: imobilização pós-operatória e fisioterapia. Palmilhas para suporte de arco são necessárias em alguns casos.
Embora possa levar vários meses para se recuperar totalmente, a maioria dos pacientes tem alívio da dor e melhora dos movimentos do pé após a cirurgia.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DESENVOLVIMENTO DOS MEMBROS INFERIORES DA CRIANÇA

Desenvolvimento dos Membros Inferiores da Criança

À medida que as crianças crescem, ocorrem mudanças normais de alinhamento dos membros inferiores. Essas mudanças podem ser motivo de preocupação para os pais, que devem então procurar um ortopedista pediátrico. O alinhamento das extremidades inferiores das crianças segue um padrão previsível.

Genu varo

A crianças têm os membros naturalmente arqueados quando nascem e quando começam a andar. Esse alinhamento costuma normalizar por volta de 2 anos de idade.

Genu valgo

Com a idade entre 2 e 3 anos, os membros inferiores podem ficar com aspecto inclinado para dentro. Esse alinhamento costuma normalizar até cerca de 6 a 7 anos de idade.

Após essa fase, os joelhos normalmente assumirão um alinhamento mais reto e deve ocorrer pouca mudança.

Avaliações ortopédicas pediátricas

As preocupações com os joelhos e as pernas levam muitos pais e cuidadores a buscar avaliações profissionais. O Ortopedista Pediátrico fará perguntas cuidadosas sobre a saúde da criança, bem como o desenvolvimento e história familiar. O médico verificará cuidadosamente as pernas e observará o paciente andando. Podem ser necessárias radiografias dos membros inferiores.

Tratando uma Deformidade

O tratamento pode ser conservador (expectante ou correção com palmilhas e órteses) ou cirúrgico.

Se a angulação é extrema ou assimétrica (somente em um lado), podem ser necessários testes ou consultas médicas adicionais. O tratamento médico pode ser necessário para tratar uma causa subjacente de deformidades angulares, tal como o raquitismo (que é causado por uma deficiência de vitamina D). Às vezes é necessária cirurgia, particularmente para condições como a doença de Blount ou lesões de placas de crescimento.
Os danos à placa de crescimento da criança ao redor do joelho (a área do osso onde o crescimento ocorre em crianças) por fratura, lesão ou infecção podem levar ao varo ou valgo unilateral do joelho. Embora 15% a 30% de todas as fraturas da infância afetem a placa de crescimento, problemas sérios devido a lesões de placas de crescimento são raros, mas são motivo de preocupação.

Se a deformidade for leve, ela pode ser observada e cuidadosamente acompanhada com exames de radiografias e ortopedia pediátrica ao longo do tempo. O tratamento cirúrgico pode ser necessário se a deformidade se tornar mais pronunciada. O tipo de cirurgia depende da natureza da deformidade, bem como da idade da criança.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DISCREPÂNCIA DE COMPRIMENTO DOS MEMBROS

Descrição

A discrepância de comprimento é uma diferença entre os comprimentos dos membros superiores ou inferiores. Exceto em casos extremos, as diferenças de comprimento dos membros superiores geralmente não influenciam o funcionamento dos mesmos e não exigem tratamento. O enfoque aqui será na dismetria de membros inferiores.

Uma discrepância significativa no comprimento dos membros inferiores geralmente fica óbvia para os pais, pois eles observam o crescimento de seus filhos.

Algumas crianças nascem com membros de diferentes comprimentos. Em outros casos, uma doença ou lesão faz com que a discrepância no comprimento se desenvolva ao longo do tempo.

Sinais e Sintomas

Uma pequena diferença no comprimento dos membros não causa sintomas, uma diferença significativa pode causar claudicação e dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Causas

Várias são as causas de dismetrias, entre elas: fraturas de ossos do membros inferiores, infecções ósseas, displasias, neurofibromatose, exostoses hereditárias múltiplas, doença de Ollier, doenças neurológicas, artrite juvenil

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Escanometria de membros inferiores
  • Tomografia computadorizada

Tratamento

O tratamento para a dismetria depende de diversos fatores: o tamanho da discrepância, a idade e a causa da discrepância, se conhecida.

Tratamento não cirúrgico

Em muitos casos, uma pequena diferença no comprimento do membro pode ser equilibrada usando uma palmilha no calçado.

Tratamento cirúrgico

Uma criança com uma discrepância mais significativa pode se beneficiar da cirurgia para igualar o comprimento dos membros inferiores. Isso pode ser feito de várias maneiras e geralmente é realizado através de um procedimento que retarda ou para o crescimento do membro mais longo, chamado epifisiodese. Em crianças que ainda estão crescendo, a epifisiodese pode ser usada para diminuir a velocidade ou parar o crescimento em uma ou duas placas de crescimento do membro mais longo.

Em pacientes que atingiram a maturidade esquelética, o tratamento pode ser feito com encurtamento do membro mais longo para igualar o comprimento dos membros. O encurtamento dos membros não pode ser usado para discrepâncias significativas do comprimento dos membros. No fêmur pode-se encurtar  no máximo 8 centímetros e na tíbia, 5 centímetros.

Devido à sua complexidade, os procedimentos de alongamento dos membros geralmente são reservados para pacientes com discrepâncias significativas de comprimento. O alongamento pode ser realizado com fixador externo ou com haste intraóssea. O alongamento interno e externo demoram vários meses e exigem: consultas regulares para acompanhamento médico; reabilitação extensiva, com fisioterapia; e um médico experiente em técnicas de alongamento dos membros.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DISCREPÂNCIA DE COMPRIMENTOS DOS MEMBROS

Descrição

A discrepância de comprimento é uma diferença entre os comprimentos dos membros superiores ou inferiores. Exceto em casos extremos, as diferenças de comprimento dos membros superiores geralmente não influenciam o funcionamento dos mesmos e não exigem tratamento. O enfoque aqui será na dismetria de membros inferiores.

Uma discrepância significativa no comprimento dos membros inferiores geralmente fica óbvia para os pais, pois eles observam o crescimento de seus filhos. Algumas crianças nascem com membros de diferentes comprimentos. Em outros casos, uma doença ou lesão faz com que a discrepância no comprimento se desenvolva ao longo do tempo.

Sinais e Sintomas

Uma pequena diferença no comprimento dos membros não causa sintomas, uma diferença significativa pode causar claudicação e dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Causas

Várias são as causas de dismetrias, entre elas: fraturas de ossos do membros inferiores, infecções ósseas, displasias, neurofibromatose, exostoses hereditárias múltiplas, doença de Ollier, doenças neurológicas, artrite juvenil.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Escanometria de membros inferiores
  • Tomografia computadorizada

 

Tratamento

O tratamento para a dismetria depende de diversos fatores: o tamanho da discrepância, a idade e a causa da discrepância, se conhecida.

Tratamento não cirúrgico

Em muitos casos, uma pequena diferença no comprimento da perna pode ser equilibrada usando uma palmilha no calçado.

Tratamento cirúrgico

Uma criança com uma discrepância mais significativa pode se beneficiar da cirurgia para igualar o comprimento dos membros inferiores. Isso pode ser feito de várias maneiras e geralmente é realizado através de um procedimento que retarda ou para o crescimento do membro mais longo, chamado epifisiodese. Em crianças que ainda estão crescendo, a epifisiodese pode ser usada para diminuir a velocidade ou parar o crescimento em uma ou duas placas de crescimento do membro mais longo.

Em pacientes que atingiram a maturidade esquelética, o tratamento pode ser feito com encurtamento do membro mais longo para igualar o comprimento dos membros. O encurtamento dos membros não pode ser usado para discrepâncias significativas do comprimento dos membros. No fêmur pode-se encurtar no máximo 8 centímetros e na tíbia, 5 centímetros.

Devido à sua complexidade, os procedimentos de alongamento dos membros geralmente são reservados para pacientes com discrepâncias significativas de comprimento. O alongamento pode ser realizado com fixador externo ou com haste intraóssea. O alongamento interno e externo demoram vários meses e exigem: consultas regulares para acompanhamento médico; reabilitação extensiva, com fisioterapia; e um médico experiente em técnicas de alongamento dos membros.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DISFUNÇÃO DO TENDÃO TIBIAL POSTERIOR

Descrição

O tendão tibial posterior é um dos mais importantes tendões da perna. Um tendão prende músculos aos ossos, e o tendão tibial posterior prende o músculo da região posterior da perna aos ossos do interior do pé. A principal função do tendão é manter o arco plantar e apoiar o pé ao caminhar.

A disfunção do tendão tibial posterior é um dos problemas mais comuns do pé e tornozelo. Ocorre quando o tendão tibial posterior está lesionado ou inflamado. Como resultado, o tendão pode não é capaz de fornecer estabilidade e suporte para o arco do pé, resultando em pé chato.

Causas

Uma lesão aguda, como em uma queda, pode causar lesão ou inflamação no tendão tibial posterior.
O tendão também pode ser lesionado devido ao uso excessivo. Por exemplo, pessoas que praticam esportes de alto impacto na topografia do tendão, como basquete, tênis ou futebol, podem ter lesão do tendão devido ao uso repetitivo.

A disfunção do tendão tibial posterior é mais comum em mulheres e em pessoas com mais de 40 anos de idade.

Fatores de risco adicionais incluem obesidade, diabetes e hipertensão.

Sinais e Sintomas

  • Dor no pé e no tornozelo onde o tendão se encontra. Isso pode ou não estar associado a edema.
  • Dor que piora com a atividade. Atividades de alta intensidade ou alto impacto, como corrida, podem ser muito difíceis. Alguns pacientes podem ter dificuldade para andar ou ficar de pé por muito tempo.
  • Dor do lado de fora do tornozelo. Quando o arco plantar colapsa, o osso do calcanhar adota uma nova posição. Isso pode pressionar o osso lateral do tornozelo (maléolo lateral).
  • Limitação dos movimentos do tornozelo e do pé. O plano de tratamento das lesões do tendão tibial posterior varia dependendo da flexibilidade do pé. Se não houver movimento ou se for limitado, será necessário um tratamento diferente do que com um pé flexível.

 

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética
  • Ultrassonografia

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

Os sintomas serão aliviados na maioria dos pacientes com tratamento não cirúrgico apropriado. A dor pode durar mais de 3 meses, mesmo com o tratamento precoce.

  • Repouso.
  • Crioterapia.
  • Medicamentos antiinflamatórios.
  • Imobilização com bota.
  • Palmilhas.
  • Fisioterapia.
  • Injeção de esteróides.

 

Tratamento cirúrgico

A cirurgia só deve ser feita se a dor não melhorar após 6 meses de tratamento adequado. O tipo de cirurgia depende de onde a tendinite está localizada e o quanto do tendão está danificado.

Algumas opções cirúrgicas: tenossinovectomia, transferência de tendão, enxerto de tendão, osteotomias (corte e deslocamento de ossos), fusão de ossos.

A maioria dos pacientes apresenta bons resultados com a cirurgia. Os principais fatores que determinam o resultado cirúrgico são a quantidade de movimento antes da cirurgia e a gravidade do pé plano. Quanto mais grave o problema pré-operatório, maior o tempo de recuperação.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL

Descrição

O quadril é uma articulação esferóide. Em um quadril normal, a cabeça do fêmur se articula com o acetábulo no osso da pelve. Em bebês e crianças com displasia de desenvolvimento do quadril (DDQ), a articulação do quadril não se formou normalmente.

A DDQ está mais presente ao nascimento, mas também pode se desenvolver durante os primeiros anos de vida da criança.

Nos quadris com DDQ, o acetábulo é raso, o que não permite uma articulação adequada. Às vezes, os ligamentos que ajudam a manter a articulação no lugar estão alongados. O grau de flexibilidade do quadril, ou instabilidade, varia entre as crianças com DDQ.

Deslocado: nos casos mais graves de DDQ, a cabeça do fêmur está completamente fora do soquete.
Deslocável: Nestes casos, a cabeça do fêmur fica dentro do acetábulo, mas pode ser facilmente luxada durante um exame físico.

Os pediatras normalmente examinam as crianças ao nascer com testes específicos para identificar DDQ. Durante o acompanhamento nas consultas com pediatras, também são realizados testes para identificar DDQ.

Causas

A DDQ geralmente afeta mais o quadril esquerdo e ocorre frequentemente em:

  • Meninas
  • Crianças primogênitas
  • Bebês nascidos na posição pélvica
  • Crianças com histórico familiar de DDQ
  • Oligodramnio

Sinais e sintomas

É necessário ficar atento se a criança apresentar:

  • Membros inferiores com comprimentos diferentes
  • Pregas desiguais nas coxas
  • Menor mobilidade ou flexibilidade em um dos quadris
  • Alteração na marcha, como nas pontas dos pés ou com aspecto anserino (como um pato)

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de exame físico adequado. Os recém-nascidos identificados como de maior risco para DDQ são submetidos ao exame ultrassonográfico dos quadris. Para bebês e crianças mais velhas, as radiografias do quadril são realizadas para diagnóstico.

Tratamento

Quando a DDQ é diagnosticada ao nascimento, geralmente pode ser tratada com uso de suspensório de Pavlik. Se não houver diagnóstico precoce, a DDQ pode não ser notada até que a criança comece a andar.

Os métodos de tratamento dependem da idade da criança.

  • Recém-nascidos

O bebê é colocado em um suspensório de Pavlik, por 2 a 3 meses para manter a cabeça do fêmur na articulação do acetábulo. Este suspensório é projetado para manter o quadril na posição adequada enquanto permite o movimento livre das pernas e a troca das fraldas. Isso promove a formação normal da articulação do quadril. Os pais desempenham um papel essencial para garantir que este tratamento seja efetivo.

  • 1 mês a 6 meses

Semelhante ao tratamento do recém-nascido, o suspensório de Pavlik é utilizado para manter a cabeça do fêmur na articulação do acetábulo. Esse método geralmente é bem sucedido e o tratamento dura cerca de 3 meses.

Se o quadril não permanecer na posição adequada após um mês do uso do suspensório de Pavlik, pode ser utilizada uma órtese de abdução feita de material mais rígido que irá manter as pernas do seu bebê na posição ideal.

Nos casos que o quadril não fica na posição adequada para o seu desenvolvimento é necessário o tratamento com redução fechada sob anestesia. Neste procedimento, será colocado gesso pelvipodálico para manter o quadril na posição.

  • 6 meses a 2 anos

Os bebês mais velhos também podem ser tratados com redução fechada e gesso pelvipodálico.

Se o procedimento de redução fechada não for bem sucedido para manter o fêmur na posição adequada dentro do acetábulo, é necessária uma cirurgia aberta. Neste procedimento, uma incisão é feita no quadril do bebê, o que permite ao cirurgião ver claramente os ossos e os tecidos moles. São realizadas radiografias durante a cirurgia para certificar-se que o quadril está na posição correta. Após a cirurgia, também será colocado gesso pelvipodálico.

  • Mais de 2 anos

A cirurgia aberta é necessária para reposicionamento do quadril. O gesso pelvipodálico é colocado após a cirurgia.

Normalmente a  imobilização gessada (gesso pelvipodálico) é mantida por 3 meses e há uma troca deste gesso durante estes meses (por volta de 6 semanas). O tempo de uso pode ser alterado conforme o caso.

Radiografias e outros exames radiológicos como a ressonância magnética ou tomografia computadorizada são realizadas para acompanhamento regular durante e após o tratamento da criança com DDQ.

Crianças tratadas com gesso pelvipodálico podem ter um atraso no desenvolvimento da marcha. Uma vez que o gesso é retirado, o desenvolvimento da marcha ocorre normalmente.
O suspensório de  Pavlik e outros dispositivos de posicionamento podem causar irritação da pele em torno das tiras.

Os distúrbios de crescimento do fêmur são raros, mas podem ocorrer devido a uma alteração do suprimento de sangue na área de crescimento da cabeça do fêmur.
Mesmo após o tratamento adequado, a displasia leve ainda pode persistir, e a cirurgia pode ser necessária nos primeiros anos da infância para restaurar a anatomia normal da articulação do quadril.

Se a displasia do desenvolvimento do quadril for diagnosticada precocemente e tratada com sucesso, as crianças são capazes de desenvolver uma articulação do quadril normal e não devem ter limitação na função. Sem tratamento, a DDQ pode levar à dor e à osteoartrite no início da idade adulta.
Mesmo com um tratamento adequado, a deformidade do quadril e osteoartrite podem desenvolver-se mais tarde na vida. Isto ocorre principalmente quando o tratamento começa após os 2 anos de idade.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

DISPLASIA DO QUADRIL DO ADOLESCENTE E DO ADULTO JOVEM

Descrição

O quadril é uma articulação esferóide. Em um quadril normal, a cabeça do fêmur se encaixa firmemente no acetábulo, que é uma porção curva da pelve. Em um jovem com displasia do quadril, a articulação do quadril não se desenvolveu normalmente - o acetábulo é muito raso para apoiar e cobrir adequadamente a cabeça do fêmur. Essa anormalidade pode causar um quadril doloroso e o desenvolvimento precoce da osteoartrite, condição na qual a cartilagem articular na articulação se desgasta e há atrito do osso do acetábulo contra o osso da cabeça do fêmur.

A displasia do quadril adolescente é geralmente o resultado final da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), uma condição que ocorre no nascimento ou na primeira infância. Embora os bebês sejam rotineiramente examinados para diagnóstico precoce de DDQ, alguns casos permanecem não detectados ou são leves o suficiente para que não sejam tratados. Estes pacientes podem não apresentar sintomas de displasia do quadril até atingir a adolescência.

O tratamento para a displasia do quadril no adolescente e adulto jovem concentra-se no alívio da dor, preservando a articulação do quadril natural do paciente o maior tempo possível. Em muitos casos, isso é conseguido através de uma cirurgia para restaurar a anatomia normal da articulação e postergar ou prevenir o aparecimento da osteoartrite dolorosa.

Em pacientes com displasia do quadril, o acetábulo é raso, o que significa que a cabeça femoral não pode encaixar firmemente no acetábulo.

Como resultado desta anormalidade, a forma como a força é normalmente transmitida entre as superfícies ósseas é alterada. O labrum, cartilagem do rebordo acetabular, pode acabar suportando as forças que normalmente devem ser distribuídas uniformemente por toda a articulação do quadril. Além disso, mais força é colocada em uma superfície menor da cartilagem e labrum do quadril. Ao longo do tempo, a cartilagem articular lisa fica desgastada e desaparece e há lesão do labrum. Essas alterações degenerativas podem avançar para a osteoartrite precoce.

A magnitude e gravidade da displasia do quadril podem variar de paciente para paciente. Em casos mais graves, pode haver instabilidade completa da articulação e até mesmo a luxação.

Causa

A displasia do quadril adolescente geralmente resulta da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) que não é descoberta ou não tratada durante a infância ou a primeira infância.

A DDQ geralmente afeta mais o quadril esquerdo e ocorre frequentemente em:

  • Meninas
  • Crianças primogênitas
  • Bebês nascidos na posição pélvica
  • Crianças com histórico familiar de DD

 

Sintomas

A displasia do quadril, em si, não é uma condição dolorosa. No entanto, a dor resulta quando as forças alteradas no quadril causam alterações degenerativas na cartilagem articular e no labrum. Na maioria dos casos, essa dor é:

  • Localizada na região da virilha, e às vezes pode ser na área mais lateral do quadril
  • Ocasional e leve inicialmente, mas pode aumentar em frequência e intensidade ao longo do tempo
  • Piora com a atividade ou no final do dia
  • Alguns pacientes também podem experimentar a sensação de bloqueio da articulação

 

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética

 

Tratamento

O tratamento para a displasia do quadril adolescente concentra-se em atrasar ou prevenir o aparecimento da osteoartrite, preservando a articulação do quadril natural durante o maior tempo possível.

Tratamento não cirúrgico

Realizado no casos de displasia leve do quadril e nenhum dano ao labrum ou à cartilagem articular. O tratamento não cirúrgico também pode ser tentado inicialmente para pacientes com dano articular extenso que a única opção cirúrgica seria uma artroplastia total do quadril.

Os tratamentos não cirúrgicos comuns para a displasia do quadril nos adolescentes incluem:

  • Observação: Em caso de sintomas mínimos e displasia leve
  • Modificação do estilo de vida: Evitar as atividades que causam dor e desconforto. Para uma criança com excesso de peso, perder peso também ajudará a reduzir a pressão sobre a articulação do quadril.
  • Fisioterapia: Exercícios específicos podem melhorar a amplitude de movimento no quadril e fortalecer os músculos que suportam a articulação. Isso pode aliviar o estresse no labrum ou na cartilagem lesada.
  • Medicamentos: Os antiinflamatórios podem ajudar a aliviar a dor e reduzir o inchaço em uma articulação artrítica. A cortisona é um agente antiinflamatório que pode ser injetado diretamente em na articulação. Embora uma injeção de cortisona possa proporcionar alívio da dor e reduzir a inflamação, os efeitos são temporários.

 

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico é realizado no casos de dor persistente com limitação de atividades. O procedimento cirúrgico mais utilizado para tratar a displasia do quadril é a osteotomia.

Existem diferentes tipos de osteotomias que podem ser realizadas para tratar a displasia do quadril. O procedimento específico recomendado dependerá de uma série de fatores, incluindo:

  • A idade
  • A gravidade da displasia
  • A extensão do dano ao labrum
  • Presença de osteoartrite
  • O número de anos que restam para o crescimento da criança/adolescente

 

Osteotomia periacetabular (PAO)

Atualmente, o procedimento de osteotomia mais comumente usado para tratar a displasia do quadril adolescente é uma osteotomia periacetabular (PAO). "Periacetabular" significa "em torno do acetábulo". Durante a cirurgia, o médico faz quatro cortes no osso da pelve ao redor da articulação do quadril para afrouxar o acetábulo. Ele ou ela então roda o acetábulo, reposicionando-o em uma posição anatômica mais normal sobre a cabeça femoral. O médico usará radioscopia para direcionar os cortes ósseos e garantir que o acetábulo seja reposicionado corretamente. Uma vez que o osso é reposicionado, o médico insere vários parafusos pequenos para mantê-lo no lugar até a consolidação óssea.

Artroscopia

Em conjunto com a PAO, pode se realizada a artroscopia do quadril para que uma lesão do labrum seja reparada.

Tal como acontece com qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos envolvidos com a PAO. São tomadas medidas para evitar as complicações intra-operatórias e pós-operatórias. As complicações mais comuns incluem: infecção, embolia, dor persistente do quadril, falha na consolidação da osteotomia.

A osteotomia periacetabular (PAO) geralmente é bem sucedida em postergar a necessidade de uma artroplastia total do quadril e aliviar a dor. A necessidade de uma artroplastia no futuro depende de uma série de fatores, incluindo o grau de osteoartrite que estava presente na articulação quando a PAO foi realizada.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DOENÇA DE LEGG-CALVÉ-PERTHES

Descrição

A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma das possíveis causas de dor no quadril em crianças de 2 a 12 anos de idade. É cinco vezes mais comum nos meninos do que nas meninas. Em 10% a 15% de todos os casos, ambos os quadris são afetados.

A criança com Perthes pode claudicar (mancar) e às vezes se queixar de dor na coxa ou no joelho. A persistência da claudicação é o que geralmente leva à avaliação do ortopedista pediátrico.

Existem quatro estágios na doença de Perthes:

  1. Inicial / necrose

Nesta fase da doença, o suprimento de sangue para a cabeça femoral é interrompido e as células ósseas morrem. A área torna-se intensamente inflamada e irritada e a criança pode começar a mostrar sinais da doença, como a claudicação. Esta fase inicial pode durar vários meses.

  1. Fragmentação

Durante um período de 1 a 2 anos, o corpo remove o osso morto e substitui-o rapidamente por um osso inicial e mais macio. É durante esta fase que o osso está em estado mais fraco e  é mais provável que a cabeça do fêmur se separe e seja achatada.

  1. Reossificação

O osso novo e mais forte se desenvolve e começa a tomar forma na cabeça do fêmur. O estágio de reossificação é muitas vezes o estágio mais longo da doença e pode durar alguns anos.

  1. Residual / cura

Nesta fase, a cabeça femoral atinge sua forma final. A proximidade da forma redonda dependerá de vários fatores, incluindo a extensão do dano ocorrido durante a fase de fragmentação, bem como a idade da criança no início da doença, o que afeta o potencial de regeneração óssea.

Causas

A causa da doença não é conhecida. Alguns estudos recentes indicam que pode haver uma ligação genética ao desenvolvimento de Perthes, mas serão necessárias mais pesquisas.

Sinais e Sintomas

Um dos primeiros sinais de Perthes é uma mudança na maneira como caminha e corre. Isso geralmente é mais evidente durante as atividades esportivas. A criança pode mancar, ter movimento limitado ou desenvolver um estilo de corrida peculiar. Outros sintomas comuns incluem:

  • Dor no quadril ou virilha, ou em outras partes do membro, como a coxa ou o joelho (chamado "dor referida").
  • A dor que piora com a atividade e é aliviada com o repouso.
  • Espasmos musculares dolorosos que podem ser causados ​​por irritação ao redor do quadril.
  • Limitação da amplitude de movimentos, principalmente abdução e rotação interna.

Dependendo do nível de atividade da criança, os sintomas podem vir e passar por um período de semanas ou mesmo meses antes do diagnóstico.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética

Tratamento

O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas dolorosos, proteger a forma da cabeça femoral e restaurar o movimento normal do quadril. Se não for tratada, a cabeça femoral pode deformar-se e não se encaixar bem no acetábulo, o que pode levar a maiores problemas do quadril na idade adulta, como o início precoce da artrite.

Existem várias opções de tratamento para a doença de Perthes. Alguns fatores devem ser considerados:

  • A idade: as crianças mais novas (idade 6 e abaixo) têm maior potencial para desenvolver osso novo e saudável.
  • O grau do dano à cabeça femoral. Se mais de 50% da cabeça femoral tiver sido afetada pela necrose, o potencial de reossificação sem deformidade é menor.
  • O estágio da doença no momento do diagnóstico.

Tratamento não cirúrgico

Acompanhamento sem intervenções

Para crianças muito novas (de 2 a 6 anos de idade) que apresentam poucas alterações na cabeça do fêmur em suas radiografias iniciais, o tratamento recomendado é geralmente observação simples e acompanhamento com radiografias regulares para acompanhar o desenvolvimento da doença.

Medicamentos anti-inflamatórios

Sintomas dolorosos são causados ​​por inflamação da articulação do quadril. Medicamentos anti-inflamatórios são usados ​​para reduzir a inflamação em determinados estágios da doença.

Limitação das atividades

Evitar atividades de alto impacto, como correr e saltar, ajudará a aliviar a dor e a proteger a cabeça femoral. Eventualmente podem ser recomendadas muletas ou cadeiras de rodas para evitar a descarga de peso sobre a articulação.

Exercícios de fisioterapia

A rigidez do quadril é comum em crianças com doença de Perthes e exercícios de fisioterapia são recomendados para ajudar a restaurar a amplitude de movimento da articulação do quadril. Esses exercícios geralmente se concentram no abdução do quadril e na rotação interna. Os pais ou outros cuidadores são freqüentemente necessários para ajudar a criança a completar os exercícios. O foco principal é na abdução do quadril e rotações do quadril.

Gesso e órtese para abdução

Se a amplitude de movimento se tornar limitada ou se as radiografias indicarem que uma deformidade está se desenvolvendo, pode ser indicado o gesso ou órtese de abdução para manter a cabeça do fêmur em sua posição normal dentro do acetábulo.

Artrografia

A artrografia é o exame realizado para ver o grau de deformidade da cabeça femoral e o encaixe da cabeça do fêmur no acetábulo. Em uma artrografia, uma pequena quantidade de contraste é injetada na articulação do quadril para tornar a anatomia ainda mais fácil de ser visualizada.

Tenotomia

Em alguns casos, o músculo adutor está tenso e impede o movimento do quadril. A tenotomia do adutor pode ser realizada para melhorar a amplitude de movimentos.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é mais freqüentemente recomendada quando:

  • A criança tem mais de 8 anos no momento do diagnóstico. O potencial para ficar com deformidade durante o estágio de reossificação é maior em crianças mais velhas.
  • Mais de 50% da cabeça femoral está danificada. Manter a cabeça femoral dentro do acetábulo arredondado pode ajudar o osso a crescer na forma funcional.
  • O tratamento não cirúrgico não manteve o quadril na posição correta para a reossificação.

O procedimento cirúrgico mais comum para tratar a doença de Perthes é a osteotomia do fêmur. Neste tipo de procedimento, o osso é cortado e reposicionado para manter a cabeça femoral dentro do acetábulo. A fixação é feita com parafusos e placas, que serão removidos após o estágio curado da doença.

Às vezes, pode ser necessária osteotomia da pelve.

O tipo de cirurgia que será realizada depende de muitos fatores, entre eles o nível de acometimento da cabeça do fêmur, a deformidade da cabeça do fêmur e do acetábulo.

Bem-estar e Reabilitação

Crianças com doença de Legg-Calvé-Perthes precisam estar atentas às suas atividades físicas ao longo da vida. A participação em atividades como natação ou ciclismo, no lugar de esportes que envolvam corridas e saltos, pode proteger a articulação do quadril.
Os fisioterapeutas desempenham um papel importante no cuidado destes pacientes e deverão focar em exercícios com amplitude de movimento e fortalecimento das extremidades inferiores.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER

Descrição

Os ossos de crianças e adolescentes possuem uma área especial onde o osso está crescendo, chamado de placa de crescimento. As placas de crescimento são áreas de cartilagem localizadas perto das extremidades dos ossos. Ao final do crescimento ósseo, as placas de crescimento estarão fechadas.

Algumas placas de crescimento servem como locais de fixação para tendões, os tecidos fortes que conectam os músculos aos ossos. Uma proeminência óssea chamada tuberosidade anterior da tíbia é o local de fixação do tendão patelar.
Durante a atividade física, o tendão patelar faz tração na tuberosidade anterior da tíbia. Em algumas crianças, essa tração repetitiva na tuberosidade leva à inflamação e a fragmentação do núcleo de crescimento.

A doença de Osgood-Schlatter ocorre com maior freqüência durante os estirões de crescimento, quando os ossos, músculos, tendões e outras estruturas estão mudando rapidamente.

Causas

Tração repetitiva na tuberosidade anterior da tíbia leva à inflamação e à fragmentação do núcleo de crescimento.

Sinais e Sintomas

  • Dor no joelho e na tuberosidade anterior da tíbia
  • Aumento do volume na tuberosidade tibial

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

O tratamento para a doença de Osgood-Schlatter concentra-se na redução da dor e do edema.

  • Repouso: limitar as atividades físicas até a melhora da dor.
  • Exercícios de alongamento: podem ajudar a aliviar a dor e evitar que a doença volte.
  • Medicação anti-inflamatória: reduzem a dor e o edema.
  • Imobilização com joelheira: em casos de dor persistente.

A maioria dos sintomas desaparecerá completamente quando passar o estirão de crescimento da adolescência, cerca de 14 anos para meninas e 16 para meninos. Por esta razão, a cirurgia raramente é recomendada. No entanto, se houver proeminência da tuberosidade, esta persistirá.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

DOR ANTERIOR NO JOELHO DO ADOLESCENTE

Descrição
Um adolescente ou adulto jovem que seja fisicamente ativo e participe de esportes pode às vezes experimentar dor na frente e no centro do joelho, geralmente por baixo da patela. Isso ocorre em muitos atletas jovens saudáveis, especialmente meninas.

A dor anterior no joelho do adolescente geralmente não é causada por uma anormalidade física no joelho, mas por excesso ou uma rotina de treinamento que não inclui exercícios de alongamento ou fortalecimento adequados. Na maioria dos casos, medidas simples como o repouso, analgesia e os exercícios de fortalecimento aliviarão a dor e permitirão que o jovem atleta volte ao seu esporte favorito.

Em muitos casos, a verdadeira causa da dor pode não ser clara. A fraqueza dos músculos do quadríceps na parte anterior da coxa pode levar à dor no joelho, por exemplo. Durante os movimentos de flexão e extensão do joelho, os músculos do quadríceps ajudam a manter a patela dentro de um sulco do fêmur. Quadríceps fracos podem gerar um deslizamento inadequado da patela dentro do sulco. Isso pode provocar um estresse a mais nos tendões (potencialmente levando a tendinite), ou irritação da cartilagem na parte inferior da patela (condromalácia patelar).

Causas

Existem vários fatores que podem contribuir para a dor anterior no joelho durante a adolescência:

  • Desequilíbrio dos músculos das coxas (quadríceps e isquiotibiais) que dão suporte para a articulação do joelho
  • Problemas no alinhamento dos membros inferiores
  • Uso de técnicas ou equipamentos inadequados para treinamento esportivo
  • Mudanças no calçado ou superfície de treino
  • Excesso de atividades esportivas, ou mudanças no tipo de treinamento

Sinais e Sintomas

  • Dor anterior no joelho que começa gradualmente e frequentemente é relacionada à atividade
  • Crepitação no joelho ao andar, subir escadas ou ao levantar-se após um tempo prolongado em repouso
  • Dor à noite
  • Dor durante atividades que flexionam repetidamente o joelho (salto, agachamento, corrida e outros exercícios envolvendo levantamento de peso)
  • Dor relacionada a uma mudança no nível de atividade ou intensidade, superfície de jogo ou equipamento.

Geralmente não causa edema ou bloqueio do joelho.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

Há mudanças simples para ajudar a aliviar a dor anterior no joelho:

  • Alterações de atividade: Suspender a atividade física que predispõe à dor. A dor no joelho pode estar relacionada aos exercícios. Mudar a rotina de treinamento. Bicicleta e natação são boas opções de baixo impacto.
  • Fisioterapia: Exercícios específicos irão ajudar a melhorar a amplitude de movimento, força e resistência. É especialmente importante se concentrar no alongamento e no fortalecimento do quadríceps, pois esses músculos são os principais estabilizadores da patela.
  • Gelo (crioterapia): A aplicação de gelo após a atividade física pode aliviar.
  • Calçados adequados: Os tênis para atividades físicas devem fornecer suporte adequado para os pés.
  • Medicamentos anti-inflamatórios: Podem ajudar a aliviar a dor.

A dor anterior no joelho do adolescente geralmente é aliviada com medidas simples. É essencial manter o condicionamento adequado dos músculos ao redor do joelho, particularmente o quadríceps e os isquiotibiais.
Medidas para evitar a recorrência da dor anterior no joelho:

  • Uso de calçados adequados às atividades físicas
  • Aquecimento completo antes da atividade física
  • Alongamento para aquecimento e o alongamento após a atividade física.
  • Reduzir qualquer atividade que tenha provocado dor nos joelhos

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DOR LOMBAR – LOMBALGIA

Dor lombar, também camada de lombalgia, é uma dor na parte inferior da coluna lombar e é uma queixa muito comum.

A lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaleia entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem.

De acordo com vários estudos epidemiológicos, 65% a 90% dos adultos poderão sofrer um episódio de lombalgia ao longo da vida, com incidência entre 40% e 80% da maioria das populações estudadas. Com o aumento da população idosa estes números poderão crescer.

Causas

Sedentarismo, idade, herança genética, postura no trabalho, levantar pesos inclinando a coluna para frente e patologia na coluna que causam dor (inflamações, infecções, hérnias de disco, artrose, espondilolistese) e distúrbios emocionais.

Sintomas

A dor lombar pode ser aguda ou crônica. A dor aguda dura de duas a seis semanas e a dor crônica pode durar toda a vida. Dor na parte inferior da coluna, limitação de movimentos, contratura muscular com rigidez são os sintomas mais frequentes.

Diagnóstico

O histórico do problema das dores na coluna do paciente poderá ajudar bastante para o seu diagnóstico, como também um exame físico detalhado da postura, amplitude de movimento, espasmo muscular, dor e força muscular.
Exames de imagem são feitos para esclarecer as causas da lombalgia.

Tratamento

O tratamento na fase aguda e feito com medicações, repouso e reabilitação. Após a melhora da fase aguda é iniciada a fase de reabilitação com técnicas de analgesia, fisioterapia e reabilitação muscular com o objetivo de aumentar a mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, fortalecer os músculos profundos e melhorar a postura através de exercícios terapêuticos específicos.

O tratamento da lombalgia crônica é direcionado ao alívio das causas e pode incluir perda de peso, exercícios para melhorar o tono, a resistência muscular e melhora da postura. Os analgésicos podem ser utilizados para aliviar a dor, porém o uso crônico de narcóticos opióides deve ser evitado.

Técnicas individuais de tratamento de reabilitação são muito utilizadas (RPG, osteopatia, Pilates, Mackenzie e outras). Em alguns casos específicos de patologia secundária, a cirurgia pode ser necessária para aliviar a dor intratável ou a dor decorrente de anormalidades estruturais.

Converse com o seu médico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

DOR NA REGIÃO INGUINAL (VIRILHA)

A região inguinal (virilha) é a região entre as coxas e o abdômen que contém vários músculos, incluindo os músculos adutores do quadril, que se estendem entre os fêmures (coxas) e a pelve.

A dor na virilha é muitas vezes causada por uma lesão de uso excessivo ou por um trauma. Impacto vigoroso, flexões extremas e movimentos repetitivos que ocorrem durante a atividade esportiva ou trabalho físico podem provocar estiramentos ou lesões em músculos e tecidos conjuntivos, ou causar hérnias. Essas tensões também podem prejudicar a articulação do quadril. A dor na virilha é um sintoma comum em lesões labrais e artrite do quadril.

O impacto femoroacetabular ou a displasia do quadril também podem criar desgaste na articulação do quadril, levando à artrite, que pode causar dor na virilha.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

DOR NA REGIÃO INGUINAL (VIRILHA)

A região inguinal (virilha) é a região entre as coxas e o abdômen que contém vários músculos, incluindo os músculos adutores do quadril, que se estendem entre os fêmures (coxas) e a pelve.

A dor na virilha é muitas vezes causada por uma lesão de uso excessivo ou por um trauma. Impacto vigoroso, flexões extremas e movimentos repetitivos que ocorrem durante a atividade esportiva ou trabalho físico podem provocar estiramentos ou lesões em músculos e tecidos conjuntivos, ou causar hérnias. Essas tensões também podem prejudicar a articulação do quadril. A dor na virilha é um sintoma comum em lesões labrais e artrite do quadril.

O impacto femoroacetabular ou a displasia do quadril também podem criar desgaste na articulação do quadril, levando a artrite, que pode causar dor na virilha.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

DOR NO OMBRO

=O ombro é formado por três ossos: o úmero, a escápula e a clavícula.

Existem duas articulações no ombro. Uma articulação está localizada entre a clavícula e a ponta da escápula (acrômio): articulação acromioclavicular. A outra está entre a cabeça do úmero e a escápula: articulação glenoumeral.

O úmero se articula com a escápula numa cavidade rasa chamada glenóide e é mantido no lugar pelo manguito rotador. O manguito rotador é um grupo de quatro músculos (supraespinhal, infraespinhal, redondo menor e subescapular) que se juntam como tendões para formar uma cobertura ao redor da cabeça do úmero. Ele se insere no úmero e ajuda a levantar e girar o braço. Há uma bolsa lubrificante chamada bursa entre o manguito rotador e o osso em cima do ombro (acrômio). A bursa permite que os tendões do manguito rotador deslizem livremente quando movimenta o braço. Quando os tendões do manguito rotador estão lesionados, esta bursa também pode se tornar inflamada e dolorosa.

A articulação do ombro é a articulação mais móvel do corpo. Pode girar em várias direções. Mas essa vantagem também faz com que o ombro seja uma articulação fácil de se deslocar. A mobilidade tem seu preço, no entanto. Pode levar a problemas crescentes de instabilidade ou lesão dos tecidos moles ou estruturas ósseas no ombro, resultando em dor. Pode haver dor apenas quando movimenta o ombro ou o tempo todo. A dor pode ser temporária ou pode persistir e ser necessário diagnóstico e tratamento médico.

Causas

A maioria dos problemas do ombro se enquadra em quatro categorias principais:

  • Inflamação do tendão (bursite ou tendinite) ou rotura do tendão
  • Instabilidade
  • Artrite
  • Fratura

Outras causas muito menos comuns de dor no ombro são tumores, infecções e problemas relacionados aos nervos.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ENTORSE DO TORNOZELO

Descrição

Os ligamentos são tecidos fibrosos e fortes que conectam os ossos a outros ossos. Os ligamentos do tornozelo ajudam a manter os ossos na posição correta e estabilizam a articulação. A maioria dos entorses provoca lesão nos ligamentos laterais do tornozelo, mas podem também causar lesão no ligamentos mediais. As lesões podem ser pequenas (parciais) ou grandes (totais). Se houver uma rotura completa dos ligamentos, o tornozelo pode se tornar instável e, com o passar dos anos, pode apresentar danos aos ossos e cartilagem da articulação do tornozelo.

Causas

O pé pode torcer inesperadamente durante muitas atividades diferentes, como:

  • Ao andar ou se exercitar em uma superfície irregular.
  • Queda.
  • Traumas durante a prática de atividades físicas.

 

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.
  • Deformidade no tornozelo.
  • Instabilidade do tornozelo.

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.
  • Ultrassonografia.

Entorses são classificados com base em quanto dano ocorreu aos ligamentos.

  • Entorse de grau 1 (leve): Leve alongamento e ruptura microscópica das fibras do ligamento.
  • Entorse de grau 2 (moderado): ruptura parcial do ligamento
  • Entorse de grau 3 (grave): ruptura completa do ligamento

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

  • Repouso.
  • Crioterapia.
  • Imobilização com bota.
  • Fisioterapia: exercícios de reabilitação são usados para prevenir a rigidez, aumentar a força do tornozelo e prevenir problemas crônicos no tornozelo (mobilidade, fortalecimento, propriocepção, resistência e agilidade).
  • Medicação antiinflamatória.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico das entorses de tornozelo é realizado para lesões que não respondem ao tratamento não cirúrgico, para pacientes que apresentam instabilidade persistente do tornozelo e para lesões totais.

Algumas opções cirúrgicas: artroscopia, reparação, reconstrução.

A reabilitação é realizada com imobilização com ou sem bota e fisioterapia pós-operatória.

Os resultados das entorses de tornozelo são geralmente muito bons. Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes pode retomar suas atividades diárias após um período de tempo. Mais importante ainda, os resultados de sucesso dependem do compromisso do paciente com os exercícios de reabilitação. A reabilitação incompleta é a causa mais comum de instabilidade crônica do tornozelo após uma entorse.

A melhor maneira de prevenir entorses de tornozelo é manter uma boa força muscular, equilíbrio e flexibilidade.

As seguintes precauções ajudarão a prevenir entorses:

  • Aquecimento antes da atividade física.
  • Prestar muita atenção ao caminhar, correr ou trabalhar em uma superfície irregular.
  • Usar sapatos adequados para a atividade.
  • Diminuir a velocidade ou parar as atividades quando sentir dor ou fadiga.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

EPIFISIÓLISE DO FÊMUR PROXIMAL

Descrição

A epifisiólise do fêmur proximal é a doença do quadril mais comum em adolescentes. A epífise, ou cabeça do fêmur, desliza para baixo e para trás do colo do fêmur na placa de crescimento, uma região do osso que está em desenvolvimento e apresenta maior fragilidade e propensão a ter o deslizamento.

A epifisiólise geralmente ocorre durante períodos de crescimento rápido, após o início da puberdade. Nos meninos, isso geralmente ocorre entre as idades de 12 e 16; em meninas, entre 10 e 14 anos.
Às vezes, a epifisiólise ocorre de repente após uma pequena queda ou trauma. Frequentemente a doença se desenvolve de forma gradual ao longo de várias semanas ou meses.

Os tipos de epifisiólise incluem:

  • Estável: o paciente é capaz de caminhar ou colocar peso sobre o quadril afetado, com ou sem muletas. A maioria dos casos de epifisiólise é estável.
  • Instável: Este é um deslizamento mais grave. O paciente não pode caminhar ou apoiar, mesmo com muletas. Necessita tratamento urgente. As complicações da epifisiólise são muito mais comuns em pacientes com deslizamentos instáveis.

A epifisiólise geralmente ocorre apenas em um lado; no entanto, em até 40% dos pacientes (particularmente aqueles com menos de 10 anos) também pode ocorrer no lado oposto, geralmente dentro de 18 meses. Por isso necessita acompanhamento médico por longo período.

Causas

A doença é mais comum nos meninos do que nas meninas.
Fatores de risco que tornam mais provável a alguém desenvolver a doença:

  • Peso excessivo ou obesidade
  • História familiar de epifisiólise
  • Distúrbio endócrino ou metabólico, como o hipertireoidismo e higonadismo.

Sinais e Sintomas

A epifisiólise leve ou estável geralmente desencadeará dor intermitente na virilha (região inguinal), quadril, joelho e / ou coxa durante várias semanas ou meses. Essa dor geralmente piora com a atividade. O paciente também pode claudicar.

Em caso mais grave ou instável, pode apresentar dor súbita, muitas vezes após uma queda ou trauma; incapacidade de andar com o membro afetado; quadril em rotação externa; limitação do movimento de rotação interna do quadril afetado; discrepância no comprimento do membro, o lado afetado pode parecer mais curto que o oposto.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética

Tratamento

Tratamento cirúrgico

O objetivo do tratamento é evitar que a cabeça femoral ligeiramente deslocada escorregue mais. Isso sempre é realizado através da cirurgia.
O diagnóstico precoce proporciona melhor chance de estabilizar o quadril e evitar complicações. Quando tratados precocemente e adequadamente, a função do quadril a longo prazo pode ser muito boa.
Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada dentro de 24 a 48 horas.

O tratamento cirúrgico recomendado dependerá da gravidade do escorregamento. Os procedimentos utilizados para tratar epifisiólise do fêmur proximal incluem:

Fixação in situ

Este é o procedimento utilizado com maior freqüência para pacientes com epifisiólise estável ou leve. A fixação é realizada com o auxílio de parafuso colocado através da placa de crescimento para manter a posição da cabeça femoral e evitar deslizamento adicional adicional. Ao longo do tempo, a placa de crescimento irá fechar. Uma vez que a placa de crescimento está fechada, não há mais chance de deslizamento.

Redução aberta

Em pacientes com SCFE instável, pode-se optar por realizar primeiramente uma incisão aberta no quadril, depois manipular suavemente (reduzir) a cabeça do fêmur de volta à sua posição anatômica normal. A fixação é realizada com um ou dois parafusos metálicos para segurar o osso no lugar até a placa de crescimento se fechar. Este é um procedimento mais extenso e requer um tempo de recuperação mais longo.

Fixação in situ no quadril oposto

Alguns pacientes têm maior risco de desenvolver epifisiólise no quadril oposto. Se este for o caso, pode ser recomendada a fixação profilática com um parafuso.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da epifisiólise ajudem a diminuir a chance de complicações, mas alguns pacientes ainda terão problemas. As complicações mais comuns decorrentes da epifisiólise são: necrose avascular e condrólise.

Necrose avascular

Em casos graves, a epifisiólise interrompe o suprimento de sangue para a cabeça do fêmur. Isso pode levar a um colapso gradual e muito doloroso do osso - uma condição chamada necrose avascular (NAV) ou osteonecrose. Quando o osso colapsa, a cartilagem articular que cobre o osso também colapsa. Sem esta cartilagem lisa, há atrito do osso do fêmur contra o osso do acetábulo, levando a artrite dolorosa na articulação. Para alguns pacientes com NAV, uma cirurgia adicional pode ser necessária para reconstruir o quadril. NAV é mais provável de ocorrer em pacientes com SCFE instável.

Condrólise

A condrólise é uma complicação rara mas séria. Na condrólise, a cartilagem da superfície da articulação do quadril degenera muito rapidamente, levando à dor, deformidade e perda permanente de movimento no quadril afetado. Embora a causa da condição ainda não seja totalmente compreendida pelos médicos, acredita-se que isso pode resultar da inflamação na articulação do quadril. Fisioterapia e medicamentos anti-inflamatórios podem ser prescritos para pacientes que desenvolvem a condrólise. Ao longo do tempo, pode haver algum retorno gradual do movimento do quadril.

Reabilitação

Após a cirurgia, serão usadas muletas por várias semanas. O médico dará instruções específicas sobre quando o paciente poderá apoiar o pé no chão.
A fisioterapia será prescrita para ajudar a fortalecer os músculos do quadril e perna e melhorar a amplitude de movimento.
Por um período de tempo após a cirurgia, o paciente deverá permanecer em repouso.
As consulta para acompanhamento deverão ser realizadas até que a placa de crescimento tenha fechado.
Dependendo da idade do paciente e de outros fatores, uma abordagem em equipe que inclua um pediatra, endocrinologista e/ou nutricionista pode ser necessária para atendimento integral a longo prazo.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

ESCOLIOSE

A escoliose é uma condição na qual a coluna vertebral desenvolve uma ou mais curvaturas anormais, em forma de S ou C, que por sua vez podem afetar o equilíbrio e o alinhamento global do corpo.

Embora a escoliose possa se desenvolver em qualquer idade, é mais frequente surgir durante a transição da adolescência, que coincide com a fase de desenvolvimento rápido da criança.

A coluna vertebral vista por trás deve ser reta e alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço. A coluna desvia  para os lados, para frente,  para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada.

Classificação da escoliose quanto à forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em “C”) e curva dupla (escoliose em “S”). A direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna.

Classificação das curvaturas escolióticas quanto a localização: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares e lombossacrais.

CAUSAS E TIPOS

Idiopática:  Causa desconhecida (70% dos casos).

Infantil, Juvenil, Adolescente.

Neuromuscular:  Seqüela de doenças neurológicas, poliomielite, paralisia cerebral e outras doenças neuromusculares.

Congênita:  Oriunda de má-formação. 10% dos casos.

Pós-traumática

Degenerativa do adulto.

DIAGNÓSTICO

A escoliose costuma ter sintomas discretos ou não apresentá-los.

O diagnóstico é feito através de exame ortopédico e testes clínicos e de exames de imagens (radiografias – mais importante, CT e RM).

Em todos os casos de escoliose, é importante o diagnóstico precoce, a avaliação clínica completa e avaliação radiológica do paciente. A avaliação postural faz parte da avaliação clínica e é de fundamental importância para o diagnóstico. Nela, o examinador compara os dois hemicorpos da pessoa nas vistas anterior, posterior e lateral, observando possíveis diferenças e assimetrias.

TRATAMENTO

O tratamento da escoliose baseia-se, na idade, no sexo, na flexibilidade, na gravidade da curva, no seu potencial de progressão e na sua etiologia.

Relacionando o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:

1)0 à 10 graus: não há necessidade de tratamento específico e deve ser acompanhado.

2)10 à 20 graus: há necessidade de tratamento de reabilitação e acompanhamento.

3)20 à 45 graus: tratamento de reabilitação e uso de órtese ortopédica.

4)Maior de 45 graus: indicado tratamento cirúrgico.

Tratamento conservador inclui reabilitação, utilização de coletes, adaptação de palmilhas. Outras medidas podem ser eficazes e controlar a evolução da escoliose.

O uso de colete pode ser necessário para o controle da progressão da curva escoliótica em pacientes em fase de crescimento e com curvas inferiores a 45 graus, tendo sua comprovação científica observada e publicada em diversos estudos há várias décadas. Há uma variedade de aparelhos que estão disponíveis para o tratamento da escoliose. Dentre eles os três mais utilizados são:

“Boston Brace (Órtese Tóraco-lombo-sacra “TLSO”) – mais comumente prescrito, também chamado de “baixo perfil” ou “ colete abaixo das axilas”. Tipicamente estende abaixo do peito para o início da área pélvica, e é adequado para curvaturas que tem o seu ápice abaixo de T8 (oitava vértebra torácica).                                                                                                 

Milwaukee Brace (Órtese Cérvico-tóraco-lombo-sacra) – frequentemente utilizado para curvas torácicas (com o ápice acima de T8). Ela se estende desde o pescoço até a pelve e consiste em uma cintura pélvica de plástico especialmente moldada aos contornos corporais e um anel que se estende ao pescoço, ligadas por barras de metal na frente e na parte de trás do colete.

Charleston Brace (órtese-toraco-lombo-sacra) – Usado mais frequente para dormir.

Cirurgia é recomendada para curvas graves e para as curvas que não responderam ao tratamento  não-cirúrgico. Consiste na instrumentação e fusão espinhal. Fusão espinhal envolve a colocação de enxerto ósseo entre as vértebras afetadas para se fundirem ou se juntarem, não permitindo que a curva aumente. Instrumentação é a estabilização interna  com  colocação de parafusos, hastes, placas implantadas nos pacientes ao longo da área tratada para apoiar as estruturas vertebrais e redirecionar o estresse corretamente ao longo da coluna durante o processo de fusão. O objetivo é impedir a progressão da curva, reduzir a deformidade e restabelecer o alinhamento e a estabilidade da coluna vertebral.

A decisão de tratar a escoliose conservadoramente ou cirurgicamente exige uma análise cuidadosa.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

ESPONDILOLISTESE

Espondilolistese é o deslizamento de uma vértebra  para frente, para traz ou para os lados  sobre a vértebra adjacente. A condição pode ser relacionada ao desenvolvimento ou como resultado de um estresse biomecânico ou mesmo por artrose das articulações da coluna vertebral. Ela pode produzir uma deformidade progressiva da coluna e também um estreitamento do canal vertebral. Pode causar dor nas costas, dor nas pernas e outros sintomas tais como parestesia em membros, limitação de movimentos, fraqueza em membros e instabilidade lombar.

CLASSIFICAÇÃO DA ESPONDILOLISTESE

A mais aceita é a classificação de Wiltse e Bradford que tem como diferencial a etiologia do escorregamento vertebral. As listeses são divididas em 5 grupos da seguinte forma .

- Displásica – Anomalia da porção superior do sacro ou do arco de L5,

- Ístmica – Lesão do istmo vertebral por fratura de fadiga,

- Degenerativa – Secundária a processo degenerativo do disco ou articulação intervertebral posterior,

- Traumática – Fratura aguda do arco posterior da vértebra,

- Patológica – Enfermidade óssea que acomete o arco posterior (tumor ósseo, etc).

Estes deslizamentos vertebrais foram classificados por Meyerding conforme sua intensidade. Grau I de zero a 25%, Grau II de 25% a 50%, Grau III de 50% a 75% e Grau IV de 75% a 100%. O Grau V e  a pitose vertebral.

SINTOMAS

 - Dor na coluna

- Dor irradiada para membros (dor Ciática)

- Dor nas pernas ao caminhar

- Formigamento e/ou dormência

- Encurtamento dos músculos posteriores das pernas

- Perda de força e de coordenação dos movimentos

- Incapacidade de andar.

CAUSAS

A espondilolistese ístmica ocorre por um defeito das articulações facetárias, que pode ser de natureza congênita ou devido a lesões ocorridas na infância. Como pode ser por uma má-formação congênita, a espondilolistese ístmica é comum na infância e adolescência.

A espondilolistese degenerativa ocorre em adultos e idosos, provocada pelo desgaste das articulações facetárias como parte do quadro de degeneração da coluna.

DIAGNÓSTICO                                                                  

Raio-x

Tomografia computadorizada

Ressonância Magnética

TRATAMENTO

Para a maioria das pessoas, sem quaisquer sinais de compressão do nervo ou outro comprometimento neurológico, a primeira linha de tratamento consiste em tratamento conservador, tais como medicações (anti-inflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos, etc),  repouso, uso de órteses, reabilitação física, acupuntura, reabilitação muscular. Bloqueios espinhais também podem ser recomendados.

A cirurgia da coluna é considerada somente na falha dos tratamentos conservadores, quando existe progressão da listese ou na presença de alterações neurológicas. Diversas técnicas podem ser utilizadas de acordo com a necessidade, desde técnicas minimamente invasivas até técnicas com descompressão e artrodese.

 

Converse com o seu medico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

ESTENOSE DO CANAL VERTEBRAL

A estenose é o estreitamento do diâmetro do canal vertebral e foramens com consequente compressão das estruturas nervosas que neles estão contidas. O envelhecimento leva a alterações degenerativas dos discos, das articulações facetárias e dos ligamentos intervertebrais com aumento de volume dessas estruturas, provocando compressão da medula espinhal e das raízes nervosas.

CAUSAS

Congênita

Adquirida: desgaste progressivo das estruturas da coluna, associado a pequenos     traumas repetidos durante a vida e à degeneração natural senil.             

SINTOMAS

Os sintomas da estenose do canal vertebral podem aparecer gradualmente ou desenvolver rapidamente. Embora seja parte do processo de envelhecimento normal, muitas vezes essa estenose provoca sintomas de compressão dos nervos, dor, diminuição de força nos membros inferiores e superiores, diminuição da sensibilidade, dificuldade de controlar os esfíncteres da bexiga e do ânus e até mesmo impotência sexual em casos mais avançados.

DIAGNÓSTICO E EXAMES

O diagnóstico da estenose do canal vertebral é feito a partir dos dados obtidos da história clínica e do exame físico. A confirmação do diagnóstico é feita através de exames de imagens (RX, ressonância magnética e tomografia computadorizada da coluna).                                       

TRATAMENTO

O tratamento da estenose de canal vertebral deve ser instituído logo que feito o diagnóstico e consiste em uso de medicamentos e reabilitação física (fisioterapia, RPG, acupuntura e outros), orientações posturais, dieta para controle de peso, uso de órteses e instruções para não fazer atividades com grandes esforços.

Os casos refratários ao tratamento conservador e os casos com comprometimento neurológico importante têm indicação de tratamento cirúrgico.

De acordo com o grau da estenose do canal vertebral, diversos tratamentos podem ser considerados, desde técnicas menos invasivas percutâneas até cirurgias convencionais com descompressão medular e artrodese.

 

Converse  com o seu médico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

ESTIRAMENTO MUSCULAR E TENDINOSO

Os estiramentos musculares e tendinosos na região do quadril são causados por movimentos além do seu limite. Normalmente acontecem durante a prática de atividade esportiva. O alongamento inadequado antes de praticar esportes aumenta o risco desse tipo de lesão. Movimentos repetitivos por tempo prolongado também podem provocar estiramento muscular.

Exames de imagem como a ressonância magnética auxiliam no diagnóstico para determinar quais músculos ou tendões estão afetados.

O tratamento usualmente exige repouso, medicação, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FASCIÍTE PLANTAR

Descrição

A fáscia plantar é um ligamento longo e fino que fica diretamente abaixo da pele na parte inferior do pé. Ele conecta o calcanhar à parte anterior do pé e dá suporte ao arco plantar do pé.

A fáscia plantar é projetada para absorver as altas tensões e esforços nos pés. Mas, às vezes, muita pressão danifica os tecidos. A resposta natural do corpo à lesão é a inflamação, que resulta na dor no calcanhar e na rigidez da fáscia plantar. A fasciíte plantar é a causa mais comum de dor na parte inferior do calcanhar.

Causas

Na maioria dos casos, a fasciíte plantar desenvolve-se sem uma razão específica. Existem, no entanto, muitos fatores que aumentam a propensão à doença:

  • Músculos da panturrilha mais tensionados que o normal.
  • Obesidade.
  • Arco plantar muito alto.
  • Atividade física de impacto repetitivo (corrida/esportes).
  • Atividade física nova ou aumentada.
  • Esporão do calcâneo.

 

Sinais e Sintomas

  • Dor na parte inferior do pé perto do calcanhar.
  • Dor com os primeiros passos depois de sair da cama pela manhã, ou depois de um longo período de descanso, como depois de um longo passeio de carro. A dor desaparece depois de alguns minutos de caminhada.
  • Aumento da dor após (não durante) exercício ou atividade.
  • Limitação dos movimentos pela dor.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.
  • Ultrassonografia.

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

  • Repouso.
  • Crioterapia.
  • Medicamentos anti-inflamatórios.
  • Imobilização com bota.
  • Palmilhas.
  • Fisioterapia.
  • Exercícios de alongamento das panturrilhas.
  • Injeção de esteróides.
  • Terapia por ondas de choque.

 

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é uma opção somente quando não há melhora com o tratamento não cirúrgico. Algumas opções cirúrgicas: liberação da fáscia plantar, alongamento do músculo gastrocnêmio.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURA DO TORNOZELO

Descrição

Três ossos compõem a articulação do tornozelo: tíbia, fíbula e tálus.

A tíbia e a fíbula possuem partes específicas que compõem o tornozelo:

  • Maléolo medial - parte interna da tíbia.
  • Maléolo posterior - parte traseira da tíbia.
  • Maléolo lateral - fim da fíbula.

 

As fraturas do tornozelo são classificadas de acordo com a área do osso acometida. Por exemplo, uma fratura no final da fíbula é chamada de fratura de maléolo lateral, ou se tanto a tíbia como a fíbula estão quebradas, é chamada de fratura bimaleolar.

Duas articulações estão envolvidas em fraturas no tornozelo:

Articulação do tornozelo - onde a tíbia, fíbula e tálus se encontram,

Articulação da sindesmose - articulação entre a tíbia e a fíbula, que é mantida em conjunto por ligamentos.

Os ligamentos ajudam a tornar a articulação do tornozelo estável.

A fratura do tornozelo pode ser simples ou complexa. Quanto mais grave for a fratura, mais instável será o tornozelo. Ligamentos também podem estar danificados.

Causas

  • Entorse do tornozelo.
  • Quedas.
  • Acidente automobilístico.

 

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.
  • Deformidade no tornozelo.
  • Abrasões da pele ou feridas abertas.
  • Perda de sensibilidade (uma indicação de lesão do nervo).

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento: fratura do maléolo lateral.

Uma fratura de maléolo lateral é uma fratura da fíbula.

Existem diferentes níveis em que a fíbula pode ser fraturada. O nível da fratura pode direcionar o tratamento.

Tratamento não cirúrgico

Pode ser realizado se o tornozelo estiver estável, o que significa que o osso quebrado não está fora do lugar. Um raio-x de estresse pode ser feito para ver se o tornozelo é estável.

  • Imobilização com bota.
  • Medicação antiinflamatória.
  • Repouso.

 

Tratamento cirúrgico

Se a fratura está desviada ou se o tornozelo é instável, a fratura pode ser tratada com cirurgia. Durante o procedimento, os fragmentos de osso são reposicionados (reduzidos) no seu alinhamento normal e são fixados com placas e/ou parafusos. Em alguns casos, um parafuso ou haste dentro do osso pode ser usado para manter os fragmentos do osso juntos enquanto há consolidação da fratura

Tratamento: fratura do maléolo medial

Uma fratura do maléolo medial é uma fratura da tíbia. Essas fraturas geralmente ocorrem com uma fratura da fíbula (maléolo lateral), uma fratura na parte posterior da tíbia (maléolo posterior) ou com lesão nos ligamentos do tornozelo.

Tratamento não cirúrgico

Se a fratura não está fora do lugar ou é uma fratura muito baixa com peças muito pequenas, ela pode ser tratada sem cirurgia. Um raio-x do estresse pode ser feito para ver se a fratura e o tornozelo são estáveis.
Tratamento com imobilização.

Tratamento cirúrgico

Se a fratura está fora do lugar ou o tornozelo é instável, a cirurgia pode ser recomendada.

Uma fratura de maléolo medial pode incluir impactação ou desvio da articulação do tornozelo.

Dependendo da fratura, os fragmentos de osso podem ser fixados usando parafusos, uma placa e parafusos, ou técnicas de fixação diferentes.

Tratamento: fratura do maléolo posterior

Uma fratura do maléolo posterior é uma fratura na parte posterior da tíbia no nível da articulação do tornozelo.
Na maioria dos casos de fratura de maléolo posterior, o maléolo lateral (fíbula) também está quebrado. Isso ocorre porque compartilha anexos do ligamento com o maléolo posterior. Também pode haver uma fratura do maléolo medial.

Dependendo de quão grande é a peça quebrada, a parte de trás do tornozelo pode ser instável. Alguns estudos mostraram que, se a peça for maior que 25% da articulação do tornozelo, o tornozelo torna-se instável e deve ser tratado com cirurgia. É importante que uma fratura de maléolo posterior seja diagnosticada e tratada adequadamente devido ao risco de desenvolver artrite. A parte de trás da tíbia onde o osso quebra é coberta com cartilagem. A cartilagem é a superfície lisa que alinha uma articulação. Se o pedaço de osso quebrado é maior do que cerca de 25% do seu tornozelo e está fora do lugar mais de 2mm, a superfície da cartilagem não cicatrizará adequadamente e a superfície da articulação não será lisa. Esta superfície irregular geralmente leva a uma pressão aumentada e irregular na superfície da articulação, o que leva ao dano da cartilagem e ao desenvolvimento de artrite.

Tratamento não cirúrgico

Se a fratura não está fora do lugar e o tornozelo é estável, pode ser tratado sem cirurgia.

Tratamento com imobilização com bota e repouso.

Tratamento cirúrgico

Se a fratura está desviada ou se o tornozelo é instável, a cirurgia é recomendada.

Dependendo da fratura, os fragmentos de osso podem ser fixados usando parafusos ou uma placa e parafusos

Tratamento: fratura bimaleolar

"Bi" significa dois. "Bimaleolar" significa que dois dos três maléolos do tornozelo estão quebrados. Na maioria dos casos, o maléolo lateral e o maléolo medial estão quebrados e o tornozelo não é estável.

Uma fratura "equivalente bimaleolar" é aquela que, além de um dos maléolos está fraturado e os ligamentos do lado interno (medial) do tornozelo estão rompidos. Normalmente, isso significa que a fíbula (maléolo lateral) está fraturada juntamente com lesões nos ligamentos mediais, tornando o tornozelo instável. Um teste de estresse pode ser feito para ver se há lesão dos ligamentos mediais.

As fraturas bimaleolares ou fraturas equivalentes são fraturas instáveis e podem ser associadas à luxação.

Tratamento não cirúrgico

Essas lesões são consideradas instáveis e a cirurgia geralmente é recomendada. O tratamento não cirúrgico pode ser considerado se o paciente tiver problemas de saúde significativos, onde o risco de cirurgia é alto, ou se não anda.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico é frequentemente recomendado porque estas fraturas tornam o tornozelo instável.
As fraturas de maléolo lateral e medial são tratadas com as mesmas técnicas cirúrgicas descritas acima para cada fratura listada.

Tratamento: fratura trimaleolar

"Tri" significa três. As fraturas trimaleolares significam que os três maléolos do tornozelo estão quebrados. Estas são lesões instáveis e podem ser associadas à luxação.

Tratamento não cirúrgico

Essas lesões são consideradas instáveis e a cirurgia geralmente é recomendada. O tratamento não cirúrgico pode ser considerado se o paciente tiver problemas de saúde significativos, onde o risco de cirurgia é alto, ou se não anda.

Tratamento cirúrgico

Cada fratura pode ser tratada com as mesmas técnicas cirúrgicas descritas acima para cada fratura individual.

Tratamento: lesão da sindesmose

A articulação de sindesmose está localizada entre a tíbia e a fíbula e é mantida unida por ligamentos. Uma lesão da sindesmose pode ocorrer apenas no ligamento, é conhecido como entorse do tornozelo de alto grau. Dependendo de quão instável seja o tornozelo, essas lesões podem ser tratadas sem cirurgia. No entanto, esses entorses levam mais tempo para curar do que a entorse normal do tornozelo.

Em muitos casos, uma lesão da sindesmose inclui uma entorse do ligamento e uma ou mais fraturas. Estas são lesões instáveis e necessitam tratamento cirúrgico. Pode ser feita uma radiografia de teste de estresse para identificar a lesão.

Reabilitação

Há uma grande variedade de lesões e há também uma ampla gama de como as pessoas se curam após a lesão. Leva pelo menos 6 semanas para curar os ossos quebrados. Pode demorar mais tempo para que os ligamentos e os tendões envolvidos sejam curados.

O acompanhamento médico com consultas e radiografias será essencial para definir quando o paciente voltará a apoiar o pé.

A reabilitação é muito importante independente do tratamento realizado.

A fisioterapia terá um papel muito importante na reabilitação.

As pessoas que fumam, têm diabetes ou são idosas estão em maior risco de complicações após a cirurgia, incluindo problemas de cicatrização de feridas. Isso ocorre porque pode levar mais tempo para a consolidação óssea.

Embora a maioria das pessoas volte a atividades diárias normais, exceto para esportes, dentro de 3 a 4 meses, estudos mostraram que a maioria das pessoas demoram cerca de 2 anos até a recuperação total após as fraturas no tornozelo.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURA DO TORNOZELO EM CRIANÇAS

Descrição
Uma fratura no tornozelo é a rotura em um ou mais ossos que compõem o tornozelo: a tíbia, a fíbula e o tálus.
As fraturas do tornozelo em crianças são mais propensas a envolver a tíbia e a fíbula (os ossos longos na perna) do que o tálus (um osso menor no pé). As fraturas nas extremidades da tíbia e da fíbula geralmente envolvem as placas de crescimento, que são as áreas de desenvolvimento e crescimento do osso. Dessa forma, as fraturas da placa de crescimento no tornozelo muitas vezes requerem atenção imediata, porque as conseqüências a longo prazo podem incluir deformidades e discrepância no comprimento dos membros.
As fraturas pediátricas do tornozelo representam 9% a 18% de todas as fraturas de placas de crescimento. Em crianças de 10 a 15 anos, apenas lesões no antebraço e na mão são mais comuns do que as fraturas do tornozelo.
Três ossos compõem a articulação do tornozelo: tíbia, fíbula e tálus.

A tíbia e a fíbula possuem partes específicas que compõem o tornozelo:
Maléolo medial - parte interna da tíbia
Maléolo posterior - parte traseira da tíbia
Maléolo lateral - fim da fíbula

Ligamentos ajudam a tornar a articulação do tornozelo estável.
Nos ossos longos do corpo, o crescimento ocorre em cada extremidade do osso ao redor da placa de crescimento. Quando chega a maturidade esquelética, há fechamento das placas de crescimento e não há mais crescimento.

Causas
As lesões pediátricas do tornozelo normalmente ocorrem durante esportes ou por movimento bruscos quando a perna ou o pé torcem inesperadamente.

Sinais e Sintomas
Dor
Edema
A aparência deformada ou torta do tornozelo
Lesoes na pele
Incapacidade ou dor para andar ou apoiar o pé

Diagnóstico
Radiografias
Tomografia computadorizada
Ressonância magnética

Tipos de fraturas e tratamentos pediátricos do tornozelo
As fraturas pediátricas do tornozelo são geralmente classificadas com base em vários fatores, incluindo:
A localização da fratura
O grau de dano à placa de crescimento
A posição do pé no momento da lesão, como a pronação (sistema de classificação Lauge-Hansen)
A direção da força no momento da lesão, como a rotação externa (sistema de classificação Lauge-Hansen)

O sistema de classificação mais utilizado para fraturas de placas de crescimento seja o sistema Salter-Harris e será usado para descrever vários tipos de fraturas e opções de tratamento.

Fraturas Salter-Harris I e II
As fraturas de tipo I atravessam o osso na placa de crescimento, separando a extremidade óssea do eixo ósseo e interrompendo completamente a placa de crescimento. As fraturas de tipo II atravessam parte do osso na placa de crescimento e passam através do eixo do osso também.
Ambos os tipos de fraturas apresentam um baixo risco de comprometimento do crescimento, desde que tratadas a tempo.
O tratamento pode ser feito com redução fechada e imobilização com gesso, geralmente por 4 a 6 semanas. Se a redução fechada não tiver êxito, será necessária a redução aberta (os ossos são realinhados e geralmente mantidos no lugar com fixação interna, como pinos e parafusos).

Fraturas Salter-Harris III
Essas fraturas atravessam uma porção da placa de crescimento e quebram um pedaço da extremidade óssea. Eles muitas vezes danificam a placa de crescimento.
O tratamento adequado pode ser feito com redução fechada e imobilização com gesso, geralmente por 4 a 6 semanas. Se a redução fechada não tiver êxito, será necessária a redução aberta (os ossos são realinhados e geralmente mantidos no lugar com fixação interna, como pinos e parafusos).
Há risco de lesão na placa de crescimento com crescimento desigual, levando à deformidade do tornozelo.

Fraturas Salter-Harris IV
Essas fraturas atravessam o eixo do osso, a placa de crescimento e o fim do osso.
O tratamento adequado pode ser feito com redução fechada e imobilização com gesso, geralmente por 4 a 6 semanas. Se a redução fechada não tiver êxito, será necessária a redução aberta (os ossos são realinhados e geralmente mantidos no lugar com fixação interna, como pinos e parafusos).

Fraturas Salter-Harris V
Essas fraturas resultam de uma lesão de esmagamento na placa de crescimento por uma força de compressão. São fraturas raras que são difíceis de diagnosticar inicialmente. Os problemas de crescimento são uma grande preocupação com as fraturas de Tipo V. Em muitos casos, essas fraturas são diagnosticadas meses ou anos após a lesão quando a discrepância do perna ou a deformidade angular já se desenvolveram. O tratamento neste ponto visa corrigir a deformidade e/ou a discrepância no comprimento dos membros.

Fraturas da fíbula distal
Quando apenas a fíbula está fraturada, é normalmente uma fratura salter-Harris tipo I ou II. Essas fraturas isoladas resultam de trauma de baixa energia, como uma queda da própria altura. As fraturas fibulares distais isoladas consolidam sem problemas com imobilização tipo bota.

Fraturas da tíbia distal
A placa de crescimento na extremidade distal da tíbia fecha e desaparece em meninas por volta de 14 anos de idade e em meninos, 16 anos. Isso ocorre ao longo de um período de transição de 18 meses. Durante este tempo, a placa de crescimento primeiro começa a fechar no centro do osso, depois fechará na direção anterior, depois posterior e, finalmente, em todo o lado externo do osso.
É durante este período que podem ocorrer "fraturas de transição" da placa de crescimento em maturação. Duas fraturas de transição comuns da tíbia distal são: fratura triplanar e fratura de Tillaux.

Fratura triplanar
As fraturas triplanares se estendem através da epífise, fise (placa de crescimento) e metáfise do osso.
O tratamento desse tipo de fratura depende da quantidade de deslocamento entre os ossos quebrados. Fraturas minimamente deslocadas (menos de 2 milímetros) e fraturas não deslocadas podem ser tratadas com imobilização tipo bota. O tratamento para fraturas com desvio pode ser feito com redução fechada e imobilização com gesso, geralmente por 4 a 6 semanas. Se a redução fechada não tiver êxito, será necessária a redução aberta (os ossos são realinhados e geralmente mantidos no lugar com fixação interna, como pinos e parafusos).

Fratura de Tillaux
Esta é uma fratura Salter-Harris tipo III que se estende através da placa de crescimento e articulação na região anterior e lateral da tíbia distal. As fraturas de Tillaux representam 3% a 5% das fraturas do tornozelo pediátrico.

Resultados a longo prazo
As fraturas da placa de crescimento devem ser observadas cuidadosamente para garantir resultados adequados a longo prazo. Isso ocorre porque essas fraturas podem levar à deformidade do tornozelo se o crescimento for desigual. As visitas regulares de acompanhamento devem continuar pelo menos um ano após a fratura. Fraturas complicadas (como os tipos III, IV e V) devem ser acompanhadas até que a criança atinja a maturidade esquelética.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DA CLAVÍCULA

Descrição

As fraturas da clavícula são comuns e ocorrem em pessoas de todas as idades. A maioria das fraturas ocorre na porção média do osso. Ocasionalmente, o osso se rompe onde se fixa na caixa torácica ou na escápula.

As fraturas da clavícula variam e podem ser incompletas, completas e cominutivas. Os fragmentos ósseos podem estar alinhados ou desalinhados.

Causas

As fraturas da clavícula geralmente são causadas por trauma direto no ombro. Isso pode acontecer durante uma queda sobre o ombro ou uma colisão de carro. Uma queda com o braço estendido também pode causar uma fratura da clavícula. Em bebês, a fratura da clavícula pode ocorrer durante a passagem pelo canal do parto.

Sinais e Sintomas

A fratura da clavícula pode ser muito dolorosa e dificultar a movimentação do braço. Outros sinais e sintomas de uma fratura podem incluir: incapacidade de levantar o braço por causa da dor, crepitação no local da fratura, deformidade do ombro e edema local.


Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

A maioria das fraturas de clavícula pode ser tratadas sem cirurgia.

O tratamento não cirúrgico pode incluir:

  • Tipóia para o braço
  • Medicação para analgesia
  • Fisioterapia

Após uma fratura de clavícula, é comum perder um pouco de força nos ombros e nos braços. Quando o osso começar a cicatrizar, a dor diminuirá e o paciente poderá iniciar exercícios suaves para o ombro. Esses exercícios ajudarão a evitar rigidez e fraqueza. Exercícios mais extenuantes serão iniciados gradualmente, uma vez que a fratura esteja completamente curada.

Complicações não são frequentes, mas podem ocorrer: consolidação viciosa (quando a fratura cicatriza de forma desalinhada), pseudoartrose (quando a fratura não consolida).

Uma protuberância pode se desenvolver sobre o local da fratura à medida que a fratura cicatriza, chama-se calo ósseo, e geralmente fica menor com o tempo. Ele desaparece em fraturas de crianças, pois há remodelação óssea.

Tratamento cirúrgico

Se os fragmentos ósseos estiverem desalinhados, pode ser necessária cirurgia. Redução aberta e fixação interna: este é o procedimento mais utilizado para tratar cirurgicamente as fraturas da clavícula. Durante o procedimento, os fragmentos ósseos são primeiro reposicionados (reduzidos) em seu alinhamento normal. Depois é realizada a fixação com placa e parafusos ou pinos.

Exercícios específicos ajudarão a restaurar o movimento e fortalecer o ombro. Embora seja um processo lento, seguir orientações de fisioterapia é um fator importante para retornar a todas as atividades diárias.

Os pacientes que fumam ou usam produtos de tabaco, têm diabetes ou são idosos correm um risco maior de complicações durante e após a cirurgia. Eles são mais suscetíveis  a ter problemas com a cicatrização de feridas e ossos.

Com o tratamento cirúrgico ou não-cirúrgico, pode levar vários meses para a clavícula consolidar. A cura pode levar mais tempo em diabéticos ou em pessoas que fumam ou usam produtos de tabaco.

A maioria das pessoas retorna às atividades regulares dentro de 3 meses após a lesão.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DA PATELA

Descrição

A patela é um pequeno osso localizado na frente da articulação do joelho, onde o fêmur e a tíbia se encontram. Protege o joelho e liga os músculos da frente da coxa até a tíbia. A patela se articula com o fêmur. As extremidades do fêmur e as partes inferiores da patela são cobertas com cartilagem articular. Esta cartilagem ajuda os ossos a deslizarem facilmente durante o movimento do joelho.

A patela pode ter uma fratura de várias maneiras; pode ser simples ou cominutiva. Pode ocorrer uma fratura na parte superior, central ou inferior do osso.

Tipos de fratura da patela

  • Fratura estável: Os fragmentos de osso podem permanecem em contato uns com os outros ou podem ser separados por apenas um milímetro ou dois. Em uma fratura estável, os ossos geralmente permanecem no lugar durante a cicatrização.
  • Fratura com desvio: Os fragmentos do osso estão separados e não se alinham corretamente. Este tipo de fratura geralmente requer cirurgia para colocar os fragmentos de osso juntos.
  • Fratura cominutiva: Neste tipo de fratura, o osso quebra em três ou mais partes. Dependendo do padrão específico da fratura, uma fratura cominutiva pode ser estável ou instável.
  • Fratura exposta: Ocorre quando há uma fratura na qual os fragmentos de osso saem através da pele ou uma ferida expõe o osso fraturado. As fraturas expostas geralmente envolvem muito mais danos aos músculos, tendões e ligamentos circundantes. Elas têm um maior risco de complicações, especialmente infecções, e demoram mais tempo para consolidar.

 

Causas

  • Queda sobre o joelho.
  • Trauma contuso no joelho, como pode ocorrer durante uma colisão frontal de veículo e o joelho vai de encontro ao painel do carro.
  • A patela também pode ser fraturada indiretamente. Por exemplo, durante contração súbita do músculo quadríceps no joelho.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.

 

Uma pessoa pode nascer com ossos extras na patela que não cresceram juntos. Esta condição é chamada de patela bipartida e pode ser confundida com uma fratura.

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.
  • Deformidade no joelho.

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

Se os fragmentos ósseos estiverem alinhados, pode ser feito o tratamento conservador com uso de imobilização para o joelho.

Tratamento cirúrgico

Em casos de fraturas com desvios será necessário o tratamento cirúrgico, que pode ser feito com parafusos ou banda de cerclagem.

Se o tratamento é cirúrgico ou não cirúrgico, a reabilitação desempenhará um papel vital para retornar para as atividades diárias. Um plano de reabilitação com fisioterapia será projetado para ajudar a restaurar a força muscular normal, movimento das articulações e flexibilidade.

Em poucos casos, a fratura de patela pode causar artrite pós-traumática e fraqueza muscular.

O tempo necessário para se recuperar após uma fratura de patela dependerá de vários fatores, incluindo:

  • A gravidade da lesão.
  • O tipo de tratamento realizado.
  • O tempo necessário para a reabilitação.

 

A maioria dos pacientes poderá retornar às suas atividades normais dentro de 3 a 6 meses. Para pacientes com fraturas graves, o retorno à atividade pode levar mais tempo.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

FRATURAS DA TÍBIA

Descrição

A perna possui dois ossos: a tíbia e a fíbula. A tíbia é o maior dos dois ossos é uma parte importante da articulação do joelho e da articulação do tornozelo.

A tíbia pode fraturar de várias maneiras. A gravidade da fratura geralmente depende da quantidade de força no trauma. A fíbula também pode estar fraturada.

Tipos comuns de fraturas da tíbia incluem:

  • Fratura estável: este tipo de fratura tem bom alinhamento e os ossos geralmente permanecem no lugar durante a cicatrização.
  • Fratura com desvio: quando as extremidades da fratura não se alinham. Geralmente requer cirurgia.
  • Fratura transversal: a linha de fratura é horizontal. Essa fratura pode ser instável, especialmente se a fíbula também está fraturada.
  • Fratura oblíqua: este tipo de fratura possui um padrão angulado e normalmente é instável. Se uma fratura oblíqua é inicialmente estável ou minimamente deslocada, ao longo do tempo pode desviar, principalmente se a fíbula não estiver quebrada.
  • Fratura espiral: Este tipo de fratura é causada por uma força de torção. O resultado é uma linha de fratura em forma de espiral no osso. As fraturas em espiral podem ser desviadas ou estáveis, dependendo da quantidade de força que causa a fratura.
  • Fratura cominutiva: este tipo de fratura é muito instável, pois há vários fragmentos ósseos.
  • Fratura exposta: quando há uma fratura na qual os fragmentos de osso saem através da pele ou uma ferida expõe o osso fraturado. As fraturas expostas geralmente envolvem muito mais danos aos músculos, tendões e ligamentos circundantes. Eles têm um maior risco de complicações, especialmente infecções, e demoram mais tempo para consolidar.
  • Fratura fechada: fragmentos de osso não saem através da pele, mas os tecidos moles internos podem ser gravemente danificados. Em casos extremos, pode ocorrer a síndrome compartimental com interrupção do suprimento de sangue para a perna. Isso pode levar à morte muscular, e em casos raros, à amputação.

 

Causas
Colisões de alta energia, como um choque de automóvel ou motocicleta, são causas comuns de fraturas da tíbia.

Lesões esportivas, como uma queda ao esquiar ou correr durante o futebol, são lesões de baixa energia que podem causar fraturas da tíbia. Essas fraturas são tipicamente causadas por uma força de torção e podem causar fratura oblíqua ou espiral.

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.
  • Deformidade na perna.
  • Abrasões da pele ou feridas abertas.
  • Perda de sensibilidade (uma indicação de lesão do nervo).

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.

 

Tratamento

Fatores para levar em consideração:

  • A causa da lesão.
  • A saúde geral do paciente.
  • A gravidade da lesão.
  • A extensão do dano ao tecido mole.

 

Tratamento não cirúrgico

O tratamento não cirúrgico pode ser recomendado para pacientes que:

  • Tem graves problemas de saúde.
  • São menos ativos, por isso são mais capazes de tolerar pequenos graus de angulação ou diferenças no comprimento das pernas.
  • Fraturas estáveis.

O tratamento é realizado com imobilização gessada. Durante o tratamento pode ser trocada por imobilizador, se for o caso.

Tratamento cirúrgico

  • Fratura exposta.
  • Fratura  instável (muitos fragmentos de osso e grandes graus de desvio).
  • Fratura que não consolidou com o tratamento não cirúrgico.

 

Haste intramedular

Durante este procedimento, uma haste de metal especialmente projetada é inserida da frente do joelho para baixo no canal medular da tíbia. A haste passa através da fratura para mantê-la na posição. As hastes intramedulares são projetadas em vários comprimentos e diâmetros para tratar todos os tamanhos de ossos.

A haste intramedular não é ideal para fraturas em crianças e adolescentes porque é necessário tomar cuidado para evitar cruzar as placas de crescimento do osso.

Placas e parafusos

São mais usadas em fraturas que se estendem nas articulações do joelho ou do tornozelo.

Fixação externa

Neste tipo de cirurgia, pinos metálicos são colocados no osso acima e abaixo do local da fratura. Os pinos estão presos a uma barra fora da pele. Este dispositivo é um quadro estabilizador que mantém os ossos na posição adequada para que eles possam consolidar.

Fraturas da diáfise do fêmur podem causar maiores lesões e complicações. As extremidades dos ossos quebrados são muitas vezes afiadas e podem cortar ou rasgar os vasos sanguíneos circundantes ou os nervos. Pode ocorrer embolia gordurosa e síndrome compartimental devido à fratura.

O tempo para retornar às atividades diárias varia de acordo com diferentes tipos de fraturas. Um plano de reabilitação deverá projetado para ajudar a restaurar a força muscular normal e evitar rigidez, movimento das articulações e flexibilidade. O objetivo da reabilitação é retornar às atividades diárias e isso pode levar até um ano ou mais.

A saúde geral pode alterar a consolidação óssea. O uso de tabaco e corticosteroides afeta a cicatrização do osso e da pele.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

FRATURAS DA TÍBIA PROXIMAL

Descrição

Existem vários tipos de fraturas da tíbia proximal. Podem ser cominuídas ou transversas. Às vezes essas fraturas se estendem para a articulação do joelho e separam a superfície do osso em algumas ou muitas partes. Essas fraturas são chamadas intra-articulares. Como danificam a superfície da cartilagem do osso, as fraturas intra-articulares podem ser de tratamento mais difícil.

As fraturas que envolvem o platô tibial ocorrem quando uma força compressiva conduz a extremidade inferior do fêmur contra a extremidade proximal da tíbia. O impacto faz com que o osso esponjoso seja comprimido e permaneça afundado. Este dano à superfície do osso pode resultar em alinhamento inadequado dos membros, e ao longo do tempo pode contribuir para a artrite e instabilidade do joelho.

As fraturas da tíbia proximal podem ser fechadas (o que significa que a pele está intacta) ou podem ser expostas (quando há uma fratura na qual os fragmentos de osso saem através da pele ou uma ferida expõe o osso fraturado). As fraturas expostas geralmente envolvem muito mais danos aos músculos, tendões e ligamentos circundantes. Elas têm um maior risco de complicações, especialmente infecções, e demoram mais tempo para consolidar.

Causas

A fratura da tíbia proximal pode ocorrer a partir do estresse ou de osso já comprometido (como em câncer ou infecção). A maioria, no entanto, é o resultado de trauma.

Os jovens estão propensos a esses tipo de fratura como resultado de uma lesão de alta energia, como queda de altura, trauma relacionado ao esporte e acidentes automobilísticos.

As pessoas mais velhas, com ossos de menor resistência, podem ter esse tipo de fratura com lesões de baixa energia, por exemplo a queda da própria altura.

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.
  • Deformidade no joelho.
  • Abrasões da pele ou feridas abertas.
  • Perda de sensibilidade (uma indicação de lesão do nervo).

 

Exames de imagem

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento
A fratura da tíbia proximal pode ser tratada de forma não cirúrgica ou cirúrgica. Existem benefícios e riscos associados a ambas formas de tratamento.

Tratamento não cirúrgico

O tratamento não cirúrgico consiste na imobilização do joelho e pode incluir restrições ao movimento e ao apoio sobre o membro comprometido.

Tratamento cirúrgico

Existem diferentes métodos para tratamento cirúrgico.

Nos casos de fratura, em que a articulação está preservada, uma haste intramedular ou placa com parafusos pode ser usada para estabilizar a fratura.

Placas e parafusos também são usados para fraturas intra-articulares. Nestes casos, eventualmente é necessário uso de enxerto ósseo para o suporte adequado da articulação durante a consolidação óssea e evitar o colapso.

Tratamento de emergência

  • Fraturas Expostas: O tratamento cirúrgico precoce visa a limpeza e desbridamento para diminuir o risco de infecção.
  • Fixação Externa: Se os tecidos moles (pele e músculo) em torno da fratura estão gravemente danificados, ou se levará algum tempo antes de tolerar uma cirurgia mais longa por razões de saúde, pode ser colocado um fixador externo temporário. Neste tipo de cirurgia, pinos metálicos são colocados no osso acima e abaixo do local da fratura. Os pinos estão presos a uma barra fora da pele. Este dispositivo é um quadro estabilizador que mantém os ossos na posição adequada.
  • Síndrome do Compartimento: o edema excessivo pode levar à síndrome compartimental, com interrupção do suprimento de sangue para a perna. Isso pode resultar em consequências graves e requer uma cirurgia de emergência, chamada fasciotomia.

 

Como as fraturas da tíbia proximal podem envolver uma articulação importante para a sustentação do peso do corpo, há algumas preocupações a longo prazo. Estas incluem perda de movimento do joelho, estabilidade e a artrite pós-traumática.

Um plano de reabilitação será projetado para ajudar a restaurar a força muscular normal, movimento das articulações e flexibilidade. O objetivo da reabilitação é retornar às atividades diárias. Isso pode levar até um ano ou mais.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

FRATURAS DE CALCÂNEO

Descrição

O calcâneo é o maior dos ossos do pé. Encontra-se na parte de trás do pé abaixo dos três ossos que compõem a articulação do tornozelo. Três ossos compõem a articulação do tornozelo: tíbia, fíbula e tálus. O calcâneo e o tálus formam a articulação subtalar. A articulação subtalar permite o movimento da região posterior do pé e é especialmente importante para o equilíbrio em superfícies irregulares.

As fraturas de calcâneo são incomuns. A fratura pode fazer com que o osso do calcanhar se alargue e encurte. Em alguns casos, a fratura também pode entrar na articulação subtalar no pé. Quando isso ocorre, o dano à cartilagem articular que cobre a articulação pode causar complicações a longo prazo, como dor crônica, artrite e perda de movimento.

A gravidade de uma lesão no calcâneo depende de vários fatores, incluindo:

  • O número de fraturas.
  • A quantidade e o tamanho dos fragmentos de osso.
  • A distância de deslocamento de cada fragmento de osso. Em alguns casos, os ossos estão alinhados; em fraturas mais graves, pode haver uma grande diferença entre as peças quebradas, ou os fragmentos podem se sobrepor uns aos outros.
  • A lesão nas superfícies da cartilagem na articulação subtalar.
  • A lesão nos tecidos moles circundantes, como músculo, tendões e pele.
  • Fratura exposta. Geralmente causa mais danos aos músculos, tendões e ligamentos circundantes e leva mais tempo para curar. Também apresentam maior risco de infecção tanto na ferida quanto no osso. É necessário um tratamento imediato para limpar a ferida para prevenir a infecção.

 

Causas

  • O calcâneo é mais frequentemente fraturado em:
  • Queda de uma altura
  • Entorse grave do tornozelo
  • Acidente automobilístico
  • A gravidade de uma fratura pode variar conforme o trauma. Em uma fratura de alta energia, podem ocorrer outras lesões, como fraturas da coluna vertebral, do quadril ou do outro calcanhar.

 

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Deformidade do calcanhar.
  • Incapacidade de colocar o peso no calcanhar ou andar.
  • Claudicação.
  • Alargamento do calcanhar.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.

 

Tratamento

Como a maioria das fraturas do calcâneo causa alargamento e encurtamento, o objetivo do tratamento é restaurar a anatomia normal do calcanhar. Em geral, os pacientes cuja anatomia normal do calcanhar são restaurados têm melhores resultados. Na maioria dos casos, para recriar a anatomia do calcanhar é necessária a cirurgia.

Tratamento não cirúrgico

O tratamento não cirúrgico pode ser recomendado se os fragmentos ósseos estiverem alinhados.

Imobilização por 6 a 8 semanas, ou possivelmente por mais tempo. Durante este tempo, o paciente não poderá colocar peso em seu pé até que a fratura esteja consolidada.

Tratamento cirúrgico

Recomendado em casos de fraturas com desvios.

As técnicas cirúrgicas podem variar de acordo com o tipo de fratura:

  • Fixação percutânea com parafuso.
  • Redução aberta e fixação interna.

Pacientes com fraturas mais graves também são mais propensos a sofrer algum grau de perda permanente de função, independente do tratamento.

O tempo necessário para retornar às atividades diárias dependerá do tipo e gravidade da fratura e se existem outras lesões.

Alguns pacientes podem iniciar atividades com apoio algumas semanas após uma lesão ou cirurgia; outros podem precisar aguardar 3 meses ou mais antes de colocar o calcanhar no chão. A maioria dos pacientes pode começar a apoiar o calcanhar no chão parcialmente entre 6 e 10 semanas após a lesão ou a cirurgia.

A fisioterapia pode ajudar a melhorar a amplitude de movimento do pé e tornozelo e fortalecer os músculos de apoio.
Quando o paciente começar a andar, talvez seja necessário usar muletas, bengala, andador ou bota imobilizadora. É muito importante seguir as instruções do ortopedista.

As fraturas de calcâneo podem causar: rigidez articular, dor crônica, edema crônico, artrite pós-traumática.
O tabagismo afeta a cicatrização de ossos e feridas. Com ou sem cirurgia, pode causar atraso na consolidação do osso e na cicatrização das feridas cirúrgicas.

Se a lesão for menor, como uma única fratura com pouco dano muscular, o paciente poderá retomar as atividades normais de 3 a 4 meses após a cirurgia. Se a sua fratura for grave, no entanto, pode levar de 1 a 2 anos até a recuperação completa.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DE ESTRESSE DO PÉ E DO TORNOZELO

Descrição

As fraturas por estresse ocorrem mais frequentemente no segundo e terceiro ossos metatarsos no pé, que são mais finos (e frequentemente mais longos) que o primeiro metatarso adjacente. Esta é a área de maior impacto no pé ao pisar ou correr.

Fraturas por estresse também podem estar presentes no calcâneo, fíbula, tálus e navicular.

Muitas fraturas por estresse são lesões por uso excessivo. Eles ocorrem ao longo do tempo quando forças repetitivas resultam em danos microscópicos ao osso. A força repetitiva que provoca uma fratura por estresse não é grande o suficiente para causar uma fratura aguda (por exemplo uma fratura aguda de tornozelo causada por uma queda). As fraturas por estresse de uso excessivo ocorrem quando um movimento é repetido com tanta frequência que os ossos que suportam o peso e os músculos de suporte não têm tempo suficiente para descanso entre os exercícios.

O osso está em constante estado de renovação - um processo chamado remodelação. Novo osso desenvolve e substitui o osso mais antigo. Se a atividade de um atleta é muito intensa, a quebra do osso mais velho ocorre rapidamente e ultrapassa a capacidade do corpo de repará-lo e substituí-lo. Como resultado, o osso enfraquece e fica vulnerável a fraturas por estresse.

Causas

A causa mais comum de fraturas por estresse é um aumento repentino da atividade física (frequência, duração ou intensidade). Pode ocorrer em corredores e atletas que participam de esportes de corrida, como futebol e basquete. Mesmo para aqueles que não são atletas, um aumento repentino na atividade pode causar uma fratura por estresse.

Por exemplo, a pessoa que raramente caminha no dia-a-dia, mas acaba andando excessivamente (ou em superfícies irregulares) durante as férias, poderá sofrer uma fratura por estresse. Um novo estilo de sapatos pode diminuir a capacidade do pé de absorver forças repetitivas e resultar em uma fratura por estresse.

Insuficiência óssea

As condições que diminuem a força e a densidade óssea, como a osteoporose e certos medicamentos a longo prazo, podem torná-lo mais propenso a sofrer uma fratura por estresse, mesmo ao realizar atividades cotidianas normais. Por exemplo, as fraturas por estresse são mais comuns nos meses de inverno, quando a vitamina D está mais baixa no corpo.

Estudos mostram que atletas do sexo feminino são mais propensas a fraturas por estresse do que atletas masculinos. Isso pode ser devido, em parte, à diminuição da densidade óssea, uma condição chamada de "tríade da atleta do sexo feminino". Quando uma menina ou uma jovem chega a extremos em dietas ou exercícios, três doenças inter-relacionadas podem se desenvolver: distúrbios alimentares, disfunção menstrual e osteoporose prematura. À medida que a massa óssea de uma atleta do sexo feminino diminui, suas chances de ter uma fratura por estresse aumentam.

Condicionamento Pobre

Aumentar a intensidade do exercício de forma abrupta pode gerar fraturas por estresse. Isso pode acontecer com iniciantes, mas também ocorre com atletas experientes. Por exemplo, os corredores que treinam menos durante os meses de inverno podem estar ansiosos para continuar exatamente onde pararam no final da temporada anterior. Esta situação, na qual os atletas não só aumentam os níveis de atividade, mas também negligenciam qualquer desconforto e não dão a seus corpos a oportunidade de se recuperar, pode levar a fraturas por estresse.

Técnica imprópria

Qualquer fator que altere a mecânica como o pé absorve o impacto ao atingir o solo pode aumentar o risco de fratura por estresse. Por exemplo, uma bolha, joanete ou tendinite pode afetar a maneira como apóia o pé ao caminhar ou correr, e pode gerar maior pressão que o normal em determinadas áreas do pé.

Mudança na Superfície

Uma mudança no treinamento ou na superfície do treino, como um jogador de tênis que passa de uma quadra de grama para uma quadra dura ou um corredor que passa de uma esteira para uma pista ao ar livre, pode aumentar o risco de fratura por estresse.

Equipamento Impróprio

Usar sapatos gastos ou frágeis que tenham perdido sua capacidade de absorção de choque pode contribuir para fraturas por estresse.

Sinais e Sintomas

O sintoma mais comum de uma fratura por estresse no pé ou no tornozelo é a dor. A dor geralmente se desenvolve gradualmente e piora durante as atividades físicas ou diárias. Também pode estar presente edema na parte superior do pé ou na parte externa do tornozelo

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento

O objetivo do tratamento é aliviar a dor e permitir a cura da fratura para retornar às atividades.
O tratamento pode variar dependendo da localização da fratura por estresse e sua gravidade. A maioria das fraturas por estresse é tratada de forma não cirúrgica.

 

Tratamento não cirúrgico

  • Repouso.
  • Gelo.
  • Medicação anti-inflamatório.
  • Suspender atividades de alto impacto.
  • Imobilização com bota ou sandália ortopedica.

Tratamento cirúrgico

Algumas fraturas por estresse exigem cirurgia para cicatrizar corretamente. Pinos, parafusos e / ou placas podem ser usados nestes casos.

Na maioria dos casos, leva 6 a 8 semanas para a cicatrização da fratura. Fraturas por estresse mais graves podem levar mais tempo. Embora possa ser difícil suspender a atividade física, retornar à atividade de forma precoce pode colocar em risco de fraturas por estresse maiores e mais difíceis de curar e um tempo de repouso ainda maior. Uma nova lesão pode levar a problemas crônicos e a fratura por estresse pode nunca ser curada adequadamente.

Uma vez que a fratura por estresse esteja cicatrizada e não haja dor, o paciente pode retornar gradualmente à atividade. Durante a fase inicial da reabilitação, é recomendado dias alternados de atividade com dias de descanso. À medida que o nível de condicionamento físico melhorar, pode-se aumentar lentamente a frequência, duração e intensidade do exercício.

As diretrizes a seguir podem ajudá-lo a evitar fraturas por estresse:

  • Ter uma dieta saudável: uma dieta balanceada rica em cálcio e vitamina D ajudará a fortalecer os ossos.
  • Usar tênis adequados: Sapatos velhos ou desgastados podem perder a capacidade de absorver o choque e causar ferimentos. Em geral, os calçados esportivos devem ter uma palmilha mais macia e uma sola exterior mais rígida.
  • Começar a nova atividade lentamente: Aumentar gradualmente o tempo, velocidade e distância. Na maioria dos casos, um aumento de 10% por semana é apropriado.
  • Alternar as atividades: Variar as atividades para ajudar a evitar sobrecarregar uma área do corpo. Por exemplo, alterne um esporte de alto impacto como correr com esportes de menor impacto, como natação ou ciclismo.
  • Adicionar treinamento de força ao treino: uma das melhores maneiras de prevenir a fadiga muscular precoce e a perda de densidade óssea que vem com o envelhecimento é incorporar o treinamento de força. Exercícios de treinamento de força usam métodos de resistência como pesos livres, faixas de resistência ou o próprio peso corporal para construir músculos e força.

Parar a atividade se a dor ou o edema retornar. Descansar por alguns dias. Se a dor persistir, consultar o médico.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DO ACETÁBULO

Descrição

As fraturas acetabulares têm diferentes padrões e a gravidade da fratura depende de diversos fatores:

  • O número e o tamanho dos fragmentos de fratura.
  • A quantidade de fragmentos desalinhados. Em alguns casos, os fragmentos da fratura estão alinhados adequadamente. Em fraturas mais graves, pode haver grande desalinhamento, ou os fragmentos podem se sobrepor uns aos outros.
  • A lesão nas superfícies da cartilagem tanto do acetábulo quanto da cabeça do fêmur.
  • A lesão nos tecidos moles adjacentes, como músculo, tendões, nervos e pele.

Se há fratura com lesão da pele e exposição do osso na pele, esta é chamada fratura exposta. Este tipo de fratura é grave porque pode ocorrer infecção na ferida e no osso. É necessário um tratamento imediato para prevenir a infecção. As fraturas expostas do acetábulo são raras porque a articulação do quadril está bem coberta com tecidos moles. Quando ocorrem, eles são geralmente resultado de trauma de alta energia

A anatomia da pelve fornece suporte anterior e posterior para a articulação do quadril. São vários padrões diferentes de fraturas acetabulares baseados em:

  • Localização: coluna anterior ou posterior do osso da pelve ou a área ao redor da borda óssea do acetábulo, parede anterior ou posterior.
  • Orientação: padrão do traço da fratura.

As fraturas acetabulares também podem ocorrer em uma combinação de padrões.

Causas

A fratura do acetábulo normalmente ocorre por um trauma que conduz a cabeça do fêmur contra o acetábulo. Esta força pode ser transmitida a partir do joelho (como o trauma do joelho contra o painel em uma colisão frontal de carro) ou do lado (como cair de uma altura diretamente no quadril). Dependendo da direção da força, a cabeça do fêmur é às vezes empurrada para fora da articulação do quadril, uma lesão chamada luxação do quadril.

Quando a fratura é causada por impacto de alta energia, os pacientes podem sofrer grandes hemorragias abdominais e outras lesões graves que requerem atenção urgente.

As fraturas acetabulares podem ser causadas por enfraquecimento ósseo, que é mais comum em pacientes mais velhos e que têm osteoporose. Embora esses pacientes geralmente não tenham outras lesões, eles podem ter problemas médicos complicados, como doenças cardíacas ou diabetes.

Sinais e Sintomas

O paciente tem dor, que é agravada com o movimento. Se houver lesão nervosa concomitante com a fratura, o paciente pode sentir dormência, fraqueza ou sensação de formigamento na perna.

Os pacientes com fraturas causadas por trauma de alta energia quase sempre irão ou serão levados para o atendimento de emergência para atendimento e estabilização inicial devido à gravidade de seus sintomas. Também pode haver lesões na cabeça, no peito, no abdômen ou nas pernas. Se houver uma perda significativa de sangue, isso pode levar a choque - uma condição potencialmente fatal que pode resultar em falência de órgãos.

Diagnóstico

  • Radiografia.
  • Tomografia computadorizada.

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

O tratamento não cirúrgico pode ser recomendado para fraturas estáveis ​​nas quais não há desalinhamento. Também pode ser recomendado para pacientes com maior risco de complicações cirúrgicas.

O tratamento não cirúrgico pode incluir:

  • Cadeira de rodas, muletas ou andadores
  • Travesseiro de abdução ou imobilizador de joelho (para limitar os movimentos do quadril)
  • Medicamentos (analgesicos, anti-coagulantes para prevenir trombose)

 

Tratamento cirúrgico

A maioria das fraturas acetabulares é tratada com cirurgia. Como as fraturas acetabulares danificam a superfície da cartilagem do osso, um objetivo importante da cirurgia é restaurar uma superfície lisa do quadril.
A maioria das fraturas acetabulares não é operada no mesmo dia. Algumas vezes o tratamento cirúrgico é postergado para que o paciente tenha condições clínicas adequadas para o procedimento. Durante este período, pode ser necessária a tração esquelética ou fixador externo para imobilizar o membro acometido, a fim de evitar danos adicionais e proporcionar alívio da dor.

Redução aberta e fixação interna

Durante a cirurgia, os fragmentos de osso desviados são reposicionados (reduzidos) em seu alinhamento normal e fixados com placas e parafusos. Dependendo da localização da sua fratura, a abordagem será anterior e/ou posterior no quadril.

Artroplastia total do quadril

Em alguns casos, o acetábulo está tão danificado que o reparo ou a reconstrução provavelmente não proporcionará um bom resultado a longo prazo. Nessa situação, pode ser recomendada a artroplastia total do quadril.

Sempre que possível, será realizado o tratamento cirúrgico com redução e fixação interna da fratura. No entanto, se isso não for viável, o tratamento pode ser postergado para que ocorra a consolidação da fratura com desalinhamento e, posteriormente, a realização de artroplastia total do quadril. Muitos fatores devem ser considerados para o tratamento, incluindo a idade e nível de atividade, para determinar se a artroplastia total do quadril é o tratamento mais apropriado.

Pós-operatório

  • Controle da dor com analgésicos.
  • Uso de anticoagulantes de acordo com recomendações médicas.
  • Suspender carga: não deverá andar por algumas semanas a depender do tratamento realizado. A locomoção será com cadeiras de rodas, muletas, bengalas.
  • Fisioterapia: as instruções serão dadas de acordo com recomendações médicas.
  • Retorno às atividades físicas deverá ser de acordo com recomendações médicas.

Algumas complicações podem acontecer em decorrência da fratura, principalmente quando há luxação do quadril: artrite pós-traumática, infecção, trombose, lesão do nervo ciático, ossificação heterotópica, necrose avascular.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DO ANTEPÉ

Descrição

O antepé tem 5 ossos metatarsais e 14 falanges (dedos dos pés). Existem 3 falanges em cada dedo do pé, exceto no primeiro dedo do pé, que tem apenas 2.

Todos os ossos do antepé são projetados para trabalhar juntos quando a pessoa caminha. Uma fratura em qualquer desses ossos pode ser dolorosa e afetar o funcionamento do pé.

As fraturas podem ser: sem desvio (quando há fratura, mas as extremidades do osso estão juntas), ou com desvio (quando as extremidades dos ossos quebrados estão separadas parcial ou completamente).

As fraturas também podem ser divididas em "fraturas fechadas" (quando a pele não foi violada) e "fraturas expostas" (quando a pele foi violada, há ferimento e a ferida se estende até o osso). As fraturas expostas são particularmente graves porque, uma vez que a pele é quebrada, as bactérias podem entrar na ferida e causar infecção no osso. O tratamento imediato é necessário para prevenir a infecção.

Causas

Fraturas dos ossos do antepé geralmente resultam de trauma direto no osso. As fraturas também podem se desenvolver após atividade repetitiva, em vez de uma única lesão e isso é chamado de "fratura por estresse".

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Deformidade no local da fratura.
  • Abrasões da pele ou feridas abertas.
  • Perda de sensibilidade (uma indicação de lesão do nervo).
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.

 

Exames de imagem

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento

O tratamento para uma fratura do dedo do pé ou do metatarso depende da localização da lesão e do tipo de fratura.

Tratamento de fraturas dos dedos

Tratamento com esparadrapagem, bota imobilizadora, medicação antiinflamatória e repouso. Se houver desvio do osso, pode ser necessária manipulação e redução da fratura.

Tratamento de fraturas dos metatarsos

Tratamento com bota imobilizadora, medicação antiinflamatória e repouso se não houver desvio da fratura.

Tratamento cirúrgico em fraturas com desvio. Fixação é feita com pinos ou placa e parafusos.

O quinto metatarso pode ter uma fratura horizontal ou transversal localizada na base, conhecida como "fratura de Jones". Como o suprimento de sangue para essa área é pobre, as fraturas de Jones são mais propensas a dificuldades na cicatrização.

A consolidação pode demorar 4 a 8 semanas.

O retorno às atividades diárias e às atividades físicas dependerá do tipo de fratura.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DO FÊMUR

Descrição

As fraturas da diáfise do fêmur variam muito, dependendo da força que causa a fratura. Os fragmentos ósseos podem permanecer alinhados ou podem desalinhar-se; a fratura pode ser fechada (pele intacta) ou aberta (quando o osso perfura a pele).

As fraturas do fêmur são descritas usando sistemas de classificação de acordo com:

  • A localização da fratura (o eixo do fêmur é dividido em terços: distal, médio e proximal).
  • O padrão da fratura (por exemplo, o osso pode quebrar em diferentes direções, como transversal, oblíquo, em espiral).
  • Se a fratura é fechada ou exposta.

 

Alguns tipos de fraturas do fêmur são:

  • Fratura transversal: a fratura é uma linha horizontal direta que atravessa o eixo.
  • Fratura oblíqua: este tipo de fratura tem uma linha angular através do eixo.
  • Fratura espiral: a linha de fratura circunda o eixo. Normalmente ocorre com forças torcionais sobre a coxa.
  • Fratura cominutiva: neste tipo de fratura, há três ou mais fragmentos ósseos.
  • Fratura exposta: ocorre quando há uma fratura na qual os fragmentos de osso saem através da pele ou uma feridaexpõe o osso fraturado. As fraturas expostas geralmente envolvem muito mais danos aos músculos, tendões e ligamentos circundantes. Elas têm um maior risco de complicações, especialmente infecções, e demoram mais tempo para consolidar.

 

Causa

As fraturas da diáfise do fêmur em jovens são muitas vezes devido a um trauma de alta energia. A causa mais comum é acidente automobilístico. Outras causas são atropelamento, quedas de alturas e ferimentos por arma de fogo. A queda da própria altura pode causar fratura do fêmur em idosos que têm osteoporose.

Sinais e Sintomas

É sempre necessário avaliar a condição geral do paciente, e depois concentrar o exame físico no membro inferior.

Deve-se observar:

  • Uma deformidade óbvia da coxa ou perna
  • Lesões na pele
  • Contusões
  • Fragmentos ósseos que possam estar expostos na pele
  • Vascularização do membro / Pulso
  • Mobilidade do membro inferior

 

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada

 

Tratamento

Tratamento cirúrgico

Tempo para a cirurgia

As fraturas expostas necessitam tratamento cirúrgico de urgência para limpeza imediata de forma a prevenir infecção.

Se a fratura não for exposta, a cirurgia pode ser realizada no momento que o paciente estiver estável e a equipe cirúrgica preparada.

Entre os cuidados iniciais de emergência e a cirurgia, o membro inferior poderá ser colocado em uma imobilização tipo tala ou em tração esquelética. Isto servirá para manter os ossos fraturados em um alinhamento melhor, para manter o comprimento do membro inferior, e muitas vezes ajuda a aliviar a dor.

Fixação externa

Neste tipo de cirurgia, pinos metálicos são colocados no osso acima e abaixo do local da fratura. Os pinos estão presos a uma barra fora da pele. Este dispositivo é um quadro estabilizador que mantém os ossos na posição adequada para que eles possam curar.

A fixação externa geralmente é um tratamento temporário para as fraturas do fêmur. Os fixadores externos costumam ser colocados quando um paciente tem lesões múltiplas e ainda não está pronto para uma cirurgia mais longa para corrigir a fratura e em casos de fraturas expostas com contaminação da ferida. O fixador externo proporciona uma boa estabilidade temporária até que o paciente esteja apto para a cirurgia final. Em alguns casos, um fixador externo é deixado até o fêmur ser completamente curado, mas isso não é comum.

Haste intramedular

Atualmente, é o método utilizado pela maioria dos cirurgiões para o tratamento de fraturas da diáfise do fêmur. A haste é inserida no canal medular do fêmur e passa através da fratura para mantê-la na posição. As hastes são geralmente feitas de titânio e vêm em vários comprimentos e diâmetros para serem colocadas de acordo com o tamanho do fêmur.

Placas e parafusos

A fratura do fêmur é fixada com parafusos especiais e placas de metal em anexo à superfície externa do osso. As placas e os parafusos são freqüentemente usados ​​quando não é possível utilizar a haste intramedular.

A maioria das fraturas da diáfise do fêmur leva de 4 a 6 meses para a consolidação completa. Algumas levam ainda mais, especialmente se a fratura foi exposta ou cominutiva.

A dor após uma lesão ou cirurgia é uma parte natural do processo de cicatrização e pode ser controlada com medicações como analgésicos e antiinflamatórios.

A descarga de peso sobre o membro operado dependerá do tipo de fratura e do tratamento realizado.

A fisioterapia é importante durante a reabilitação para restaurar a força muscular normal, o movimento das articulações e a flexibilidade.

Fraturas da diáfise do fêmur podem causar maiores lesões e complicações. As extremidades dos ossos quebrados são muitas vezes afiadas e podem cortar ou rasgar os vasos sanguíneos circundantes ou os nervos. Pode ocorrer embolia gordurosa e síndrome compartimental devido à fratura.

A saúde geral pode alterar a consolidação óssea. O uso de tabaco e corticosteróides afeta a cicatrização do osso e da pele.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DO FÊMUR DISTAL

Descrição

As fraturas do fêmur distal podem ter diferentes padrões. Podem ser cominuídas ou transversas. Às vezes essas fraturas se estendem para a articulação do joelho e separam a superfície do osso em algumas ou muitas partes. Essas fraturas são chamadas intra-articulares. Como danificam a superfície da cartilagem do osso, as fraturas intra-articulares podem ser de tratamento mais difícil.

As fraturas do fêmur distal podem ser fechadas (o que significa que a pele está intacta) ou podem ser expostas (quando há uma fratura na qual os fragmentos de osso saem através da pele ou uma ferida expõe o osso fraturado). As fraturas expostas geralmente envolvem muito mais danos aos músculos, tendões e ligamentos circundantes. Elas têm um maior risco de complicações, especialmente infecções, e demoram mais tempo para consolidar.

Causas

As fraturas do fêmur distal ocorrem com maior frequência em dois tipos de pacientes: pessoas mais jovens (menores de 50 anos) e idosos.

As fraturas distal do fêmur em pacientes mais jovens geralmente são causadas por lesões de alta energia, como quedas de alturas significativas ou acidentes automobilísticos. Devido à natureza contundente dessas fraturas, muitos pacientes também têm outras lesões associadas.

As pessoas idosas com fraturas do fêmur distal geralmente apresentam má qualidade óssea. Uma queda da própria altura, pode causar uma fratura do fêmur em uma pessoa mais velha que possui ossos fracos.

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.
  • Deformidade no joelho.
  • Abrasões da pele ou feridas abertas.
  • Perda de sensibilidade (uma indicação de lesão do nervo).

 

Exames de imagem

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

Tração esquelética: A tração esquelética é um sistema de polia de pesos e contrapesos que mantém os fragmentos ósseos alinhados.

Imobilização gessada: Fraturas estáveis e bem alinhadas podem ser tratadas com gesso.

A tração e o gesso são usados com menor frequência do que os tratamentos cirúrgicos, pois não permitem o movimento precoce do joelho.

Tratamento cirúrgico

O tratamento que permite o movimento precoce do joelho diminui o risco de rigidez do joelho e evita problemas causados pelo repouso prolongado, tais como escaras de decúbito e trombose.

Tempo da cirurgia

As fraturas expostas necessitam tratamento cirúrgico de urgência para limpeza imediata de forma a prevenir infecção.

Se a fratura não for exposta, a cirurgia pode ser realizada no momento que o paciente estiver estável e a equipe cirúrgica preparada.

Fixação externa

Neste tipo de cirurgia, pinos metálicos são colocados no osso acima e abaixo do local da fratura. Os pinos estão presos a uma barra fora da pele. Este dispositivo é um quadro estabilizador que mantém os ossos na posição adequada para que eles possam consolidar.

A fixação externa geralmente é um tratamento temporário para as fraturas do fêmur. Os fixadores externos costumam ser colocados quando um paciente tem lesões múltiplas e ainda não está pronto para uma cirurgia mais longa para corrigir a fratura e em casos de fraturas expostas com contaminação da ferida. O fixador externo proporciona uma boa estabilidade temporária até que o paciente esteja apto para a cirurgia final. Em alguns casos, um fixador externo é deixado até o fêmur ser completamente curado, mas isso não é comum.

Fixação interna

Haste intramedular: atualmente, é o método utilizado pela maioria dos cirurgiões para o tratamento de fraturas da diáfise do fêmur. A haste é inserida no canal de medular do fêmur e passa através da fratura para mantê-la na posição. As hastes são geralmente feitas de titânio e vêm em vários comprimentos e diâmetros para serem colocadas de acordo com o tamanho do fêmur.

Placas e parafusos: a fratura do fêmur é fixada com parafusos especiais e placas de metal em anexo à superfície externa do osso.

Nos casos em que há demora na consolidação da fratura, como em paciente idoso com baixa qualidade óssea, um enxerto ósseo pode ser usado. Os enxertos podem ser obtidos do paciente (mais frequentemente retirados da pelve) ou de um banco de tecido (osso de cadáver). Outras opções incluem o uso de enchimentos ósseos artificiais.

Fraturas e artroplastias total de joelho

À medida que a população envelhece e o número de artroplastias do joelho aumenta, surgiu um problema crescente: fraturas do fêmur distal em idosos que têm artroplastia de joelho. Essas fraturas são tipicamente tratadas com hastes ou placas, assim como outras fraturas distais do fêmur. Em casos raros, o implante artificial deve ser removido e substituído. Este procedimento é chamado de revisão e pode ser necessário se o implante estiver solto ou não suportado por bom osso circundante.

Como as fraturas do fêmur distal podem envolver uma articulação importante para a sustentação do peso do corpo, há algumas preocupações a longo prazo. Estas incluem perda de movimento do joelho, estabilidade e a artrite pós-traumática.

Um plano de reabilitação será projetado para ajudar a restaurar a força muscular normal, movimento das articulações e flexibilidade. O objetivo da reabilitação é retornar às atividades diárias. Isso pode levar até um ano ou mais.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DO FÊMUR EM CRIANÇAS

Descrição

O fêmur é o maior e mais forte osso do corpo. Pode ocorrer fratura quando há um trauma significativo. A causa mais comum de fraturas do fêmur em crianças com menos de 1 ano de idade é o abuso infantil (maus tratos). Em adolescentes, os acidentes automobilísticos e atropelamentos são responsáveis ​​pela grande maioria das fraturas do fêmur.

Causas

As causas mais frequentes de fratura do fêmur na criança e no adolescente são:

  • Queda em parquinhos
  • Trauma contuso em esportes de contato
  • Acidentes automobilísticos
  • Maus tratos infantil

Sinais e Sintomas

  • Dor
  • Edema
  • Hematoma ou equimose
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar
  • Claudicação

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada

Tratamento

Como em adultos, o objetivo de tratamento é o realinhamento adequado do osso, para boa consolidação óssea, a fim do rápido retorno às atividades diárias.  No entanto, existem também fatores e considerações únicas no tratamento das fraturas em crianças. Esses fatores incluem:

  • A configuração da fratura
  • A "energia" da lesão
  • A quantidade de lesão dos tecidos moles adjacentes
  • O tamanho e a idade do paciente
  • O quanto a criança ainda crescerá

Recém-nascidos e bebês

As fraturas do fêmur nos recém-nascidos são incomuns, mas podem ocorrer, por exemplo, em bebês nascidos com displasia esquelética, com osteogênese imperfeita ou durante um parto difícil. As fraturas nessas crianças muito pequenas e em bebês geralmente são tratadas com o suspensório de Pavlik por 3 a 4 semanas.

Crianças até 5 anos

O gesso pelvipodálico

Nesta faixa etária, as fraturas do fêmur geralmente ocorrem após trauma de baixa energia. Na maioria dos casos, o tratamento é feito com imobilização em gesso pelvipodálico. Este procedimento pode ser realizado com o paciente sob anestesia para proporcionar alívio da dor enquanto é moldado o gesso. A criança pode permanecer com o gesso por período entre seis semanas a três meses, o que pode ser um desafio para os cuidadores quando se trata de manter a higiene e manter a criança distraída e feliz. Este é um  método seguro para o tratamento de fraturas nesta faixa etária e tem excelentes resultados.

Após o tratamento, o paciente será acompanhado pelo médico por vários anos para diagnosticar eventual discrepância no comprimento dos membros. Após fratura do fêmur, o osso pode ficar mais curto. No entanto, durante o crescimento da criança, pode ocorrer o  "supercrescimento" do osso, devido ao aumento do fluxo sanguíneo para o local da fratura. Em algumas crianças, o encurtamento inicial da fratura é compensado com o aumento do crescimento subseqüente e não há discrepância dos membros na fase adulta. No entanto, nos casos em que ocorre uma pequena discrepância do comprimento do membro, o ortopedista pode fazer o diagnóstico e oferecer o melhor tratamento para o caso.

Crianças de 5 a 10 anos

Hastes intramedulares flexíveis

Nos últimos anos, as hastes intramedulares flexíveis têm sido usadas para tratamento de fraturas do fêmur nesta faixa etária com excelentes resultados.

Após a consolidação óssea e geralmente cerca de um ano após a fratura, as hastes intramedulares devem ser removidas. Esse procedimento requer outra internação e anestesia.

Crianças acima de 10 anos e mais pesadas/Adolescentes

  • Placas

As placas submusculares são opção de tratamento para crianças mais velhas e maiores (maiores de 10 anos e com peso superior a 45kg)  e para adolescentes. Neste procedimento, a placa é fixada ao osso com parafusos.

  • Haste intramedular rígida

A haste intramedular rígida é um bom tratamento para fratura de fêmur em crianças mais velhas ou mais pesadas.

  • Fixador externo

Além das abordagens descritas, o tratamento da fratura do fêmur em qualquer idade pode ser a fixação externa. Esta técnica envolve o uso de hastes metálicas rígidas ou anéis circulares e pinos inseridos no osso para manter o alinhamento durante a consolidação.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DO FÊMUR PROXIMAL

Descrição

As fraturas do fêmur proximal geralmente ocorrem em uma das três áreas: colo femoral, região intertrocantérica; e região subtrocantérica. As fraturas do quadril freqüentemente ocorrem nos idosos, pessoas afetadas por doenças ou por trauma direto.

Causas

As fraturas intracapsulares normalmente ocorrem em idosos como resultado de osteoporose ou doença metastática, mas também podem afetar mulheres pós-menopausa quando seus ossos estão enfraquecidos devido à deficiência de estrogênio. A fratura subcapital é um tipo comum de fratura intracapsular e a fratura transcervical está localizada no colo femoral. As fraturas intertrocantéricas são geralmente resultado de trauma e afetam a área entre o colo e os trocanteres maior e menor. Fraturas subtrocantéricas podem ser causadas por trauma de alta energia em jovens.

Sinais e Sintomas

Os sintomas da fratura de quadril incluem dor na parte superior da coxa ou na virilha e desconforto grave durante a flexão ou a rotação. Além disso, a extremidade pode estar encurtada. Se uma doença prévia enfraquece o osso ou o paciente sofre uma lesão de estresse, tornando-o suscetível à fratura, uma sensação dolorida na coxa ou na virilha pode estar presente por um período de tempo antes da fratura.

Várias classificações são usadas para fraturas do fêmur proximal ou fraturas trocantéricas: Ender, Tronzo e Evans. As fraturas geralmente são classificadas de acordo com o desvio primário, a localização anatômica da fratura, a estabilidade da fratura e o padrão de fragmentação da fratura.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética

 

Tratamento

A maioria das fraturas é tratada cirurgicamente e pode ser abordada por diferentes acessos cirúrgicos. Dependendo da localização e extensão da fratura, um cirurgião pode tratar a fratura com parafusos individuais, com um único parafuso de compressão ou com placa e parafusos. Em fraturas mais graves, uma substituição parcial ou total do quadril pode ser necessária.

Em casos raros, se um paciente está muito doente para ser submetido à anestesia ou se a fratura é classificada como "estável", um tratamento não cirúrgico pode ser considerado e exigirá repouso para tratamento.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS DO PILÃO TIBIAL

Descrição

A fratura do pilão tibial ocorre na parte inferior da tíbia e envolve a superfície de suporte do peso na articulação do tornozelo. Associado a este tipo de lesão, o outro osso da perna, a fíbula, também é freqüentemente fraturado. A fratura de pilão ocorre normalmente como resultado de um trauma de alta energia, como colisão de carro ou queda de altura.

Pilão é um instrumento usado para esmagar ou bater. Em muitas fraturas do pilão, o osso pode ser esmagado ou dividido em várias partes devido ao impacto de alta energia que causou a lesão.

As fraturas do pilão tibial podem variar. A gravidade da lesão depende de vários fatores, incluindo:

  • O número de fraturas.
  • A quantidade e tamanho dos fragmentos ósseos.
  • A quantidade que cada peça está fora do lugar (deslocada). Em alguns casos, as extremidades fraturadas dos ossos estão bem alinhadas; nas fraturas mais graves, pode haver um grande espaço entre os pedaços quebrados, ou os fragmentos podem se sobrepor uns aos outros.
  • A lesão dos tecidos moles circundantes, como músculos, tendões e pele.
  • Exposição do osso para o meio externo. Se os fragmentos ósseos estão projetados através da pele ou uma ferida penetra até o osso quebrado, a fratura é chamada de fratura exposta. Este tipo de fratura é particularmente grave porque pode ocorrer infecção tanto na ferida como no osso. O tratamento deve ser urgente.

 

Causas

As fraturas do pilão tibial geralmente resultam de traumas de alta energia, como acidentes de carro ou moto, queda de altura ou acidentes de esqui ou de esporte aquático.

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar.
  • Claudicação.
  • Deformidade no tornozelo.
  • Abrasões da pele ou feridas abertas.
  • Perda de sensibilidade (uma indicação de lesão do nervo).

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

O tratamento não cirúrgico pode ser recomendado para fraturas estáveis nas quais os fragmentos ósseos não são deslocados ou são minimamente deslocados.

  • Imobilização com bota.
  • Repouso.
  • Medicacao antiinflamatoria.

 

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é comumente recomendada para fraturas instáveis nas quais os ossos estão desviados. Durante o procedimento, os fragmentos de osso são reposicionados (reduzidos) no seu alinhamento normal e são fixados com placas e/ou parafusos. Fixadores externos também podem ser usados em casos de fraturas expostas ou quando há bolhas (flictenas) no local da fratura.

Se houver grande edema e bolhas (flictenas) no local da fratura, a cirurgia pode ser adiada até que o paciente tenha boas condições de pele para o tratamento. Isso pode demorar alguns dias ou até mesmo semanas.

A reabilitação é realizada com: medicamentos antiinflamatórios e analgésicos, fisioterapia, anticoagulante quando necessário, uso de muletas, bengalas ou andadores durante a recuperação.

As fraturas do pilão tibial podem gerar rigidez articular e artrite pós-traumática.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS E LUXAÇÕES DO OMBRO

Descrição

O ombro é composto de três ossos: escápula, clavícula e úmero. Esses ossos são unidos por tecidos moles (ligamentos, tendões, músculos e cápsula articular) para formar uma plataforma para o braço trabalhar. Três são as articulações da cintura escapular: glenoumeral, acromioclavicular e esternoclavicular.

A principal articulação do ombro é a articulação glenoumeral. Esta articulação compreende a cabeça do úmero e a glenóide da escápula.

Os ossos do ombro são cobertos por várias camadas de tecidos moles. A camada superior é o músculo deltóide, um músculo logo abaixo da pele, que dá ao ombro uma aparência arredondada. O músculo deltóide ajuda a levantar o braço.

O manguito rotador é um grupo de quatro músculos (supraespinhal, infraespinhal, redondo menor e subescapular) que se juntam como tendões para formar uma cobertura ao redor da cabeça do úmero. Ele se insere no úmero e ajuda a levantar e girar o braço. Há uma bolsa lubrificante chamada bursa entre o manguito rotador e o osso em cima do ombro (acrômio). A bursa permite que os tendões do manguito rotador deslizem livremente quando movimenta o braço.

Existem muitos tipos de lesões no ombro:

  • Fraturas: As fraturas geralmente envolvem a clavícula, o úmero proximal e a escápula.
  • Luxações: Podem envolver qualquer uma das três articulações diferentes.
  • Lesões dos tecidos moles: Essas são roturas dos ligamentos, tendões, músculos e cápsula articular do ombro, como roturas do manguito rotador ou do labrum.

Nesta parte serão abordadas fraturas e luxações.

Causas

Fraturas

As fraturas da clavícula ou do úmero proximal podem ser causadas por um trauma direto, queda, colisão ou acidente com veículo automotor. Como a escápula é protegida pelo tórax e pelos músculos circundantes, ela não é facilmente fraturada. Portanto, as fraturas da escápula geralmente são causadas por traumas de alta energia, como um acidente automobilístico de alta velocidade. Fraturas da escápula são frequentemente associadas a lesões no tórax.

Luxações do Ombro

As luxações anteriores do ombro são causadas quando há trauma e o braço é forçado a girar para fora (rotação externa) na posição acima do nível do ombro. Essas lesões podem ocorrer por diversas causas, incluindo queda ou golpe direto no ombro. Luxações posteriores do ombro são menos comuns do que as luxações anteriores do ombro e geralmente ocorrem devido a convulsões ou choques elétricos quando os músculos da frente do ombro se contraem excessivamente. As luxações da articulação acromioclavicular podem ser causadas por uma queda sobre o ombro ou durante o levantamento de objetos pesados.

Sinais e Sintomas

Os sintomas de fraturas ao redor do ombro estão relacionados ao tipo específico de fratura e podem incluir:

  • Dor
  • Edema e hematomas
  • Incapacidade de mover o ombro
  • Uma sensação de moagem quando o ombro é movido
  • Deformidade

Achados Específicos: Fratura da Clavícula

  • Edema no meio da área da clavícula
  • Palpação da fragmento ósseo sob a pele
  • A amplitude de movimento do ombro é limitada, embora não tanto quanto com fraturas do úmero proximal

Achados específicos: fratura do úmero proximal

  • Edema
  • Movimento muito limitado do ombro
  • Dor intensa

Achados Específicos: Fratura Escapular

  • Dor intensa
  • Edema
  • Hematomas graves sobre a escápula

Achados Específicos: Luxação Acromioclavicular

  • Dor por cima do ombro
  • Uma proeminência no topo do ombro
  • A sensação de algo espetado no ombro

Achados específicos: Luxação da articulação glenoumeral

  • Uma proeminência na frente do ombro
  • Incapacidade para movimentar
  • Braço fica na postura em rotação externa
  • Sensação de fraqueza

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada

Tratamento

Fraturas da clavícula

A maioria das fraturas da clavícula pode ser tratada sem cirurgia. A cirurgia é necessária quando há uma fratura composta que rompeu a pele ou o osso está gravemente fora do lugar (desviado). A cirurgia normalmente envolve a fixação da fratura com placas e parafusos ou pinos dentro do osso.

Fraturas do úmero proximal

As fraturas do úmero proximal que estão alinhadas podem ser tratadas sem cirurgia. Se os fragmentos ósseos estão desviados, a cirurgia geralmente é necessária. Cirurgia geralmente envolve a fixação dos fragmentos da fratura com placas, parafusos ou pinos ou envolve a substituição do ombro (artroplastia).

Fraturas da escápula

A maioria das fraturas da escápula pode ser tratada sem cirurgia. O tratamento envolve a imobilização com uma tipoia e analgésicos. O paciente deverá ser examinado para lesões adicionais. Cerca de 10% a 20% das fraturas da escápula necessitam de cirurgia. As fraturas que necessitam de cirurgia geralmente apresentam fragmentos de fratura envolvendo a articulação do ombro ou há uma fratura adicional da clavícula. A cirurgia envolve a fixação dos fragmentos da fratura com placas e parafusos.

Luxação acromioclavicular

O tratamento é baseado na gravidade da lesão, bem como na direção da separação e nas exigências físicas do paciente. Luxação menos grave geralmente é tratada sem cirurgia. Luxação grave geralmente precisa de tratamento cirúrgico. Atletas profissionais e trabalhadores manuais são frequentemente tratados com cirurgia.

Luxação glenoumeral

O tratamento inicial é reduzir a luxação. A redução é confirmada com radiografia e se for necessário exames adicionais serão solicitados. O membro é imobilizado com tipoia.

A vida após uma fratura ou luxação do ombro pode ser muito afetada por várias semanas ou mesmo meses. A maioria das lesões do ombro, tratadas cirurgicamente ou não cirurgicamente, requerem um período de imobilização seguido de reabilitação.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS POR ESTRESSE

Descrição

Uma das lesões mais comuns em esportes é a fratura por estresse. Superar uma lesão como uma fratura de estresse pode ser difícil, mas é possível.

Uma fratura por estresse é uma lesão por uso excessivo. Ocorre quando os músculos ficam cansados e não conseguem absorver impacto adicional.

Causas

As fraturas por estresse muitas vezes são o resultado do aumento da quantidade ou intensidade de uma atividade com muita rapidez. Elas também podem ser causadas pelo impacto em uma superfície desconhecida (um tenista que trocou superfícies de uma quadra mais macia por uma mais dura); equipamento impróprio (um corredor usando sapatos desgastados ou menos flexíveis); e aumento do estresse físico (um jogador de basquete que teve um aumento substancial no tempo de jogo).

A maioria das fraturas por estresse ocorre nos ossos da perna e do pé. Mais de 50% de todas as fraturas de estresse ocorrem na perna, sendo também frequentes as fraturas no metatarsos, no calcâneo e na fíbula distal.

Os atletas que participam de tênis, atletismo, ginástica e basquete são mais suscetíveis a fraturas de estresse. Em todos esses esportes, o estresse repetitivo do pé que atinge o solo pode causar trauma. Sem descanso suficiente entre treinos ou competições, um atleta corre o risco de desenvolver uma fratura por estresse.

As atletas do sexo feminino apresentam mais fraturas por estresse do que os de sexo masculino. Muitos cirurgiões ortopedistas atribuem isso a uma condição referida como "a tríade da mulher atleta": transtornos alimentares (bulimia ou anorexia), amenorréia (ciclo menstrual infreqüente) e osteoporose. À medida que a massa óssea de uma mulher diminui, suas chances de fraturar aumentam.

Sinais e Sintomas

A dor com atividade é a queixa mais comum em uma fratura de estresse. Essa dor desaparece com o repouso.

Diagnóstico

Radiografias.

Tomografia computadorizada.

Ressonância magnética.

Tratamento

O tratamento mais importante é o repouso. Este deverá ser feito por seis a oito semanas, período que a maioria das fraturas por estresse tem cura.

Se a atividade que causou a fratura de estresse é retomada com muita rapidez, podem aparecer fraturas de estresse maiores, mais difíceis de curar.

Prevenção

Seguem algumas dicas desenvolvidas pela Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos para ajudar a prevenir fraturas de estresse:

  • Ao participar de qualquer nova atividade esportiva, defina metas. Por exemplo, não estabeleça imediatamente executar cinco quilômetros por dia; em vez disso, aumente gradualmente a quilometragem.
  • Cross-training (atividades alternadas que realizam os mesmos objetivos de exercícios): podem ajudar a prevenir lesões como fraturas de estresse. Em vez de correr todos os dias para atingir metas cardiovasculares, correr em dias pares e andar de bicicleta em dias ímpares. Adicione algum treinamento de força e exercícios de flexibilidade ao mix para obter o maior benefício.
  • Manter uma dieta saudável: certifique-se de incorporar alimentos ricos em cálcio e vitamina D em suas refeições.
  • Use o equipamento adequado: não use sapatos de corrida velhos ou usados.

Se tiver dor ou inchaço, pare imediatamente a atividade e descanse por alguns dias. Se a dor persistir, consulte um ortopedista. É importante lembrar que se os sintomas forem identificados precocemente e tratados adequadamente, a pessoa poderá retornar ao esporte no mesmo nível de performance.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS POR ESTRESSE

Descrição

Uma das lesões mais comuns em esportes é a fratura por estresse. Superar uma lesão como uma fratura de estresse pode ser difícil, mas é possível.

Uma fratura por estresse é uma lesão por uso excessivo. Ocorre quando os músculos ficam cansados e não conseguem absorver impacto adicional.

Causas

As fraturas por estresse muitas vezes são o resultado do aumento da quantidade ou intensidade de uma atividade com muita rapidez. Elas também podem ser causadas pelo impacto em uma superfície desconhecida (um tenista que trocou superfícies de uma quadra mais macia por uma mais dura); equipamento impróprio (um corredor usando sapatos desgastados ou menos flexíveis); e aumento do estresse físico (um jogador de basquete que teve um aumento substancial no tempo de jogo).

A maioria das fraturas por estresse ocorre nos ossos da perna e do pé. Mais de 50% de todas as fraturas de estresse ocorrem na perna.

Os atletas que participam de tênis, atletismo, ginástica e basquete são mais suscetíveis a fraturas de estresse. Em todos esses esportes, o estresse repetitivo do pé que atinge o solo pode causar trauma. Sem descanso suficiente entre treinos ou competições, um atleta corre o risco de desenvolver uma fratura por estresse.

As atletas do sexo feminino apresentam mais fraturas por estresse do que os de sexo masculino. Muitos cirurgiões ortopedistas atribuem isso a uma condição referida como "a tríade da mulher atleta": transtornos alimentares (bulimia ou anorexia), amenorréia (ciclo menstrual infreqüente) e osteoporose. À medida que a massa óssea de uma mulher diminui, suas chances de fraturar aumentam.

Sinais e Sintomas

A dor com atividade é a queixa mais comum em uma fratura de estresse. Essa dor desaparece com o repouso.

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento

O tratamento mais importante é o repouso. Este deverá ser feito por seis a oito semanas, período que a maioria das fraturas por estresse tem cura.

Se a atividade que causou a fratura de estresse é retomada com muita rapidez, podem aparecer fraturas de estresse maiores, mais difíceis de curar.

Prevenção

Seguem algumas dicas desenvolvidas pela Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos para ajudar a prevenir fraturas de estresse:

  • Ao participar de qualquer nova atividade esportiva, defina metas. Por exemplo, não estabeleça imediatamente executar cinco quilômetros por dia; em vez disso, aumente gradualmente a quilometragem.
  • Cross-training  (atividades alternadas que realizam os mesmos objetivos de exercícios): podem ajudar a prevenir lesões como fraturas de estresse. Em vez de correr todos os dias para atingir metas cardiovasculares, correr em dias pares e andar de bicicleta em dias ímpares. Adicione algum treinamento de força e exercícios de flexibilidade ao mix para obter o maior benefício.
  • Manter uma dieta saudável: certifique-se de incorporar alimentos ricos em cálcio e vitamina D em suas refeições.
  • Use o equipamento adequado. Não use sapatos de corrida velhos ou usados.

Se tiver dor ou inchaço, pare imediatamente a atividade e descanse por alguns dias. Se a dor persistir, consulte um ortopedista.

É importante lembrar que se os sintomas forem identificados precocemente e tratados adequadamente, a pessoa poderá retornar ao esporte no mesmo nível de performance.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

FRATURAS POR ESTRESSE

Descrição

Uma das lesões mais comuns em esportes é a fratura por estresse. Superar uma lesão como uma fratura de estresse pode ser difícil, mas é possível.

Uma fratura por estresse é uma lesão por uso excessivo. Ocorre quando os músculos ficam cansados ​​e não conseguem absorver impacto adicional.

Causas

As fraturas por estresse muitas vezes são o resultado do aumento da quantidade ou intensidade de uma atividade com muita rapidez. Elas também podem ser causadas ​​pelo impacto em uma superfície desconhecida (um tenista que trocou superfícies de uma quadra mais macia por uma mais dura); equipamento impróprio (um corredor usando sapatos desgastados ​​ou menos flexíveis); e aumento do estresse físico (um jogador de basquete que teve um aumento substancial no tempo de jogo).

A maioria das fraturas por estresse ocorre nos ossos da perna e do pé. Mais de 50% de todas as fraturas de estresse ocorrem na perna.

Os atletas que participam de tênis, atletismo, ginástica e basquete são mais suscetíveis a fraturas de estresse. Em todos esses esportes, o estresse repetitivo do pé que atinge o solo pode causar trauma. Sem descanso suficiente entre treinos ou competições, um atleta corre o risco de desenvolver uma fratura por estresse.

As atletas do sexo feminino apresentam mais fraturas por estresse do que os de sexo masculino. Muitos cirurgiões ortopedistas atribuem isso a uma condição referida como "a tríade da mulher atleta": transtornos alimentares (bulimia ou anorexia), amenorréia (ciclo menstrual infreqüente) e osteoporose. À medida que a massa óssea de uma mulher diminui, suas chances de fraturar aumentam.

Sinais e Sintomas

A dor com atividade é a queixa mais comum em uma fratura de estresse. Essa dor desaparece com o repouso.

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento

O tratamento mais importante é o repouso. Este deverá ser feito por seis a oito semanas, período que a maioria das fraturas por estresse tem cura.

Se a atividade que causou a fratura de estresse é retomada com muita rapidez, podem aparecer fraturas de estresse maiores, mais difíceis de curar.

Prevenção

Seguem algumas dicas desenvolvidas pela Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos para ajudar a prevenir fraturas de estresse:

  • Ao participar de qualquer nova atividade esportiva, defina metas. Por exemplo, não estabeleça imediatamente executar cinco quilômetros por dia; em vez disso, aumente gradualmente a quilometragem.
  • Cross-training (atividades alternadas que realizam os mesmos objetivos de exercícios): podem ajudar a prevenir lesões como fraturas de estresse. Em vez de correr todos os dias para atingir metas cardiovasculares, correr em dias pares e andar de bicicleta em dias ímpares. Adicione algum treinamento de força e exercícios de flexibilidade ao mix para obter o maior benefício.
  • Manter uma dieta saudável. Certifique-se de incorporar alimentos ricos em cálcio e vitamina D em suas refeições.
  • Use o equipamento adequado. Não use sapatos de corrida velhos ou usados.
  • Se tiver dor ou inchaço, pare imediatamente a atividade e descanse por alguns dias. Se a dor persistir, consulte um ortopedista.
  • É importante lembrar que se os sintomas forem identificados precocemente e tratados adequadamente, a pessoa poderá retornar ao esporte no mesmo nível de performance.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

HÁLUX VALGO – JOANETE

Descrição

O dedo grande do pé (hálux) é composto por duas articulações. A maior é a articulação metatarsofalângica (MTF), onde o primeiro osso longo do pé (metatarso) encontra o primeiro osso do dedo (falange). Os joanetes normalmente se desenvolvem na articulação MTF.

O joanete ocorre quando os ossos que compõem a articulação metatarsofalângica (MTF) se deslocam para fora do alinhamento: o osso metatársico longo desloca-se para a região interna do pé e os ossos da falange do dedo grande (hálux), em direção ao segundo dedo do pé. A junção MTF aumenta e se projeta na parte interna do antepé.

O joanete começa pequeno e pode piorar ao longo do tempo, especialmente se o indivíduo usar sapatos apertados e estreitos. Quanto maior o joanete, mais sintomas de dor a pessoa pode ter.

O joanete avançado pode alterar a aparência do pé. Em casos graves, o dedo grande do pé (hálux) pode inclinar-se para a região lateral do pé e ficar embaixo ou sobre o segundo dedo. A pressão do hálux pode forçar o segundo dedo fora do alinhamento, fazendo com que ele entre em contato com o terceiro dedo. Calos podem aparecer onde os dedos do pé estão em atrito um contra o outro, causando desconforto adicional e dificuldade para caminhar.

Em alguns casos, uma articulação MTF alargada pode levar à bursite e causar dor crônica.

Causas

Sapatos apertados - em particular, sapatos com a parte anterior estreita e pontiaguda que força os dedos dos pés a uma posição não natural.

Hereditariedade - algumas pessoas herdam os pés que são mais propensos a desenvolver joanetes devido à sua forma e estrutura.

Sinais e Sintomas

  • Proeminencia no antepé.
  • Dor.
  • Vermelhidão e inflamação.
  • Calosidades.
  • Rigidez e movimento restrito do dedo, o que pode levar a dificuldades na caminhada.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.

 

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

Na maioria dos casos, os joanetes são tratadas sem cirurgia. Embora o tratamento não cirúrgico não possa realmente "reverter" um joanete, ele pode ajudar a reduzir a dor e evitar a piora.

  • Mudanças no calçado. Usar sapatos com saltos largos, parte anterior do pé larga e solados moles. Evitar sapatos que sejam muito estreitos, apertados ou com ponta aguda, e aqueles com saltos acima de 5cm. Os sapatos de salto alto colocam maior pressão no antepé e aumentam a probabilidade de problemas nos pés ou lesões.
  • Protetores para a formação de calos.
  • Palmilhas e órteses para hálux valgo.
  • Medicamentos anti-inflamatórios podem ajudar a aliviar a dor e reduzir o edema.
  • Medicamentos para pacientes com artrite.

 

Tratamento cirúrgico

Há vários tipos de cirurgias para tratamento do joanete.

O tratamento pode ser feito com cirurgias ósseas (osteotomias) e cirurgias de partes moles (tenotomia, capsuloplastia).

A recuperação após essas cirurgias costuma ser longa.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

HÉRNIA DE DISCO

O QUE É HÉRNIA DE DISCO?

A palavra hérnia significa projeção ou saída de uma estrutura contida através de uma fissura ou orifício. O disco intervertebral é a estrutura cartilaginosa que fica entre as vértebras. Ele é composto de uma parte central chamada núcleo pulposo , de uma parte periférica composta de tecido cartilaginoso chamado anel fibroso e de uma parte superior e inferior chamada placa terminal. Portanto, a hérnia de disco é a saída do núcleo pulposo através de uma fissura no anel fibroso.

A extrusão do núcleo pulposo pode provocar uma compressão na medula ou nas raízes nervosas, causando sintomas locais e à distância (irradiação).

TIPOS DE HÉRNIA DE DISCO

Protusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.

Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.

Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão discal, podendo estas dores serem irradiadas para os membros. Quando a hérnia é na coluna cervical as dores se irradiam para os membros superiores. Se a hérnia de disco é na coluna lombar, as dores se irradiam para os membros inferiores. O paciente pode também sentir formigamentos e dormência nos membros. Nos casos mais graves, pode haver perda de força em membros superiores ou inferiores e incontinência urinária e ou fecal (sindrome da cauda equina).

CAUSAS

A coluna é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano. Muitas lesões da coluna vertebral são atribuídas ao desequilíbrio e ao desalinhamento desta estrutura.

Fatores hereditários são os que mais provocam hérnia de disco, no entanto, traumas de repetição no trabalho e no esporte, traumas diretos, o fumo e a idade avançada também são motivos de lesões degenerativas discais.

O sedentarismo é um fator determinante para dores nas costas oriundas da hérnia de disco e de outras doenças.

Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

Vários fatores ocupacionais podem aumentar a dor lombar, tais como, trabalho físico pesado, postura de trabalho estática, flexão exagerada e brusca do tronco frequentemente, levantar, empurrar e puxar peso, trabalho repetitivo, psicológicos e psicossociais.

DIAGNÓSTICO E EXAME

É importante a história clinica para um bom diagnóstico, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame físico e neurológico. Exames como Raio-X, tomografia computadorizada,  ressonância magnética e ENMG, ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada a hérnia de disco.

TRATAMENTO

O tratamento da hérnia discal deve ser instituído logo que feito o diagnóstico e consiste em uso de medicamentos e reabilitação física (fisioterapia, RPG, acupuntura e outros), orientações posturais, dieta para controle de peso, uso de órteses e instruções para não fazer atividades com grandes esforços.

Os casos refratários ao tratamento conservador e os casos com comprometimento neurológico importante têm indicação de tratamento cirúrgico.

De acordo com o tipo da hérnia discal, diversos tratamentos podem ser considerados, desde técnicas menos invasivas percutâneas até cirurgias convencionais com descompressão medular e artrodese.

Em casos graves como a síndrome da cauda equina a cirurgia deve ser feita imediatamente.

 

Converse  com o seu médico para saber qual o método mais adequado para o tratamento a ser realizado.

IMPACTO DO OMBRO E TENDINITE DO MANGUITO ROTADOR

Descrição

O ombro é formado por três ossos: o úmero, a escápula e a clavícula.

O úmero se articula com a escápula numa cavidade rasa chamada glenóide e é mantido no lugar pelo manguito rotador. O manguito rotador é um grupo de quatro músculos (supraespinhal, infraespinhal, redondo menor e subescapular) que se juntam como tendões para formar uma cobertura ao redor da cabeça do úmero. Ele se insere no úmero e ajuda a levantar e girar o braço. Há uma bolsa lubrificante chamada bursa entre o manguito rotador e o osso em cima do ombro (acrômio). A bursa permite que os tendões do manguito rotador deslizem livremente quando movimenta o braço. Quando os tendões do manguito rotador estão lesionados, esta bursa também pode se tornar inflamada e dolorosa.

O manguito rotador é uma fonte comum de dor no ombro. A dor pode ser o resultado de:

  • Tendinite: os tendões do manguito rotador podem ficar irritados ou danificados.
  • Bursite: a bursa pode ficar inflamada e causar dor.
  • Impacto: ao levantar o braço até a altura do ombro, o espaço entre o acrômio e o manguito rotador se estreita. O acrômio pode apresentar atrito no tendão e na bursa, causando irritação e dor.

Causas

A dor do manguito rotador é comum em atletas jovens e pessoas de meia-idade. Jovens atletas que usam os braços para nadar, praticar voleibol e tênis são mais suscetíveis. Aqueles que fazem levantamentos repetitivos ou atividades aéreas usando o braço também são suscetíveis. A dor também pode se desenvolver como resultado de uma pequena lesão. Às vezes, ocorre sem causa aparente.

Sinais e Sintomas

A dor do manguito rotador geralmente causa edema e sensibilidade local na parte da frente do ombro. Também pode haver dor quando o braço é abaixado de uma posição elevada.

Os sintomas iniciais podem ser leves. Os pacientes freqüentemente não procuram tratamento em um estágio inicial. Esses sintomas podem incluir:

  • Dor que está presente tanto com a atividade e em repouso
  • Dor irradiada da frente do ombro para o lado do braço
  • Dor súbita com movimentos de elevação e alcance
  • Atletas em esportes aéreos podem ter dor ao arremessar ou servir uma bola de tênis

Conforme o problema progride, os sintomas aumentam:

  • Dor à noite
  • Perda de força e movimento
  • Dificuldade em fazer atividades que colocam o braço atrás das costas, como abotoar ou zíper

Diagnóstico

  • Radiografias: os primeiros exames de imagem realizados geralmente são radiografias. Como não mostram os tecidos moles do ombro, as radiografias simples de um ombro com dor no manguito rotador geralmente são normais ou podem mostrar um pequeno esporão ósseo inferior no acrômio.
  • Ressonância magnética: pode mostrar líquido ou inflamação na bursa e no manguito rotador. Em alguns casos, rotura parcial do manguito rotador pode estar presente.
  • Ultrassonografia

Tratamento

O objetivo do tratamento é reduzir a dor e restaurar a função. Ao planejar o tratamento, será considerada a idade, nível de atividade e saúde geral.

Tratamento não cirúrgico

Na maioria dos casos, o tratamento inicial é não cirúrgico. Embora o tratamento não cirúrgico possa levar de várias semanas a meses, muitos pacientes experimentam uma melhora gradual e retornam à função.

  • Repouso
  • Medicamentos anti-inflamatórios
  • Fisioterapia
  • Injeção de esteroides

Tratamento cirúrgico

Quando o tratamento não cirúrgico não aliviar a dor, pode ser recomendada cirurgia. O objetivo da cirurgia é criar mais espaço para o manguito rotador. Para isso, pode ser realizada remoção da porção inflamada da bursa, acromioplastia anterior, na qual parte do acrômio é removido. Esses procedimentos podem ser realizados usando técnica artroscópica ou aberta.

A reabilitação normalmente é feita com: analgesia para controle da dor, imobilização com tipóia e fisioterapia.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

IMPACTO FEMOROACETABULAR

Descrição

No impacto femoroacetabular (IFA), há crescimento excessivo de osso ao redor da cabeça femoral e/ou ao longo do acetábulo. Esta alteração causa contato anormal entre os ossos do quadril (fêmur e acetábulo). Ao longo do tempo, isso pode resultar em lesões labrais e da cartilagem articular levando à osteoartrite no futuro.

Tipos de IFA

Pincer: Este tipo de impacto ocorre porque o osso extra se estende sobre o rebordo do acetábulo. O labrum pode ser esmagado sob a borda proeminente do acetábulo.

Cam: Neste tipo, a cabeça femoral não é redonda e não pode rodar suavemente dentro do acetábulo. Uma proeminência se forma no colo e na cabeça femoral e empurra a cartilagem do rebordo do acetábulo (labrum).

Combinado: Ocorre quando estão presentes os dois tipos, pincer e cam.

Causas

IFA ocorre porque os ossos do quadril não se formam normalmente durante os anos de crescimento da infância e adolescência.

Não se sabe quantas pessoas tem IFA. Algumas pessoas podem ter IFA e nunca desenvolverem problemas. Quando os sintomas se desenvolvem, no entanto, geralmente indica que há danos na cartilagem ou no labrum e a doença provavelmente terá progressão.

Como os atletas usam a articulação do quadril mais vigorosamente, podem começar a ter dor mais cedo do que aquelas pessoas que são menos ativas. No entanto, o exercício não causa IFA.

Sinais e Sintomas

Os sintomas mais comuns do IFA incluem:

  • Dor.
  • Rigidez.
  • Claudicação.

 

Muitas vezes a queixa inicial é dor na virilha após atividade física ou caminhada prolongada. Aqueles que são atletas podem se queixar de dor na virilha com flexão ou rotação do quadril durante a atividade. Ocasionalmente, é descrito um estalar ou clicar na região anterior do quadril. A dor também pode irradiar na região lateral da coxa e nas nádegas. É importante excluir outras causas de dor nesta área, que podem surgir nas costas ou no abdômen.

Diagnóstico

  • Radiografia: mostram alterações nos ossos.
  • Tomografia computadorizada (TC): mostram alterações nos ossos com maiores detalhes e reconstrução 3D.
  • Ressonância magnética (MRI): mostram alterações no labrum e na cartilagem articular.
  • Anestesia local: A aplicação intra-articular pode servir como teste de diagnóstico. Se houver alívio temporário da dor, ele confirma que IFA é o problema.

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

  • Mudança de atividades: mudar a rotina diária e evitar atividades que causam sintomas.
  • Medicamentos anti-inflamatórios: para ajudar a reduzir a dor e inflamação.
  • Fisioterapia: Exercícios específicos podem melhorar a amplitude de movimento do quadril e fortalecer os músculos. Isso pode aliviar o estresse no labrum ou na cartilagem lesada.

 

Tratamento cirúrgico

Quando a cirurgia é necessária, o impacto femoroacetabular pode ser tratado com cirurgia artroscópica do quadril ou cirurgia aberta. Procedimentos cirúrgicos artroscópicos ou abertos podem ser utilizados para tratamento de lesões labrais ou cartilaginosas, para tratamento de lesão tipo cam ou pincer. Às vezes, a osteotomia periacetabular é necessária para reposicionar o acetábulo na pelve para que a cabeça femoral tenha uma amplitude de movimento adequada. Nos casos de lesão grave da cartilagem ou labrum, pode ser realizada a artroplastia total do quadril.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

INSTABILIDADE CRÔNICA DO OMBRO

Descrição

O ombro é formado por três ossos: o úmero, a escápula e a clavícula.

O úmero se articula com a escápula numa cavidade rasa chamada glenóide. O tecido conjuntivo forte, chamado de cápsula do ombro, é o sistema ligamentar do ombro e mantém a cabeça do úmero centrada na cavidade glenóide. O ombro também depende de fortes tendões e músculos para manter-se estável.

As luxações do ombro podem ser parciais, isso é chamado de subluxação. Uma luxação completa significa que a cabeça do úmero sai completamente do encaixe na glenóide.

Uma vez que os ligamentos, tendões e músculos ao redor do ombro ficam soltos ou lesionados, as luxações podem ocorrer repetidamente. A instabilidade crônica do ombro é a incapacidade persistente destes tecidos para manter o úmero centrado na cavidade do ombro (glenóide).

Causas

Existem três maneiras comuns que um ombro pode se tornar instável:

  1. Luxação do ombro

Ferimentos graves ou traumas geralmente são a causa de uma luxação inicial do ombro. Quando a cabeça do úmero se desloca, o osso da glenóide e os ligamentos na frente do ombro são frequentemente lesionados. O labrum (a cartilagem ao redor da borda da glenóide) também pode ser lesionada. Isso é comumente chamado de lesão de Bankart. Uma primeira luxação grave pode levar a deslocamentos contínuos ou sensação de instabilidade.

  1. Por esforço repetitivo

Algumas pessoas com instabilidade do ombro nunca tiveram um deslocamento. A maioria desses pacientes tem ligamentos mais frouxos nos ombros que podem dificultar a manutenção da estabilidade do ombro. Às vezes, é o resultado do movimento repetitivo de sobrecarga, que leva a um ombro dolorido e instável.. A natação, o tênis e o voleibol estão entre os esportes que exigem movimentos repetitivos do ombro.

  1. Instabilidade Multidirecional

Em uma pequena minoria de pacientes, o ombro pode se tornar instável sem um histórico de lesão ou esforço repetitivo. Nesses pacientes, o ombro pode se deslocar em várias direções, isso é chamado de instabilidade multidirecional.

Sinais e Sintomas

Sintomas comuns de instabilidade crônica do ombro incluem: dor causada por lesão no ombro e luxações repetidas.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética
  • Tomografia computadorizada

Tratamento

A instabilidade crônica do ombro é frequentemente tratada primeiro com opções não cirúrgicas. Se essas opções não aliviarem a dor e a instabilidade, a cirurgia pode ser necessária.

Tratamento não cirúrgico

  • Mudar as atividades ou a forma como movimenta o ombro.
  • Fisioterapia para fortalecimento muscular e aumento da estabilidade do ombro.
  • Medicamentos antiinflamatórios

Tratamento cirúrgico

A cirurgia pode ser necessária para reparar ligamentos que foram lesados, a fim de manter a articulação do ombro no lugar.

  • Artroscopia
  • Cirurgia Aberta

A reabilitação normalmente é feita com: imobilização com tipóia e fisioterapia. O compromisso com a fisioterapia é um fator muito importante no retorno às atividades diárias.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

LESÃO DE LISFRANC

Definição

O meio do pé é a região central do pé, onde um conjunto de ossos pequenos forma um arco e cinco ossos longos (metatarsos) se estendem aos dedos dos pés. Os ossos são mantidos no lugar por tecidos conectivos (ligamentos). O meio do pé é fundamental na estabilização do arco e na caminhada (marcha). O complexo das articulações do meio do pé é chamado de articulação de Lisfranc e possui uma estrutura óssea e ligamentar especializada, proporcionando estabilidade a esta articulação. O nome tem origem histórica: o cirurgião francês Jacques Lisfranc de St. Martin serviu no exército napoleônico no século XIX.

As lesões de Lisfranc ocorrem quando há fratura de ossos do meio do pé ou quando há lesão de ligamentos que sustentam o meio do pé. A gravidade da lesão pode variar de simples a complexa, envolvendo muitas articulações e ossos.

A lesão de Lisfranc pode ser confundida com uma entorse simples, especialmente se a lesão for resultado de uma torção direta e queda. No entanto, é uma lesão grave que pode levar muitos meses para curar e pode ser necessária cirurgia para tratamento.

As lesões de Lisfranc tendem a danificar a cartilagem das articulações do meio do pé. A cartilagem recobre as extremidades dos ossos nas articulações, permitindo que as articulações se movimentem suavemente. Se lesões graves do meio do pé não forem tratadas com cirurgia, o dano à cartilagem e o aumento do estresse nas articulações do meio do pé resultarão em colapso do arco e artrite, que exigem cirurgia complexa para corrigir. Mesmo com uma cirurgia bem sucedida para a lesão de Lisfranc, a artrite pós-traumática pode desenvolver-se ao longo da vida.

Causas

Essas lesões podem ocorrer com uma simples torção ou queda, que é uma lesão de baixa energia. É comum em jogadores de futebol.

Lesões mais graves geralmente ocorrem por trauma direto, como queda de altura. Essas lesões de alta energia podem resultar em múltiplas fraturas e luxações das articulações.

Sinais e Sintomas

  • Dor e edema no centro do pé.
  • Hematoma na planta do pé.
  • Incapacidade para andar.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.
  • Tomografia computadorizada.

 

Tratamento

O tratamento para uma lesão de Lisfranc depende da gravidade da lesão.

Tratamento não cirúrgico

Se não houver fraturas ou luxação na articulação e os ligamentos não estão completamente lesionados, o tratamento não cirúrgico pode ser indicado com imobilização por período de aproximadamente 6 a 8 semanas.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é recomendada para fraturas nas articulações do meio do pé ou em casos de luxação das articulações. O objetivo do tratamento cirúrgico é realinhar as articulações.

Após a cirurgia, é recomendável um período de repouso, sem descarga de peso sobre o membro afetado por período de 6 a 8 semanas.

Alguns atletas nunca retornam aos níveis pré-lesões do esporte após essas lesões. Apesar da excelente redução e fixação cirúrgica, a artrite pós-traumática pode ocorrer devido ao dano à cartilagem. Isso pode resultar em dor crônica e pode requerer fusão no futuro.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LESÃO DO LIGAMENTO COLATERAL DO JOELHO

Descrição

Os ligamentos do joelho ajudam a estabilizar o fêmur aos ossos da perna. As entorses ou lesões dos ligamentos do joelho são lesões esportivas comuns.

Os atletas que participam de esportes de contato direto como futebol são mais propensos a ter lesão dos ligamentos colaterais.

Anatomia do joelho

Três ossos se encontram para formar a articulação do joelho: o fêmur, a tíbia e a patela. Os ossos estão conectados por ligamentos. Existem quatro ligamentos primários no joelho. Eles são fortes para manter os ossos juntos e manter o joelho estável.

Ligamentos colaterais

O ligamento colateral medial (LCM) está no lado interno do joelho e o ligamento colateral lateral (LCL) está no lado externo. Eles controlam o movimento lateral do joelho.

Ligamentos Cruzados

Estes ligamentos estão dentro da articulação do joelho. Eles se cruzam para formar um "X", o ligamento cruzado anterior na frente e o ligamento cruzado posterior na parte de trás. Os ligamentos cruzados controlam o movimento para frente e para trás do seu joelho. O ligamento cruzado anterior está em posição diagonal no meio do joelho e evita que a tíbia deslize para frente do fêmur, além de proporcionar estabilidade rotacional do joelho.

As lesões de ligamentos são classificadas em uma escala de gravidade:

  • Grau 1: O ligamento é ligeiramente danificado, mas ainda é capaz de ajudar a manter a estabilidade da articulação do joelho.
  • Grau 2: Há um estiramento do ligamento até o ponto em que fica folgado. Isso é muitas vezes referido como uma lesão parcial do ligamento.
  • Grau 3: Este tipo de entorse é a lesão completa do ligamento e a articulação do joelho fica instável.

O LCM é lesado com maior frequência do que o LCL. Devido à anatomia mais complexa do lado externo do joelho, se ocorrer lesão do LCL, é provável que ocorram lesões de outras estruturas da articulação.

Causas

As lesões dos ligamentos colaterais são geralmente causadas por uma lesao contusa (de contato). As lesões do ligamento colateral medial ocorrem frequentemente como resultado de um trauma direto no lado externo do joelho. Isso empurra o joelho para dentro (em direção ao outro joelho).

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema sobre o local da lesão.
  • Instabilidade.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.

Tratamento

As lesões no LCM raramente requerem cirurgia.

Se houver lesão apenas do LCL, o tratamento é semelhante a uma entorse do LCM. Mas se a lesão do LCL envolver outras estruturas do joelho, o tratamento pode ser cirúrgico.

Tratamento não cirúrgico

  • Crioterapia (gelo).
  • Joelheira imobilizadora (brace).
  • Fisioterapia.

 

Tratamento cirúrgico

A maioria das lesões ligamentares colaterais isoladas pode ser tratada com sucesso sem cirurgia. Se o ligamento colateral é lesado de tal forma que não pode cicatrizar ou está associado a outras lesões, pode ser necessária a cirurgia.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

Descrição

Uma das lesões de joelho mais comuns é a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA). Os atletas que participam de esportes de alto impacto, como futebol, são mais propensos a ter  lesão do LCA.

Cerca de metade de todas as lesões no ligamento cruzado anterior ocorre junto a lesões de outras estruturas do joelho, como cartilagem articular, menisco ou outros ligamentos.

Anatomia do joelho

Três ossos se encontram para formar a articulação do joelho: o fêmur, a tíbia e a patela. Os ossos estão conectados por ligamentos. Existem quatro ligamentos primários no joelho. Eles são fortes para manter os ossos juntos e manter o joelho estável.

Ligamentos colaterais

O ligamento colateral medial está no lado interno do joelho e o ligamento colateral lateral está no lado externo. Eles controlam o movimento lateral do joelho.

Ligamentos Cruzados

Estes ligamentos estão dentro da articulação do joelho. Eles se cruzam para formar um "X", o ligamento cruzado anterior na frente e o ligamento cruzado posterior na parte de trás. Os ligamentos cruzados controlam o movimento para frente e para trás do seu joelho. O ligamento cruzado anterior está em posição diagonal no meio do joelho e evita que a tíbia deslize para frente do fêmur, além de proporcionar estabilidade rotacional do joelho.

As lesões de ligamentos são classificadas em uma escala de gravidade:

  • Grau 1: O ligamento é ligeiramente danificado, mas ainda é capaz de ajudar a manter a estabilidade da articulação do joelho.
  • Grau 2: Há um estiramento do ligamento até o ponto em que fica folgado. Isso é muitas vezes referido como uma lesão parcial do ligamento.
  • Grau 3: Este tipo de entorse é a lesão completa do ligamento e a articulação do joelho fica instável.

 

Causas

  • Mudança da direção em que estava se movimentando.
  • Parada repentina.
  • Ao desacelerar enquanto corre.
  • Aterrissagem de um salto de forma incorreta.
  • Contato direto ou colisão.

 

Sinais e Sintomas

  • Dor e derrame articular.
  • Perda de toda a amplitude de movimento do joelho.
  • Desconforto ao caminhar.
  • Sensação de falseamento do joelho enquanto caminha ou corre.

 

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento

O tratamento para a lesão do LCA pode variar de acordo com as necessidades individuais do paciente. Por exemplo, o jovem atleta necessita cirurgia para retornar ao esporte de forma segura. O indivíduo menos ativo, geralmente mais idoso, pode retornar a um estilo de vida mais pacato sem cirurgia.

Tratamento não cirúrgico

A lesão do LCA não pode ser curada sem cirurgia. Mas o tratamento não cirúrgico pode ser eficaz para pacientes idosos ou com um nível de atividade muito baixo. Se a estabilidade geral do joelho estiver intacta, o médico pode recomendar opções não cirúrgicas como fisioterapia e uso de joelheira imobilizadora (brace).

Tratamento cirúrgico

Para o tratamento cirúrgico do LCA e para restaurar a estabilidade do joelho, o ligamento deve ser reconstruído com enxerto. Os enxertos podem ser obtidos de várias fontes. O tendão do semitendíneo é uma fonte comum de enxerto. O tendão patelar também pode ser utilizado como enxerto.

A cirurgia para reconstruir um ligamento cruzado anterior é feita por via artroscópica. A cirurgia artroscópica é menos invasiva. Os benefícios de técnicas menos invasivas incluem dor menos intensa pós-operatória, menor tempo de internação e reabilitação mais rápida.

A fisioterapia tem papel importante para recuperar a força e a amplitude de movimento do joelho e visa o retorno funcional adaptado ao esporte realizado pelo paciente.

Para o atleta, geralmente são mais de 6 meses de reabilitação para voltar aos esportes após a cirurgia.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR

Descrição

Os ligamentos do joelho ajudam a estabilizar o fêmur aos ossos da perna. As entorses ou lesões dos ligamentos do joelho são lesões esportivas comuns.
Os atletas que participam de esportes de contato direto como futebol são mais propensos a ter lesão dos ligamentos colaterais.

Anatomia do joelho

Três ossos se encontram para formar a articulação do joelho: o fêmur, a tíbia e a patela. Os ossos estão conectados por ligamentos. Existem quatro ligamentos primários no joelho. Eles são fortes para manter os ossos juntos e manter o joelho estável.

Ligamentos colaterais

O ligamento colateral medial (LCM) está no lado interno do joelho e o ligamento colateral lateral (LCL) está no lado externo. Eles controlam o movimento lateral do joelho.

Ligamentos Cruzados

Estes ligamentos estão dentro da articulação do joelho. Eles se cruzam para formar um "X", o ligamento cruzado anterior na frente e o ligamento cruzado posterior na parte de trás. Os ligamentos cruzados controlam o movimento para frente e para trás do seu joelho. O ligamento cruzado anterior está em posição diagonal no meio do joelho e evita que a tíbia deslize para frente do fêmur, além de proporcionar estabilidade rotacional do joelho.

As lesões de ligamentos são classificadas em uma escala de gravidade:

  • Grau 1: O ligamento é ligeiramente danificado, mas ainda é capaz de ajudar a manter a estabilidade da articulação do joelho.
  • Grau 2: Há um estiramento do ligamento até o ponto em que fica folgado. Isso é muitas vezes referido como uma lesão parcial do ligamento.
  • Grau 3: Este tipo de entorse é a lesão completa do ligamento e a articulação do joelho fica instável.

As lesões no ligamento cruzado posterior (LCP) não são tão comuns quanto outras lesões ligamentares do joelho. Na verdade, eles são muitas vezes sutis e mais difíceis de avaliar do que outras lesões no joelho. As lesões do LCP podem estar associadas a lesões de outras estruturas do joelho.

Causa

Uma lesão no ligamento cruzado posterior pode ocorrer de várias maneiras. Normalmente, requer uma força intensa.

  • Um trauma direto na frente do joelho (como o trauma do joelho dobrado no painel em um acidente automobilístico ou uma queda sobre o joelho dobrado nos esportes)
  • Torção ou hiperextensão do joelho

Sinais e Sintomas

  • Dor e derrame articular
  • Perda de toda a amplitude de movimento do joelho
  • Desconforto e dificuldade para caminhar
  • Sensação de falseamento do joelho enquanto caminha ou corre

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento
O tratamento para a lesão do LCP pode variar de acordo com as necessidades individuais do paciente. Por exemplo, o jovem atleta necessita cirurgia para retornar ao esporte de forma segura. O indivíduo menos ativo, geralmente mais idoso, pode retornar a um estilo de vida mais pacato sem cirurgia.

Tratamento não cirúrgico

A lesão do LCP não pode ser curada sem cirurgia. Mas o tratamento não cirúrgico pode ser eficaz para pacientes idosos ou com um nível de atividade muito baixo. Se a estabilidade geral do joelho estiver intacta, o médico pode recomendar opções não cirúrgicas com fisioterapia e uso de joelheira imobilizadora (brace).

Tratamento cirúrgico

Para o tratamento cirúrgico do LCP e para restaurar a estabilidade do joelho, o ligamento deve ser reconstruído com enxerto. Os enxertos podem ser obtidos de várias fontes. O tendão do semitendíneo é uma fonte comum de enxerto. O tendão patelar também pode ser utilizado como enxerto.

A cirurgia para reconstruir um ligamento cruzado anterior é feita por via artroscópica. A cirurgia artroscópica é menos invasiva. Os benefícios de técnicas menos invasivas incluem menos dor pós-cirúrgica, menor tempo de internação e reabilitação mais rápida.

A fisioterapia tem papel importante para recuperar a força e a amplitude de movimento do joelho e visa o retorno funcional adaptado ao esporte realizado pelo paciente.

Para o atleta, geralmente são mais de 6 meses de reabilitação para voltar aos esportes após a cirurgia.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LESÃO DO MENISCO

Descrição

As lesões meniscais estão entre as lesões mais comuns do joelho. Os atletas, particularmente aqueles que praticam esportes de contato, estão em risco de lesões de menisco. No entanto, qualquer pessoa de qualquer idade pode romper um menisco. Quando as pessoas falam sobre a cartilagem rompida no joelho, geralmente se referem a um menisco rompido.

Anatomia

Três ossos se encontram para formar a articulação do joelho: o fêmur, a tíbia e a patela. Os ossos estão conectados por ligamentos.
Duas estruturas de fibrocartilagem em forma de cunha atuam como "amortecedores" entre o fêmur e a tíbia. Estes são chamados de meniscos. Eles são resistentes e flexíveis para ajudar a amortecer as forças de compressão na articulação do joelho e mantê-la estável.

As lesões dos meniscos podem ocorrer de diferentes formas e tipos, sendo completas ou incompletas, estáveis ou instáveis:

  • Horizontal
  • Em asa ou flap
  • Em alca de balde
  • Radial
  • Longitudinal
  • Degenerativa

Causas

Lesões agudas de menisco costumam acontecer durante os esportes. Os jogadores podem agachar e torcer o joelho. O trauma direto também pode causar lesão no menisco e outras lesões associadas, como do ligamento cruzado.

As pessoas mais velhas são mais propensas a ter lesões degenerativas de menisco. A fibrocartilagem enfraquece e se desgasta ao longo do tempo. Algumas vezes, apenas um movimento súbito ao levantar-se de uma cadeira pode ser suficiente para causar uma lesão.

Sinais e Sintomas

  • Dor
  • Rigidez, edema, derrame articular
  • Bloqueio do joelho

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de lesão, tamanho, localização, nível de atividade e lesões adicionais.

Tratamento não cirúrgico

Lesão pequena e na borda externa do menisco, pode não precisar de tratamento cirúrgico.

  • Repouso: pausa na atividade que causou a lesão e uso de muletas para evitar descarga de peso no joelho afetado.
  • Crioterapia (gelo): Use pacotes frios por 20 minutos de cada vez, várias vezes ao dia. Não aplique gelo diretamente na pele.
  • Suporte: Com joelheiras
  • Elevação: Para reduzir o derrame articular, manter a perna elevada enquanto estiver sentado e deitado.
  • Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos: para alívio da dor e do edema.

Tratamento cirúrgico

A artroscopia do joelho é um dos procedimentos cirúrgicos mais comumente realizados. Nela, uma fibra óptica conectada a uma câmera em miniatura é inserida através de uma pequena incisão (portal). Isso proporciona uma visão clara do interior do joelho. Instrumentos cirúrgicos são inseridos através de outros portais para cortar ou reparar a lesão do menisco.

  • Meniscectomia parcial: Neste procedimento, o tecido do menisco danificado é retirado. A parte íntegra do menisco é mantida.
  • Reparação do menisco: Algumas lesões de menisco podem ser reparadas com sutura (costura). Isso depende do tipo de lesão. Como o menisco deve curar-se novamente, o tempo de recuperação para um reparo é muito maior do que após uma meniscectomia.

A fisioterapia tem papel importante para recuperar a força e a amplitude de movimento do joelho e visa o retorno funcional adaptado ao esporte realizado pelo paciente. Com diagnóstico, tratamento e reabilitação adequados, os pacientes geralmente retornam às suas atividades pré-lesões.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LESÃO DO TENDÃO DO QUADRÍCEPS

Descrição

As lesões do tendão do quadríceps não são comuns e podem ser parciais ou completas. Pequenas lesões do tendão podem dificultar as atividades diárias. Uma grande lesão do tendão do quadríceps é uma lesão incapacitante. Geralmente, requer cirurgia e fisioterapia para recuperar a função completa do joelho.

Anatomia

Quatro músculos formam o quadríceps e se encontram logo acima da patela para formar o tendão do quadriciptal: vasto lateral, vasto medial, vasto intermédio e reto femoral.  O tendão do quadríceps está fixo na patela no polo superior e o tendão patelar, no polo inferior da patela. Os músculos do quadríceps, o tendão do quadríceps e o tendão patelar trabalham em conjunto para realizar o movimento de extensão do joelho.

Causas

A lesão do quadríceps geralmente ocorre quando há uma carga pesada na perna com o pé fixo no chão e o joelho parcialmente dobrado. As lesões também podem ser causadas por quedas, trauma direto na parte anterior do joelho ou lacerações (cortes).

Um tendão do quadríceps enfraquecido é mais propenso a ter lesão. Vários fatores podem levar à fraqueza do tendão.

  • Tendinite: A inflamação do tendão do quadríceps enfraquece o tendão e pode causar pequenas lesões. A tendinite do quadríceps é mais comum em pessoas que correm e participam de esportes que envolvem salto.
  • Doença crônica: O enfraquecimento também pode ser causado ​​por doenças que alteram o suprimento sanguíneo. As doenças crônicas que podem enfraquecer o tendão incluem: insuficiência renal crônica, condições associadas à diálise renal, hiperparatiroidismo, gota, leucemia, artrite reumatóide, lupus eritematoso sistêmico (LES), diabetes mellitus, infecção, doença metabólica, uso de esteróides.
  • Imobilização prolongada: os músculos e tendões podem perder força e flexibilidade.

Sinais e Sintomas

  • Dor
  • Edema
  • Hematoma ou equimose
  • Incapacidade de colocar o peso no pé ou andar
  • Claudicação
  • Deformidade no joelho

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

O tratamento depende de vários fatores:

  • O tipo e o tamanho da lesão
  • Nível de atividade
  • Idade do paciente

Tratamento não cirúrgico

A maioria das lesões pequenas e parciais responde bem ao tratamento não cirúrgico.

  • Imobilização com joelheira (brace): Manterá o joelho alinhado para a cura. Será necessário também uso de muletas para andar.
  • Crioterapia (gelo)
  • Fisioterapia: Uma vez que a dor inicial e o edema regrediram, a terapia física pode ser iniciada. Exercícios específicos podem restaurar a força e a amplitude de movimento.

Tratamento cirúrgico

Lesão completa, lesão parcial ou uma lesão parcial associada à degeneração do tendão necessitam de tratamento cirúrgico.
O tratamento precoce e efetivo pode impedir o tendão de encurtar e cicatrizar em uma posição inadequada.

Após a cirurgia, é necessário controle da dor com gelo e medicação.

Uma joelheira imobilizadora é usada inicialmente e exercícios de fisioterapia são incluídos progressivamente para recuperar a amplitude de movimentos e o fortalecimento muscular. A recuperação demora de 4 a 6 meses. Na maioria da vezes, serão 12 meses de reabilitação antes de atingir todos os objetivos.

As complicações da lesão do tendão do quadríceps incluem fraqueza e perda do movimento do joelho. Como em outras cirurgias, as possíveis complicações incluem infecção e trombose.

A maioria das pessoas é capaz de retornar às suas ocupações e atividades anteriores depois de se recuperar de uma lesão do tendão do quadríceps. As pessoas que foram submetidas a tratamento cirúrgico melhoram se o reparo foi realizado precocemente após a lesão. O retorno de atletas ao status competitivo será tratado com muito cuidado.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LESÃO DO TENDÃO PATELAR

Descrição

O tendão da patela tem origem no polo inferior da patela e inserção na tuberosidade anterior da tíbia. Os músculos do quadríceps, o tendão do quadríceps e o tendão da patela trabalham juntos para fazer a extensão do joelho. As lesões do tendão patelar podem ser parciais ou completas.

Quando há uma lesão muito próxima ao polo inferior da patela, um pedaço do osso da patela pode romper junto com o tendão. Quando a lesão é causada por uma tendinite, geralmente ocorre no meio do tendão.

Causas

É necessária uma força intensa para lesar o tendão da patela.

  • Quedas: O impacto direto na parte frontal do joelho de uma queda ou outro golpe é uma causa comum de lesões. Os cortes são frequentemente associados a este tipo de lesão.
  • Saltos: A lesão pode ocorrer quando o joelho está dobrado e o pé no chão, como ao aterrissar de um salto ou ao saltar.

Um tendão da patela enfraquecido pode romper e várias são as causas que podem levar à fraqueza do tendão.

  • Tendinite da patela: A inflamação do tendão da patela enfraquece o tendão e pode causar lesão. A tendinite patelar é mais comum em pessoas que participam de atividades de corrida ou salto. As injeções de corticosteróides para tratar tendinite patelar foram associadas ao aumento da fraqueza do tendão e maior probabilidade de ruptura do tendão. Essas injeções geralmente são evitadas dentro ou ao redor do tendão da patela.
  • Doença crônica: Há doenças crônicas que podem enfraquecer o tendão: insuficiência renal crônica, artrite reumatóide, lupus eritematoso sistêmico (LES), diabetes mellitus, infecção, doença metabólica, uso de esteróides. O uso de medicamentos como corticosteróides e esteróides anabolizantes tem sido associado ao aumento da fraqueza do músculo e do tendão.

Sinais e Sintomas

  • Dor e edema
  • Uma indentação na parte inferior da patela no local da lesão
  • Contusões
  • Dificuldade ou incapacidade para andar
  • Patela pode se mover para cima

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

O tratamento depende de vários fatores:

  • O tipo e o tamanho da sua lágrima
  • Nível de atividade
  • Idade do paciente

Tratamento não cirúrgico

A maioria das lesões pequenas e parciais responde bem ao tratamento não cirúrgico.

  • Imobilização com joelheira (brace): Manterá o joelho alinhado para a cura. Será necessário também uso de muletas para andar.
  • Crioterapia (gelo)
  • Fisioterapia: Uma vez que a dor inicial e o edema regrediram, a terapia física pode ser iniciada. Exercícios específicos podem restaurar a força e a amplitude de movimento.

Tratamento cirúrgico

Lesão completa, lesão parcial ou uma lesão parcial associada à degeneração do tendão necessitam de tratamento cirúrgico.
O tratamento precoce e efetivo pode impedir o tendão de encurtar e cicatrizar em uma posição inadequada.

Após a cirurgia, é necessário controle da dor com gelo e medicação.

Uma joelheira imobilizadora é usada inicialmente e exercícios de fisioterapia são incluídos progressivamente para recuperar a amplitude de movimentos e o fortalecimento muscular. A recuperação demora de 4 a 6 meses. Na maioria da vezes, serão 12 meses de reabilitação antes de atingir todos os objetivos.

As complicações da lesão do tendão patelar incluem fraqueza e perda do movimento do joelho. Como em outras cirurgias, as possíveis complicações incluem infecção e trombose.

A maioria das pessoas é capaz de retornar às suas ocupações e atividades anteriores depois de se recuperar de uma lesão do tendão patelar. As pessoas que foram submetidas a tratamento cirúrgico melhoram se o reparo foi realizado precocemente após a lesão. O retorno de atletas ao status competitivo será tratado com muito cuidado.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LESÕES DO LABRUM

Descrição

O labrum é uma estrutura fibroelástica resistente que está localizada no rebordo acetabular, ajudando a manter a cabeça femoral no lugar, absorvendo choque e distribuindo a pressão durante os movimentos do quadril. O labrum pode estar lesado ou destacado do rebordo acetabular por uma variedade de razões e muitas vezes requer tratamento cirúrgico para proporcionar alívio.

Causas

Lesões labrais podem ocorrer em:

  • Lesão por impacto femoroacetabular.
  • Após acidentes automobilísticos, quedas ou luxações do quadril.
  • Movimentos súbitos de torção como em atividades esportivas (futebol, golfe, hóquei) e geram dor imediata.
  • Resultado de processos degenerativos e uso repetitivo, como na osteoartrite.

 

Sinais e Sintomas

Lesões labrais produzem dor na região anterior do quadril ou na virilha. A dor geralmente é sentida ao levantar a perna para cima ou para fora e ao girar a perna para dentro. As sensações de clique e estalido, e a restrição de movimento também podem ocorrer. No entanto, algumas lesões labrais não causam dor.

Diagnóstico

São realizados para diagnóstico de lesão labral e para excluir outras patologias.

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética

Tratamento

Tratamento não cirúrgico

O tratamento geralmente começa com medidas conservadoras.

  • Repouso
  • Medicamentos anti-inflamatórios
  • Infiltrações para reduzir a inflamação

 

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico via artroscopia é comum, particularmente para ressecar ou suturar porções com lesões ou destacadas. O labrum destacado é geralmente tratado por meio de um procedimento artroscópico ou aberto, no qual o labrum é suturado com auxílio de âncoras no acetábulo.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LESÕES DOS MÚSCULOS ISQUIOTIBIAIS

Descrição

Os isquiotibiais são três músculos agrupados na região posterior da coxa: os semitendinoso, semimembranoso e bíceps femoral. Eles são os músculos mais comumente lesionados em esportes como o futebol.

Causas

As lesões do músculo tendem a ocorrer no momento em que uma pessoa inicia a corrida, acontece de forma abrupta. Na maioria dos casos, as lesões são parciais.

Vários fatores podem aumentar o risco de lesão dos isquiotibiais: idade avançada, falta de flexibilidade ou força muscular, fadiga e lesão prévia do músculo.

Sinais e Sintomas

  • Dor.
  • Edema.
  • Hematoma ou equimose.
  • Claudicação.

 

Diagnóstico

  • Ressonância magnética

Tratamento

A lesão pode ser tratada de forma não-cirúrgica com repouso, gelo (crioterapia), fisioterapia e medicamentos anti-inflamatórios.

Lesões parciais graves ou completas dos isquiotibiais exigem repouso prolongado e tratamento conservador. O paciente não deve retornar à atividade completa até que esteja sem dor e volte a ter toda a amplitude de movimento e força muscular. A cirurgia geralmente não é necessária, exceto para lesões extremas, quando um tendão é completamente desinserido do osso.

A melhor forma de prevenção de lesão de isquiotibiais é realizar alongamentos antes das atividades físicas e fazer exercícios com fortalecimento muscular.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LUXAÇÃO DO OMBRO

Descrição
A articulação do ombro é a articulação mais móvel do corpo. Pode girar em várias direções. Mas essa vantagem também faz com que o ombro seja uma articulação fácil de se deslocar.

As luxações do ombro podem ser parciais, isso é chamado de subluxação. Uma luxação completa significa que a cabeça do úmero sai completamente do encaixe na glenoide. Ambas causam dor e instabilidade no ombro.

Causas

As luxações anteriores do ombro são causadas quando há trauma e o braço e forçado a girar para fora (rotação externa) na posição acima do nível do ombro. Essas lesões podem ocorrer por diversas causas, incluindo queda ou golpe direto no ombro. Luxações posteriores do ombro são menos comuns do que as luxações anteriores do ombro e geralmente ocorrem devido a convulsões ou choques elétricos quando os músculos da frente do ombro se contraem excessivamente. As luxações da articulação acromioclavicular podem ser causadas por uma queda sobre o ombro ou durante o levantamento de objetos pesados.

Sinais e sintomas

  • Deformidade
  • Edema
  • Dormência
  • Fraqueza
  • Às vezes, uma luxação pode romper ligamentos ou tendões do ombro ou danificar os nervos.

A articulação do ombro pode deslocar-se para frente, para trás ou para baixo. Um tipo comum de luxação do ombro é quando desloca-se para frente (instabilidade anterior). Isso significa que o osso do úmero se moveu para frente e para fora do encaixe da glenoide. Pode acontecer durante um arremesso.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Tomografia computadorizada

Tratamento

  • Redução fechada com ou sem anestesia.
  • A reabilitação normalmente é feita com: repouso, imobilização com tipóia e fisioterapia.
  • Se a luxação do ombro se tornar um problema recorrente, pode ser necessário tratamento cirúrgico, principalmente em atletas jovens. A instabilidade crônica pode causar dano ligamentar e ósseo.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

LUXAÇÃO DO QUADRIL

Descrição

Luxação do quadril é o deslocamento da articulação coxofemoral. A luxação traumática do quadril ocorre com maior frequência durante colisão automobilística, queda de altura ou lesões esportivas com alto impacto, especialmente aquelas que também resultam em fraturas do membro inferior. Um quadril deslocado pode levar a sérios problemas debilitantes a longo prazo, especialmente se for grave ou não for tratado adequadamente dentro de poucas horas após a ocorrência. Se uma pessoa for vítima de impacto vigoroso que resulte em dor ou dores graves do quadril na virilha, perna ou mesmo no joelho, deverá ser submetida a exame por ortopedista para avaliação de luxação do quadril.

Luxação posterior

Em aproximadamente 90% dos pacientes com luxação do quadril, o fêmur é empurrado para fora do encaixe em uma direção para trás. Isso é chamado de luxação posterior. Uma luxação posterior deixa o membro na posição fixa, com o joelho e o pé em rotação interna.

Luxação anterior

Quando o fêmur é empurrado para fora do encaixe em uma direção para a frente, o quadril será dobrado apenas ligeiramente, e a perna irá girar para fora.

Quando o quadril se desloca, os ligamentos, labrum, músculos e outros tecidos moles que mantém os ossos no lugar também são danificados. Os nervos ao redor do quadril também podem ser lesados. A luxação traumática do quadril pode causar osteonecrose e artrite do quadril.

Causa

As colisões automobilísticas são a causa mais comum de luxações traumáticas do quadril. A luxação ocorre frequentemente quando o joelho atinge o painel. Esta força força a coxa para trás, o que leva a cabeça do fêmur para fora do encaixe do quadril. Usar o cinto de segurança pode reduzir muito o risco de luxação do quadril durante uma colisão.

A queda de uma altura significativa (como de uma escada) ou um acidente industrial também pode gerar força suficiente para deslocar um quadril.

Muitas vezes há outras lesões associadas à luxação do quadril, como fraturas da pelve e das pernas, lesões no dorso, no abdome, nos joelhos e na cabeça. Talvez a fratura mais comum ocorre quando a cabeça do fêmur atinge e quebra a parte posterior do acetábulo durante a lesão.

Sinais e Sintomas

A luxação do quadril é muito dolorosa. Os pacientes são incapazes de mobilizar o membro e, se houver danos nos nervos, podem ficar sem sensibilidade na área do pé ou do tornozelo.

A luxação do quadril é uma emergência médica, portanto necessita atendimento imediato. Recomenda-se não movimentar a pessoa vítima de acidente ou queda com suspeita de luxação do quadril e aguardar o socorrista.

Diagnóstico

  • Radiografias.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento

A redução da articulação pode ser feita sob anestesia. Após a redução, são realizados novos exames de imagem: radiografia ou ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Se houver fraturas, interposição de fragmentos ósseos ou tecidos moles ou danos significativos aos tecidos, vasos sanguíneos ou nervos, pode ser necessária uma cirurgia aberta.

A reabilitação após uma luxação é lenta. O tempo de reabilitação pode ser maior se houver fraturas adicionais. A fisioterapia é frequentemente recomendada durante esse período.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

LUXAÇÃO E INSTABILIDADE DA PATELA EM CRIANÇAS

Descrição

A patela se articula com o fêmur em um sulco chamado tróclea. Quando o joelho dobra e estica, a patela se move para cima e para baixo dentro do sulco. Às vezes, a patela desliza muito para um lado ou para o outro. Quando isso ocorre, em um trauma ou uma queda, a patela pode se deslocar completamente ou parcialmente.

Quando a patela desliza fora do lugar, seja uma luxação parcial ou completa, pode causar dor e perda da função.

Causas

Há várias maneiras pelas quais a patela pode tornar-se instável ou luxada. Em muitos casos, a patela desloca-se devido a uma anormalidade na estrutura do joelho da criança.

  • Um sulco raso ou desigual no fêmur pode causar luxação
  • Alguns ligamentos de crianças são mais soltos, tornando suas articulações extremamente flexíveis e mais propensas à luxação patelar. Isso ocorre mais frequentemente em meninas, e o problema pode afetar ambos os joelhos.
  • Crianças com paralisia cerebral e síndrome de Down podem ter luxação frequente da patela devido ao desequilíbrio e fraqueza muscular.
  • Em crianças com estrutura normal do joelho, as luxações da patela são muitas vezes o resultado de um trauma direto ou uma queda sobre o joelho. Essa incidência é mais comum nos esportes de alto impacto, como o futebol.

Sinais e Sintomas

Os sintomas associados a uma luxação patelar dependem de quão longe do lugar a patela se moveu e quanto dano ocorreu quando aconteceu:

  • Dor
  • Estalido no joelho
  • Edema
  • Deformidade no joelho
  • Apreensão ou medo ao correr ou mudar a direção.

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

Tratamento imediato

Se a luxação da patela estiver fixa, o ortopedista deve ser consultado na emergência. Será feita a redução da luxação (colocar a patela no seu lugar).

Tratamento não cirúrgico

  • Imobilização: O joelho ficará imobilizado por 3 a 4 semanas para estabilizar enquanto ocorre a cicatrização.
  • Uso de muletas: Como colocar peso no joelho pode causar dor e retardar o processo de cicatrização, pode ser recomendado o uso de muletas nas primeiras duas semanas após a lesão.
  • Fisioterapia: Exercícios específicos fortalecerão os músculos da coxa para estabilizar a articulação do joelho. Normalmente, as crianças retornam à atividade em 3 a 6 semanas após a lesão.

Como uma luxação pode alterar estruturas do joelho, a patela permanece mais solta ou mais instável do que antes da lesão. Como resultado, a patela pode se deslocar novamente. As recorrências também são comuns se a luxação for causada por uma irregularidade na estrutura do joelho. Exercícios contínuos, como o ciclismo, podem fortalecer os músculos do quadríceps na coxa e prevenir futuras luxações da patela.

Tratamento cirúrgico

Se a luxação da patela for recorrente, a cirurgia pode ser recomendada para corrigir o problema. O tipo de cirurgia dependerá da causa da instabilidade
Os tratamentos cirúrgicos geralmente envolvem a reconstrução dos ligamentos que mantêm a patela no lugar.
A luxação recorrente causada por uma deformidade óssea congênita ou outra alteração pode necessitar de tratamento cirúrgico mais complexo.

A fisioterapia tem papel importante para recuperar a força e a amplitude de movimento do joelho e visa o retorno funcional adaptado ao esporte praticado pelo paciente.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

MARCHA COM OS PÉS PARA DENTRO

A marcha com os pés para dentro geralmente é notada pela primeira vez pelos pais quando o bebê começa a andar, mas pode ocorrer em crianças de diversas idades por diferentes motivos.

Normalmente três condições podem causar essa alteração na marcha:

  • Metatarso aduto
  • Torsão tibial
  • Aumento da anteversão femoral

Na grande maioria das crianças com menos de 8 anos, a marcha com os pés para dentro quase sempre será corrigida sem o uso de moldes, aparelhos, cirurgia ou qualquer tratamento especial. Esta alteração não causa dor nem artrite.

Metatarsos Adutos

 No metatarso aduto, o pé da criança tem uma alteração na parte mais distal (antepé) e está inclinado para dentro em relação ao calcanhar (retropé). Alguns casos podem ser leves e flexíveis, e outros podem ser mais óbvios e rígidos.

A maioria dos metatarsos adutos melhora por si só, geralmente durante os primeiros 4 a 6 meses de vida. Bebês com idade entre 6 a 9 meses com deformidades graves ou pés muito rígidos podem ser tratados com gessos, moldes ou sapatos especiais com alta taxa de sucesso. A cirurgia raramente é necessária.

Torsão Tibial

Na torção tibial, a perna da criança esta torcida para dentro. Isso pode ocorrer antes do nascimento, à medida que as pernas rodam para caber no espaço confinado do útero. Após o nascimento, as pernas de uma criança devem girar gradualmente para ter o alinhamento adequado. Se a perna permanecer girada, o resultado é a torção tibial.

A torção tibial quase sempre melhora sem tratamento, e geralmente antes da idade escolar. Talas, sapatos especiais e programas de exercícios não ajudam. A cirurgia para realinhar o osso pode ser feita em crianças com maior idade e com problemas graves para caminhar e correr.

Anteversão Femoral

Muitas vezes, a anteversão femoral fica mais óbvia após os 5 ou 6 anos de idade.

A extremidade superior do fêmur, perto do quadril, tem uma torção aumentada, o que permite que o quadril rode para dentro mais do que roda para fora. Isso faz com que os joelhos e os pés fiquem apontando para dentro durante a caminhada. As crianças com essa condição geralmente se sentam na posição em "W", com os joelhos dobrados e os pés para trás.

A anteversão femoral corrige espontaneamente em quase todas as crianças à medida que crescem.

O tratamento cirúrgico raramente é indicado, a menos que a criança tenha mais de 9 anos e uma deformidade grave que cause alterações para caminhar e correr.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

MARCHA COM OS PÉS PRA DENTRO

A marcha com os pés para dentro geralmente é notada pela primeira vez pelos pais quando o bebê começa a andar, mas pode ocorrer em crianças de diversas idades por diferentes motivos.
Normalmente três condições podem causar essa alteração na marcha:

Metatarso aduto
Torsão tibial
Aumento da anteversão femoral

Na grande maioria das crianças com menos de 8 anos, o marcha com os pés para dentro quase sempre será corrigida sem o uso de moldes, aparelhos, cirurgia ou qualquer tratamento especial. Esta alteração não causa dor nem artrite.

Metatarsos Adutos
No metatarso aduto, o pé da criança tem uma alteração na parte mais distal (antepé) e está inclinado para dentro em relação ao calcanhar (retropé). Alguns casos podem ser leves e flexíveis, e outros podem ser mais óbvios e rígidos.
A maioria dos metatarsos adutos melhoram por si só, geralmente durante os primeiros 4 a 6 meses de vida. Bebês com idade entre 6 a 9 meses com deformidades graves ou pés muito rígidos podem ser tratados com gessos, moldes ou sapatos especiais com alta taxa de sucesso. A cirurgia raramente é necessária.

Torsão Tibial
Na torção tibial, a perna da criança esta torcida para dentro. Isso pode ocorrer antes do nascimento, à medida que as pernas rodam para caber no espaço confinado do útero. Após o nascimento, as pernas de uma criança devem girar gradualmente para ter o alinhamento adequado. Se a perna permanecer girada, o resultado é a torção tibial.
A torção tibial quase sempre melhora sem tratamento, e geralmente antes da idade escolar. Talas, sapatos especiais e programas de exercícios não ajudam. A cirurgia para realinhar o osso pode ser feita em crianças mais velhas e com problemas graves para caminhar e correr.

Anteversão Femoral
Muitas vezes, a anteversão femoral fica mais óbvia após os 5 ou 6 anos de idade.A extremidade superior do fêmur, perto do quadril, tem uma torção aumentada, o que permite que o quadril rode para dentro mais do que roda para fora. Isso faz com que os joelhos e os pés fiquem apontando para dentro durante a caminhada. As crianças com essa condição geralmente se sentam na posição em "W", com os joelhos dobrados e os pés para trás.
A anteversão femoral corrige espontaneamente com o crescimento em quase todas as crianças.
O tratamento cirúrgico raramente é indicado, a menos que a criança tenha mais de 9 anos e uma deformidade grave que cause alterações para caminhar e correr.

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

MENISCO DISCOIDE

Descrição

O menisco atua como um "amortecedor" entre o fêmur e a tíbia. Ele protege a fina cartilagem articular que cobre as extremidades dos ossos e ajuda no movimento de flexão e extensão do joelho. Há dois meniscos no joelho: o menisco medial e o menisco lateral. Os meniscos estão fixos ao osso da tíbia por um tecido forte ligamento. Este ligamento também fornece suprimento sanguíneo a uma pequena porção do menisco.

Meniscos saudáveis ​​têm a forma de luas crescentes ("menisco" tem origem grega e significa crescente). Um menisco discoide é mais propenso a lesões do que um menisco normal. A forma grossa e anormal de um menisco discoide torna mais provável a lesão e interposição no joelho. Além disso, a ausência do ligamento menisco femoral aumenta o risco de lesão.

Existem três tipos de meniscos discóides:

  • Incompleto: O menisco é ligeiramente mais grosso e mais largo do que o normal.
  • Completo: O menisco cobre completamente a tíbia.
  • Wrisberg: Neste tipo, o ligamento menisco femoral está ausente. Sem este ligamento, há hipermobilidade do menisco na articulação, que pode causar dor, bloqueio articular e estalidos no joelho.

Causas
A causa do menisco discoide não é conhecida. É um defeito congênito (presente no nascimento). As lesões do menisco discoide geralmente ocorrem com movimentos de torção no joelho, como durante os esportes que necessitam mudanças giratórias ou rápidas na direção.

Sinais e Sintomas

Algumas pessoas com menisco discoide nunca terão sintomas. Outras pessoas podem ter sintomas, que geralmente começam durante a infância. Há casos de menisco discoide em que os pacientes têm sintomas (dor) sem lesão de menisco.

  • Dor
  • Rigidez ou edema
  • Estalidos e bloqueio do joelho
  • Incapacidade de realizar a extensão completa do joelho

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

Se o menisco discoide não estiver causando nenhum sintoma, não necessita tratamento cirúrgico.

Quando há dor, o tratamento é realizado por meio de cirurgia artroscópica.

Após a cirurgia, a reabilitação pode ser feita com fisioterapia para restaurar a força e a mobilidade do joelho. Pode ser necessário o uso de muletas por um curto período de tempo. Crianças muito novas podem precisar de uma cadeira de rodas por várias semanas porque não têm equilíbrio ou força para usar muletas.
A maioria dos pacientes retorna às atividades diárias normais após a artroscopia para o menisco discóide. No entanto, se todo o menisco foi removido, existe o risco de dor contínua e, potencialmente, artrite precoce. Eventualmente é recomendado que os pacientes evitem esportes que sobrecarregam o joelho como futebol, tênis e basquete.

 

Converse com seu médico para saber qual o método mais adequado de tratamento a ser realizado.

 

MENISCO DISCOIDE

Descrição

O menisco atua como um "amortecedor" entre o fêmur e a tíbia. Ele protege a fina cartilagem articular que cobre as extremidades dos ossos e ajuda no movimento de flexão e extensão do joelho. Há dois meniscos no joelho: o menisco medial e o menisco lateral. Os meniscos estão fixos ao osso da tíbia por um tecido forte ligamento. Este ligamento também fornece suprimento sanguíneo a uma pequena porção do menisco.

Meniscos saudáveis ​​têm a forma de luas crescentes ("menisco" tem origem grega e significa crescente). Um menisco discoide é mais propenso a lesões do que um menisco normal. A forma grossa e anormal de um menisco discoide torna mais provável a lesão e interposição no joelho. Além disso, a ausência do ligamento meniscofemoral aumenta o risco de lesão.

Existem três tipos de meniscos discóides:

  • Incompleto: O menisco é ligeiramente mais grosso e mais largo do que o normal.
  • Completo: O menisco cobre completamente a tíbia.
  • Wrisberg: Neste tipo, o ligamento meniscofemoral está ausente. Sem este ligamento, há hipermobilidade do menisco na articulação, que pode causar dor, bloqueio articular e estalidos no joelho.

Causas

A causa do menisco discoide não é conhecida. É um defeito congênito (presente no nascimento). As lesões do menisco discoide geralmente ocorrem com movimentos de torção no joelho, como durante os esportes que necessitam mudanças giratórias ou rápidas na direção.

Sinais e Sintomas

Algumas pessoas com menisco discóide nunca terão sintomas. Outras pessoas podem ter sintomas, que geralmente começam durante a infância. Há casos de menisco discóide em que os pacientes têm sintomas (dor) sem lesão de menisco.

  • Dor
  • Rigidez ou edema
  • Estalidos e bloqueio do joelho
  • Incapacidade de realizar a extensão completa do joelho

Diagnóstico

  • Radiografias
  • Ressonância magnética

Tratamento

Se o menisco discoide não estiver causando nenhum sintoma, não necessita tratamento cirúrgico.

Quando há dor, o tratamento é realizado por meio de cirurgia artroscópica.

Após a cirurgia, a reabilitação pode ser feita com fisioterapia para restaurar a força e a mobilidade do joelho. Pode ser necessário o uso de muletas por um curto período de tempo. Crianças muito novas podem precisar de uma cadeira de rodas por várias semanas porque não têm equilíbrio ou força para usar muletas.